segunda-feira, 27 de maio de 2013

Outra descoberta do professor Felipe Trindade sobre os Gomes de Mello.

O 2º casamento de José Gomes de Mello Junior, Thomaz Salustino e Francisco Umbelino

Por João Felipe da Trindade

Os registros da Igreja de Currais Novos, disponibilizados pelos mórmons, na Internet, não são tão antigos, e por isso, algumas informações não estão ao nosso alcance. Além disso, em muitos registros de casamento não foram colocados os nomes dos pais dos nubentes. Uma lástima! Mas, é possível, com outras informações, encontrar elos entre o passado e o presente. Há boas informações no livro " No roteiro dos Azevedos", mas faltam datas e os nomes não são sempre os originais. Os registros da Igreja nem sempre são confiáveis, pois, o rodízio que fazem dos nomes das pessoas, dá um nó em qualquer pesquisador genealógico.

José Gomes de Mello Junior casou duas vezes. Vejamos o 2º casamento dele:

Aos oito de outubro de mil oitocentos e noventa e dois, no Sítio São Luiz, perante as testemunhas Antonio Xavier Dantas, Francisco Vicente Dias de Araújo, assisti ao recebimento matrimonial de José Gomes de Mello Junior, viúvo por falecimento de Maria Camilla Gomes Cortez, com Anna Cantionilla Dantas Cortez, filha legítima de Manoel Pegado Cortez, já falecido, e Maria Senhorinha Dantas Cortez. Os nubentes são naturais e moradores nesta Freguesia, e já estão dispensados no 1° grau, eq,l,s. de afinidade lícita. Do que mandei fazer este assento que assino. O Vigário José Antonio da Silva Brito.

A dispensa acima revela que a segunda esposa, Dona Anna Cantionilla Dantas Cortez, era irmã da primeira, Maria Camilla Gomes Cortez.

Para exemplificar a falta de nomes dos pais dos nubentes no registro, vejamos o casamento de Thomaz Salustino:

Aos vinte e um de setembro de mil novecenteos e quatro, no Sítio Aba da Serra, desta Freguesia, casa do Sr. José Bezerra de Araújo Galvão, perante as testemunhas Juvenal Lamartine de Faria, e Napoleão Bezerra de Araújo Galvão, assiti ao matrimônio de Thomaz Salustino Gomes de Macedo e Thereza Bertina de Araújo, meus paroquianos. Do que para constar, mandei fazer este termo que assino. Padre Ignácio Cavalcanti, Encarregado da Freguesia.

Observamos que na família dos Gomes de Mello, os sobrenomes, nos registros,  aparecem como Gomes de Mello ou Macedo Gomes. Não sei quem decide essa variação.

Outro registro, que encontramos dos Gomes de Melo, é o que se segue:
Aos quatro de setembro de mil novecentos, e um, de minha licença, o vigário Joel Esdras Lins Fialho, uniu em matrimônio os contraentes Francisco Umbelino de Macedo Gomes e Leopoldina Gomes, ele filho legítimo de Francisco Umbelino Gomes de Macedo, e de Felismina Sidalina de Jesus, ela filha legítima de José Gomes de Mello,  e Maria Guilhermina da Conceição, sendo testemunhas Francisco Dias de Araújo e Francisco Rodrigues de Freitas Filho; do que para constar fiz este assento, que me assino. O Vigário Marcelino Rogério dos Santos Feire.

2º casamento de José Gomes de Mello
Casamento de um Francisco Umbelino

quarta-feira, 22 de maio de 2013


Maria Antonia Fontes Taylor, matriarca dos Tassinos


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Francisco Xavier de Menezes, que presidiu a Câmara Municipal de Angicos no período que vai de 1853 até 1855, era casado com Dona Maria Antonia Fontes Taylor. Segundo Aluízio Alves, no livro “Angicos”: angicano dos mais esforçados, e que, na época, desempenhou notável influencia, político-social no município. Filho de Francisco Alexandre Xavier, a quem não eram tão minguados os recursos financeiros, pôde cursar a Faculdade de Medicina da Bahia, até o 4º ano, deixando de concluir o curso por motivos ignorados. Foi ainda, segundo Aluízio, secretário da Câmara, Escrivão Público Judicial de Notas, Professor, Agrimensor, Vacinador Oficial, Capitão-cirurgião-mor do Comandante Superior da Guarda Nacional, em Angicos e Macau, e finalmente licenciou-se advogado pela Relação da Província.
Há um registro de batismo, faltando partes, onde encontramos a naturalidade de Maria Antonia. Nele este escrito: Gerôncio, filho legítimo de Francisco Xavier de Menezes e de Maria Antonia de Fontes Taylor, falecida, naturais, ela do Reino da Inglaterra, e ele, desta freguesia de Angicos, aqui falta a parte baixa do registro, mas no verso continua com, foi por mim batizado com os santos óleos nesta matriz de São José de Angicos, aos vinte e oito do mesmo ano; foram padrinhos Jerônimo Cabal Pereira de Macedo por seu procurador Antonio Bernardo Alves, casado, e Damásia Lopes Viégas, solteira, moradores nesta mesma freguesia. Do que para constar faço este assento que assino. O vigário Felis Alves de Sousa.
Pelos registros próximos, isso se deu no ano de 1854. Como no batismo, Dona Antonia já não existia, suspeitei logo, que tivesse falecido de parto, e fui atrás do seu óbito nesse ano, o que encontrei: aos dez dias do mês de maio de mil oitocentos e cinquenta e quatro, foi sepultado nesta Matriz do Glorioso São José de Angicos, acima das grades, o cadáver de Maria Antonia Fontes Taylor, falecida de parto, sem sacramentos, na idade de quarenta e seis anos, foi envolta em branco, por mim encomendada, do que para constar faço este termo e assino, o vigário Felis Alves de Sousa.
Pela informação acima, se não houve erros, Maria Antonia teve o filho com mais de 40 anos. Vejamos que outros filhos ela teve. Comecemos com os gêmeos João e Manoel.
João, branco, filho legítimo de Francisco Xavier de Menezes e de Maria Antonia de Fontes Taylor, nasceu a 23 de outubro de 1851, e foi batizado, na matriz, a 27 de dezembro do dito ano, sendo padrinhos José Alves da Costa Machado e Constância Maria da Conceição, casados; Felis Alves de Sousa, vigário Colado de Angicos.
Manoel, filho legítimo de Francisco Xavier de Menezes, e de Maria Antonia de Fontes Taylor, nasceu a 23 de outubro de 1851, e foi batizado, na matriz, a 27 de dezembro do dito anos, sendo padrinhos Alexandre Xavier da Costa e Joanna Maria da Conceição, casados; Vigário Felis Alves de Sousa, vigário Colado de Angicos.
João Domício Xavier de Menezes, um dos gêmeos, casou, em 26 de agosto de 1876, com Anna Francisca de Azevedo, filha de Vicente Ferreira Xavier de Azevedo e Francisca Rosalina de Vasconcelos. Esse Vicente, meu tio bisavô, era filho de Vicente Ferreira Xavier da Cruz e da sua primeira esposa Maria Francisca Duarte. Vicente, pai de Anna, faleceu moço, com apenas 30 anos, de febre amarela.
Adelaide, filha legítima de Francisco Xavier de Menezes, e D. Maria Antonia de Fontes Taylor, nasceu aos nove de agosto de mil oitocentos e quarenta e cinco, e foi batizado a vinte e um de dezembro do mesmo ano, em oratório privado, na cidade do Assú, sendo padrinhos o reverendo Vigário Manoel Januário Bezerra Cavalcanti, e Francisca Rodrigues da Costa por procuração que apresentaram aquele do capitão Jacinto João da Ora, e esta de D. Rita Virgina de Santa Ana. Adelaide Angélica Xavier de Menezes foi a primeira esposa de José Paulino Teixeira de Sousa, filho de José Vitaliano Teixeira de Sousa e Urbana Teixeira de Sousa. Eles casaram em 12 de janeiro de 1874.
Emília, branca, filha legítima de Francisco Xavier de Menezes, e D. Maria Antônia de Fontes Taylor, nasceu a vinte e dois de junho de mil oitocentos, e quarenta e sete, e foi batizada, a vinte e três do dito mês pelo padre Francisco Theodósio de Seixas Baylon, in articulo mortis, recebeu os santos óleos, que lhe impôs, a dois de abril de quarenta e nove; foram padrinhos, o mesmo padre Baylon, e por procuração de José Joaquim Bezerra Cavalcanti. Emília Victorina Xavier de Menezes casou com Francisco Germano da Costa Ferreira, filho de Florêncio Octaviano da Costa Ferreira e Ignez Lucania da Costa Ferreira. O casamento foi em 31 de maio de 1874.
O Professor, Juvêncio Tassino Xavier de Menezes, natural da Vila de Imperatriz, outro filho do casal Francisco Xavier e Maria Antonia, casou, em 18 de setembro de 1864, com Theresa Maria de Jesus, viúva de Francisco Pedro Xavier da Costa. Dona Theresa faleceu de parto em 1869, com a idade de 36 anos. Com um mês faleceu a filha do casal, Maria, com um mês de idade. Thereza era irmã da minha bisavó, Francisca Rita Xavier da Costa. Em 7 de janeiro de 1855, o pai de Juvêncio, viúvo de Maria Antonia, tinha se casado com Bernarda Francisca da Costa, irmã de Theresa.
Juvêncio casou outras vezes. Eu conheci na Fazenda de Paulo Leitão de Almeida, em Lagoa Salgada, Maria da Conceição Tassino de Araújo, mais conhecida por Mary, filha de Luiz Tassino, e neta paterna de Juvencio Tassino e Marcolina Gouveia Varela. Dona Mary é a mãe de Marcos, Márcio e Maurício Tassino.
Fonte:www.putegi.blogspot.com

sábado, 18 de maio de 2013

Manoel Pegado Dantas Cortez, o neto. Deve ser a cara do avô.

 Eis aí José Gomes de Mello e o seu cunhado Manoel Pegado Dantas Cortez, o neto de Manoel Pegado Cortez, que saiu de Goianinha e foi para Currais Novos/RN, onde casou com Maria Senhorinha Dantas Pegado Cortez, conhecida como Marica Pegado, esta falecida em 1927. Dona Marica Pegado era a mãe de Olindina Pegado Cortez, a mãe de José Cortez Pereira de Araújo, falecido em 2004, em Natal. Olindina faleceu após o parto de José Cortez Pereira, governador do RN, no período de 1971-1975. A foto seria de 1937, último ano de funcionamento da Ação Integralista Brasileira. Ambos estão fardados com camisas verdes e calças brancas.
Notas: Rodrigo Cortez corrige esta matéria, pois, segundo ele, há um equívoco. Ele informa o seguinte:

Gonzaga,
Estava olhando a foto que voce postou dia 18/maio onde afirma se tratar de Manoel Pegado Cortez Filho e Zezinho Gomes. Pois bem, até onde sei e pesquisei, inclusive na foto original que existe nos pertences de minha avó Pepita e no versa encontra-se assinada e datada, trata-se de Neco Pegado, ou seja, Manoel Pegado Dantas Cortez, o filho primogênito de Manoel Pegado Cortez Filho e Maria Senhorinha Dantas (Marica Pegado). Inclusive, a foto é datada em 1937, e Manoel Pegado Cortez Filho faleceu em 1890.
Na verdade esses nomes são mesmo muito confusos, mas para tentar esclarecer, temos:
1° Manoel Pegado Cortez (Goianinha/Arês), Pai de Manoel Pegado Cortez Filho e Maria Camila Pegado Cortez (dona da faz. Bom jardim);
2° Manoel Pegado Cortez Filho (Goianinha/Arês), Casado com Marica Pegado e pai de todos os Pegado Cortez do Seridó;
3° Manoel Pegado Dantas Cortez (Currais Novos), Pai de Helio, Elias, Maria Rosa, Guilhermina, Hosana, Possidônia, Auta, Orestes, Itamar, Itamar, Hermes, Amarilio, Avanir, Alirio e Raul.
Rodrigo Cortez
Obrigado. caro Rodrigo. Mudei o título da postagem e corrigi o que estava incorreto, conforme as observações de Rodrigo Cortez. a)Gonzaga.
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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mais informações de Manoel Osório de Barros e Manoel Pegado Dantas Cortês.



Manoel Pegado Dantas Cortês, "Neco Pegado" filho de Manoel Pegado Cortês e " Marica Pegado", e sua esposa Ùrsula Augusta Gomes Cortez, filha do capitão da Guarda Nacional, José Gomes de Melo e Ùrsula Francelina de Jesus.
Graças as fotos de Manoel Osório e Guilhermina, enviadas anteontem, 7, conseguimos identificar a foto única, do casal, em arquivo da família, pois o verso da mesma é de cor preta e sem anotações.
Neco Pegado faleceu em Natal, no antigo Hospital Miguel Couto, no inicio dos anos 50.

Manoel Osório de Barros e Guilhermina Dantas Cortês.

 Casal Manoel Osório de Barros e Guilhermina Dantas Cortês  Barros (filha de Marica Pegado), pais de Othon Osório de Barros (primo e amigo de Manoel Genésio e Maria Anísia-Pepita).  Fotos sem datas que nos foram enviadas por Rodrigo Cortez, obtidas no saite My Heritage, através do pesquisador Manoel Pinheiro, que pesquisa 16 àrvores genealógicas. Provavelmente, as fotos sejam dos anos 30 do século passado.
Guilhermina Dantas Cortês Barros, filha de Marica Pegado, cujo inventário iniciado em janeiro de 1931, na página 66, dá como falecida, deixando seis filhos, todos arrolados como herdeiros da avó.

Os herdeiros foram: Maria Barros de Macedo, casada com Felix Augusto de Macedo, res. em Espirito Santo; Julita Barros de Morais, casada com Sebastião Batista de Morais, res. em Cerro Corá; Judite Barros Xavier, casada com Izaias Ferreira Xavier: Otavia Barros Gomes, casada com Manoel Benedito Gomes; Beatriz Barros de Araújo, casada com José Berto de Araujo; Oton Osório de Barros, casado com Inês Cortês ; José Augusto Dantas Cortez, casado, residente em Ubaieira; Francisca Dantas Cortez, falecida, casada que foi com José Frutuoso, deixando dois filhos: Thereza Cortez Gomes, casada com Cipriano Gomes, res. em Solidade e Beatriz Dantas Cortez de Lyra, , casada com Manoel Ferreira de Lyra., res. em Cerro Corá.


Graças a foto de Manoel Osório e Guilhermina, enviadas anteontem, 7, conseguimos identificar a foto única, do casal, em arquivo da família, pois o verso da mesma é de cor preta e sem anotações.

Neco Pegado faleceu em Natal, no antigo Hospital Miguel Couto, no inicio dos anos 50.

Hoje, 24.05.2013, encontrei com a professora aposentada Teresinha Barros, neta de Beatriz Barros , filha de Manoel Osório de Barros e Guilhermina Dantas Cortês Barros.



Manoel Osório de Barros e Guilhermina Dantas Cortês Barros, (foto) mãe de Othon Osório, de Beatriz,  era a bisavó de Teresinha Barros, casada com Judson Benévolo, ex-secretário municipal de Parnamirim/RN.








A placa e a cruz da Ilha que desapareceu e


Cleando Cortez Gomes Filho foi a Macau e fotografou a placa e a cruz que pertenceram à Ilha de Manoel Gonçalves, hoje desaparecida. Bancou o São Tomé: foi ver para crer. Para completar, fotografou a Igreja-Matriz de Macau. Parabéns, Cleando Filho.

O óbito de Manoel Rodrigues Ferreira

domingo, 5 de maio de 2013


Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Em 7 de novembro de 1963, o escritor Manoel Rodrigues de Melo escreveu para seu parente, em Recife, Ricardo Rodrigues Ferreira. Logo no início disse: Estou escrevendo um livro sobre a Família Rodrigues Ferreira, começando do velho "marinheiro"/Manoel Rodrigues Ferreira, da Boa Vista.
Você é neto do velho Manoel Rodrigues Ferreira, como eu sou bisneto. Gostaria que você me mandasse umas notas bem completas sobre o velho Manoel Rodrigues Ferreira, da Boa Vista, falando sobre a vinda dele de Portugal, a província em que nasceu, o ano que chegou a Ilha de Manoel Gonçalves, com quem casou, de que vivia, na Boa Vista, o caso da onça, quando nasceu, aonde, quantos filhos teve, se esteve em Recife se tratando do ferimento que sofreu na luta com a onça, em que hospital, enfim tudo o que você puder registrar será importante para o meu estudo.
Não sei se Ricardo tinha todas as informações que Manoel Rodrigues de Mello queria, nem muito menos se chegou alguma coisa para nosso escritor. Sei que o livro não foi publicado e, até agora, não tenho notícias onde foram parar os rascunhos do livro que estava sendo escrito. Já tentei localizar, mas sem sucesso. Nem no Solar João Galvão, onde estão algumas anotações de Manoel Rodrigues, deram notícias de tais documentos.
Mas, há pouco tempo, encontrei o registro de óbito do bisavô daquele que foi presidente da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. Nele aparece o nome de sua esposa, bem como a idade que tinha. Pela dados, ele deve ter nascido por volta de 1798.

Aos 2 de junho de 1850 foi sepultado na Capela de Nossa Senhora da Conceição de Macau, de grades acima, o adulto Manoel Rodrigues Ferreira, branco, casado com Izabel Martins Ferreira, com 52 anos de idade; amortalhado em preto, e encomendado pelo Reverendo Silvério Bezerra de Menezes; do que para constar faço este assento que assino. Felis Alves de Sousa.

Pena, que no registro de óbito não tenha sido informado a causa da morte, pois nosso personagem, que está na lista dos moradores da Ilha de Manoel Gonçalves  que fundaram Macau, morreu relativamente moço. Talvez, consequência dos ferimentos da onça.
Igreja onde está sepultado Manoel Rodrigues Ferreira

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Uma vertente familiar oriunda dos Pegado Cortez + Gomes de Melo: os Simonetti e os Leitão .

Na foto exibida no Facebook, estão Ana Clara, Sérgio, Salete (Simonetti Gomes, a mãe de todos), Paulo Alfredo, José Alberto, Maria Amália (a mais velha) e Luiz Antonio (o mais novo). Grande família oriunda do casamento de Cleando Cortez Gomes com a assuense Maria da Salete Simonetti, viúva desde setembro de 2008. Você vê o carequinha? Pois bem, dizem que ele puxou os Pegado Cortez, conhecidos pela calvície precoce ( é o que dizem, eu não provo nada, assim como acham que Paulo se parece muito com Cleóbulo, seu tio, irmão de Cleando (pai) que, na infância dele, "Neco Pegado", filho de "Marica Pegado", dizia "esse tem a cabeça chata dos Pegado e vai ser careca também". E não é que é verdade. Em tempo: Cleando Cortez Gomes Filho não está na foto. Talvez tenha sido ele que clicou a câmera.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Francisco Xavier de Souza, lá do Sertão Central Cabugi (I)


segunda-feira, 29 de abril de 2013


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
No universo genealógico, alguns nomes se repetem com muita frequência. Entre as mulheres aparecem, entre outras, as Terezas de Jesus e as muitas Marias: da Natividade, do Espírito Santo, da Conceição, do Perpétuo Socorro, além de Delfina Maria da Conceição. Entre os homens temos João Batista, André Corsino, André Avelino, Felipe Santiago e Francisco Xavier.

Em artigos anteriores, vimos que Manoel Varella Barca Jr. casou com Thereza de Jesus Duarte, filha de Francisco Xavier de Sousa Jr, e neta de outro de mesmo nome. Este último era natural da Vila de Cachoeira, na Bahia. Lá, em Gaspar Lopes, Angicos, Afonso Bezerra e Santana do Matos, encontramos muitos registros de descendentes de um Francisco Xavier de Sousa, que não identificamos sua naturalidade, principalmente, por omissão da Igreja, embora haja vários registros onde ele está presente. Em 1859 ele aparece como tenente-coronel, em um desses registros. Desconfio que Josefa Francisca da Costa, esposa de Francisco Xavier de Sousa, seja neta do patriarca João Barbosa da Costa. Veremos que os descendentes de Francisco e Josefa se entrelaçam com muitos dos meus familiares.

Manoel Américo de Carvalho Pita, quando escreveu o livro “Monsenhor José Edson Monteiro – Do pé da serra aos pés da santa”, deu as seguintes informações: José Edson Monteiro nasceu a 28 de Setembro de 1927, na então Vila de São Romão, hoje cidade de Fernando Pedroza, no sertão central do Rio Grande do Norte. Filho do Sr. Zacharias Monteiro e D. Maria da Conceição Monteiro. São seus avós paternos Francisco Monteiro de Sousa, conhecido por Bembem, e D. Ana Amélia Cruz Monteiro, e avós maternos Vicente Verdeixa de Sousa e D. Francisca Verdeixa de Sousa, trabalhadores na agricultura, na fazenda São José, de Miguel Pinheiro, no Município de Angicos. São seus irmãos Vicente Monteiro e Maria Monteiro.

Vamos escrever sobre os descendentes do tenente-coronel Francisco Xavier de Sousa, a partir de Vicente, avô de Monsenhor Monteiro.  Vicente, filho de Francisco Xavier de Sousa e Josefa Francisca da Costa, nasceu aos 17 de junho de 1832, e foi batizado aos 30 de novembro do mesmo ano, e teve como padrinhos José Alexandre Solino da Costa e Vicência Francisca de Aquilar Bezerra. Estes padrinhos casaram dois anos depois, aos 13 de agosto, na fazenda Carapebas, dispensados do impedimento de segundo grau duplicado de sanguinidade e, atingente ao primeiro, sendo ele filho de Antonio Barbosa da Costa e Claudiana Francisca Bezerra. Não aparecem os pais de Vicência.

O batizado que se assinava, posteriormente, como Vicente Verdeixa Xavier de Souza, casou pelo menos três vezes.

O primeiro casamento de Vicente Verdeixa foi, no Curral dos Padres, em 12 de novembro de 1856, com Elísia Francisca Solino Bezerra, filha dos seus padrinhos José Alexandre Solino da Costa e Vicência Francisca de Aquilar Bezerra, tendo como testemunhas José Pedro da Silveira e Antonio Valério da Costa Bezerra. Elisia faleceu em 1871 com 34 anos de idade, pouco mais ou menos.
Viúvo de Elísia, Vicente casou, na Fazenda Santa Luzia, em 13 de novembro de 1872, com Rosa Maria da Trindade, filha de João Miguel da Trindade e Maria Rosa da Conceição, na presença de Francisco Xavier de Jesus Maria e de José Bezerra Xavier da Costa. Rosa Maria da Trindade era irmã do meu bisavô, tenente João Felippe da Trindade. Francisco Xavier de Jesus Maria era irmão de Vicente. Rosa Maria faleceu em 1877, com 47 anos de idade.

Novamente viúvo, Vicente casa, em 7 de janeiro de 1883, na Matriz de São José de Angicos, com Francisca Maria Xavier da Costa, filha de José Pedro Xavier da Costa e Maria Ritta de Azevedo, sendo testemunhas João Felippe da Trindade e Manoel Carlos Xavier da Costa. José Pedro, pai de Francisca, era filho de Pedro Francisco da Costa e Joaquina Maria de Santana, esta última irmã de meus trisavós, Vicente Ferreira Xavier da Cruz e Miguel Francisco da Costa Machado. Ele casou a primeira vez com Anna Xavier de Azevedo. Viúvo de Anna, José Pedro casa em 1860 com Maria Rita de Azevedo, que vem a ser a mãe de Francisca, terceira esposa de Vicente Verdeixa. Maria Rita era filha de José Honório Lopes de Azevedo e Francisca Maria Duarte. Talvez essa segunda esposa de José Pedro fosse irmã da primeira.

Vicente Verdeixa, embora tenha casado três vezes, teve poucos filhos. Somente encontrei, até agora, uma filha de nome Maria, já do terceiro casamento. Ela nasceu aos 25 de março de 1889, e foi batizada aos 12 de maio do mesmo ano, tendo como padrinhos o Barão e a Baronesa de Serra Branca. Talvez essa Maria seja, justamente, a mãe do Monsenhor Monteiro.

No próximo artigo escreveremos sobre outros filhos de Francisco Xavier de Sousa.








segunda-feira, 29 de abril de 2013


Sopa: Transporte coletivo pioneiro na região Seridó do RN

O primeiro coletivo da linha Natal/Caicó
 
Foto do acervo de Cleomedes Cortez Gomes, 80,
residente em São Paulo/SP
O antigo ônibus que fazia a linha Natal a Caicó, na região Seridó do Rio Grande do Norte, nos anos 20/30 do século passado, era popularmente conhecido  como “Sopa”. A primeira empresa que explorou a concessão da linha foi a “Rede Viação Seridoense”, fundada por Othon Osório de Barros, o seu primo Manoel Genésio Cortez Gomes e Lourival do Nascimento,  naturais de Currais Novos/RN e Parelhas/RN.
 
Segundo Cleomedes Cortez Gomes, segundo filho de Manoel Genésio C. Gomes, a “Sopa”, um misto de madeira montado sobre um chassi de marca de caminhão importado, trafegou com este modelo da foto, até fins de 1939, quando Othon Osório já tinha deixado a sociedade com sr. Genésio (gerente) que, nesta época, estava associado com o parelhense Lourenço Justino do Nascimento, que exercia as funções de tesoureiro e encarregado da área operacional em Natal e interior. Segundo Cleomedes, nos últimos anos de atividades, a empresa começou a dar prejuízos por causa de sabotagens efetuadas por elementos que furtavam graxa, lubrificante indispensável ao bom funcionamento dos veículos.
 
Na foto, de chapéu e roupa branca,  ao lado da “Sopa”, um dos seus fundadores, Manoel Genésio Cortez Gomes (1899-1976). Ele casou com Maria Natividade Cortez Gomes, constituindo família com 17 filhos (15 vivos). [por Luiz Gonzaga Cortez na página do jornalista e pesquisador]
 
JBAnota  Caro Cortez, claro que não foi da nossa época, mas tenho informações que Manoel Feliciano que ficou conhecido como “Manoel da Sopa”, também fez a linha Natal/Caicó, certamente décadas depois. Ele é avó de um caicoense, já da nossa época, que foi embora para Minas Gerais e lá se estabeleceu como comerciante de sucesso. Para os amigos caicoenses, era conhecido como Neto, ou “Neto Gatinha”, irmão de outro amigo nosso Antônio Nilson, já falecido, e também de Adenilson Feliciano, outro irmão.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Gomes de Melo também gosta de cerveja e jogar conversa fora.

João Maria tirou esta foto na calçada de um bar defronte ao Hotel Tungstênio, no período da Festa de Sant'ana. Plínio Guimarães, filho de Francisca Gomes Guimarães, conhecida por "Santinha", cantora sacra, quando estávamos bebendo cerveja e  "Ditinho" (Benedito Gomes, filho de José Renato Gomes e Ursina), conversava, enquanto Rejane M.M. Cortês, tomava caldo de cana e Jailma, pensativa, olhando para a rua. Foto sem data, mas deve ser de meados da década de 90.
Soube hoje, 6.6.13, que Benedito Renato Gomes, que morava em Brasília, está doente e residindo em Natal, recebendo cuidados da sua filha Jaqueline.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Professor Felipe descobre um Pegado Siqueira Cortez em Assu.


Capitão Manoel Varella Barca, lá de de Assú (III)


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Manoel Varella Barca fez seu testamento em 10 de abril de 1844, na Fazenda Sacramento, tendo sido escrito por João Martins de Sá Junior. Nas suas disposições destacou uma sorte de terras, chamada Sítio Caeira ou Mutamba, herdada dos seus pais, para Maria Beatriz e Manoel de Mello Montenegro Pessoa, em atenção a fiel amizade que ambos dedicaram a ele. Fez, também, um destaque especial para a neta e afilhada Lusia Leopoldina, casada com Felis Francisco da Silva, em atenção à pobreza em que se achavam.
O segundo casamento do capitão Manoel Varella Barca foi com Dona Francisca Ferreira Souto, como vimos no primeiro artigo desta série. Vamos, pois, escrever um pouco sobre os filhos desse casal.
Domingos Varella Barca, com a idade de 20 anos, casou, em 9 de abril de 1823, na Fazenda Estreito, com Dona Gertrudes Lins Pimentel, 22 anos, filha de João de Souza Pimentel e Dona Josefa de Mendonça Lins. Houve dispensa pelo parentesco em que estavam ligados. Estavam presentes João Maurício Pimentel e Francisco Varella Barca, ambos casados.
Rosa Francisca Ferreira Souto, outra filha de Manoel e Francisca, com 29 anos de idade, casou, também, na Fazenda Estreito, em 11 de maio de 1833, com José da Fonseca Silva, de 28 anos, filho legítimo de João da Fonseca Silva, falecido, e dona Anna Maria de Jesus. Estavam presentes João Pegado de Sirqueira Cortez, casado, e Gaspar Freire de Carvalho, solteiro.
De Dona Maria Beatriz Paz Barreto não encontrei o registro de casamento. Era casada com Manoel de Mello Montenegro Pessoa, natural de Goianinha. Ovídio, filho desse casal, nasceu aos 16 de novembro de mil oitocentos e trinta e cinco, e foi batizado, pelo Vigário Colado do Seridó, na época visitador, Francisco de Brito Guerra, em 6 de janeiro de 1836, na Matriz de São João Batista do Assú. Teve como padrinhos José Varella Barca, solteiro, e Angela Garcia de Araújo Freire, viúva; Manoel, outro filho de Maria Beatriz e Manoel de Mello, nasceu aos vinte e quatro de outubro de 1836, e foi batizado pelo vigário de Santana do Matos, Padre João Theotonio de Sousa e Silva, na Matriz de Assú, aos trinta do mesmo mês e ano. Foram padrinhos o capitão Manoel Varella Barca, casado, e Maria Hermelinda de Albuquerque Montenegro.
Maria Francisca Silvina Souto tinha 26 anos quando casou, em 22 de Agosto de 1833, no oratório de José Varella Barca, com o português João Rodrigues de Mesquita, 30 anos, filho legítimo de Antonio Rodrigues de Mesquita e Maria Joaquina, ambos falecidos. Estiveram presentes João Pio Lins Pimentel e Francisco Varella Barca, casados.
João Pio Lins Pimentel, citado acima, filho de João de Sousa Pimentel e Josefa de Mendonça Lins, casou, em 30 de janeiro de 1826, na Matriz de Assú, com Francisca Ferreira Souto, outra filha de Manoel e Francisca Ferreira Souto. Foram dispensados por impedimento no terceiro grau de consanguinidade, atingente ao segundo. Estavam presentes José Varella Barca, ainda solteiro, e Francisco de Sousa Caldas, casado. João Pio era irmão de Gertrudes, esposa de Domingos Varella.
Na época do inventário Dona Francisca Ferreira Souto, a esposa de João Pio, já falecida, foi representada pelos filhos João Pio Lins Pimentel Junior, maior de 21 anos, Francisca Victorina casada com Tertuliano de Alustau Lins Caldas, Irene, Maria, Josefa, Manoel, Júlia e Luis, com 11 anos de idade..
Manoel Varella Barca Junior, outro filho do segundo casamento, tinha o mesmo nome do primogênito de Manoel Varella Barca. Era, também, falecido, na época do inventário do pai. Com vinte e dois anos de idade, casou, em 23 de fevereiro de mil oitocentos e trinta, no sítio (ou fazenda) Estreito, com Ignácia Theodósia de Mendonça, de 22 anos de idade, filha de João de Sousa Pimentel e Dona Josefa Lins de Mendonça, dispensados, também, dos impedimentos que estavam ligados. Estavam presentes, o capitão Manoel Varella Barca e João Maurício Pimentel, casados. Ignácia, como se pode ver dos registros anteriores, era irmã de João Pio Lins Pimentel e Gertrudes.
No inventário, Manoel Varella Barca Junior foi representado por sua filha Francisca Theodósia de Mendonça Caldas, viúva. Não encontrei mais informações sobre essa neta do capitão. Foi seu procurador no inventário, Luiz Gonzaga de Brito Guerra.
José Varella de Sousa Barca, foto enviada por descendente Francisco Varela Barca

domingo, 21 de abril de 2013

Figuras importantes de Currais Novos/RN (I) - Extraído de Documentacn.blogspot.com


Aliança Política - cel. José Bezerra e maj, Lula Gomes (1897)


(Maj. Lula Gomes e cel. José Bezerra)

Em 1897, o cenário político curraisnovense era dominado por duas personalidades políticas locais - cel. José Bezerra de Araújo Galvão e o maj. Luís Gomes de Melo Lula. Ambos participavam do PRF (Partido Republicano Federal) chefiado por Pedro Velho de Albuquerque Maranhão.
Os chefes políticos da
CURRAES-NOVOS

Após longa conferencia com o nosso eminente chefe, Dr. Pedro Velho, os distinctos cidadãos, coroneis Luiz Gomes de Mello Lula e José Bezerra de Araujo Galvão, accordaram em assumir, de perfeita harmonia, a direcção politica daquelle municipio.

O prestigio, a lealdade do caracter que todos reconhecem em tão prestigiosas influencias, hoje solidariamente congregadas no mesmo pensamento, constituem a segurança maxima de ordem, moralidade e firmeza republicana na politica daquelle municipio.

Applaudindo, jubilosos, esse auspicioso acontecimento, damos cordiaes parabens aos nossos distinctos e prestimosos correligionarios, coroneis Luiz Gomes de Mello Lula e José Bezerra de Araujo Galvão e congratulamo-nos ao mesmo tempo com o municipio e com o nosso eminente chefe Dr. Pedro Velho, cujo atilamento viu coroados de exito os seus intuitos de cada dia mais e mais robustecer a aggremiação politica que ampara e defende no Estado, com invencivel denodo, as instituições republicanas.

(... texto em formatação...)

SEGUNDA-FEIRA, 26 DE OUTUBRO DE 2009


Helena Coelho! Dona Helena!


(Fotografia: Helena Coelho)

Helena Coelho, Dona Helena, ou ainda tia Neinha para o familiares, nasceu em Capim Grosso (hoje Curaçá), no Estado da Bahia, no ano de 1897.
Filha de João Coelho, retratista itinerante, que ganhava a vida fotografando gente e coisas, pelos tortuoso e adustos caminhos dos sertões da Bahia, de Sergipe, da Paraíba e do Rio Grande do Norte.
Helena foi criada num ambiente propício ao conhecimento das técnicas e linguagens da fotografia. Embora, a profissão do pai ter inviabilizado o convívio diário, fora, conjuntamente com sua irmã Lúcia, criadas pelos tios Manoel Coelho e Maria Bezerra, moradores na cidade de Assú/RN. Mesmo distante do pai, pelos motivos da profissão itinerante, mantinha um forte vínculo afetivo com ele, como afirmou em uma entrevita concedida ao jornal O Poti.

- Às vezes, ele me deixava na casa de um parente. Eu não gostava, gostava de estar com ele, sentia muita falta dele. Às vezes, ele ia na frente arranjar lugar, alugava uma casa para quatro, cinco meses e vinha me buscar.
Com a morte do tio Manoel Coelho no ano de 1919, Helena Coelho, ainda adolescente, inicia sua atividade fotográfica auxiliando seu pai. Eram os primeiros passos, no aprendizado do ofício. Quanto a este fato, ela afirma:
- Eu lavava as fotos para ele (...) fazia tudo, tirava a foto, revelava e aprontava (...) fotografava de tudo, de casamento a defunto. A primeira foto foi de um anjinho, a família touxe o caixão lá para casa.
Atuando como fotógrafa itinerante, se estabelecia de cidade em cidade para uma temporada registrando as recordações fotográficas de grandes momentos da vida cotidiana: noivados, casamentos, batizados, encontro de amigos eventuais álbuns de família.




No início dos anos 1930, a convite do renomado médico Mariano Coelho, seu parente, José Coelho e suas filhas fixam residência na rua do Rosário, na cidade de Currais Novos/RN, inaugurando um pequeno estúdio. Ao mesmo tempo, continua sua itinerância foográfica mantendo também um pequeno laboratório na cidade de Assú/RN, até o ano de 1946, ano do seu falecimento.
Enquanto isso, Dona Helena consolida sua profissão na cidade de Currais Novos.
Helena usava uma máquina francesa com lentes barrel, presente do pai, fabricada em 1920 e feita de cedro, com a qual manteve por mais de trinta anos uma clientela cativa, cobrando preços módicos (4$000 réis pela dúzia e 15$000 pelas fotografias maiores).
Dona Helena trabalhava incansavelmente, certa feita, fotografou todas as ruas da vila de Cerro Corá, por encomenda da família Pereira Araújo. Gostava de falar sobre seu ofício e seu cotidiano.

- Em época de eleição, eu ia para os sítios tirar foto dos eleitores, depois ia para casa trabalhar, e no outro dia eles vinham buscar.
Por trinta anos trabalhou na cidade de Currais Novos, quando em 1962, aos 65 anos, aposenta-se e muda-se para a cidade de Natal, deixando um obra fotográfica das mais significativas que se realizaram no estado do Rio Grande do Norte.

(Texto de Willian Pinheiro e Mayara Costa)

Mais informações sobre Thomaz Pereira de Araújo.

João Abner Guimarães.

quarta-feira, 27 de abril de 2011


Fragmentos históricos e origens de uma família de Cerro Corá*

Prezado amigo João Felipe da Trindade 

Agradeço a sua atenção pela história da minha família, centrada em Cerro Corá na figura do patriarca Thomaz Pereira de Araújo, o Thomaz Bengala de origem incerta, e entrelaçada com famílias tradicionais dos municípios de Santana do Mattos e Currais Novos.

Nesse caso, a Serra de Santana, com 700 metros de altitude e grande extensão que divide as águas e a cultura das regiões Seridó e Central do RN, no passado também dividiu pessoas, e familiares próximos.
Para exemplificar, cito a história de duas irmãs, verdadeiras Evas – ambas minhas tataravós (trisavós) por parte de pai e mãe – filhas de João Ferreira de Miranda e Joaquina Maria da Conceição. São elas: Ritta Regina de Miranda casada com o citado Thomaz Pereira de Araújo, morador da região da Serra de Santana, e Antonia Maria de Miranda casada como patriarca Luiz Valcacer da Rocha Pitta de Santana do Mattos.

Ritta Regina teve treze filhos, sendo 12 do primeiro casamento com Thomaz Pereira de Araújo, desses, dois foram homens, Major Benvenuto Pereira de Araújo (7º Intendente de Currais Novos) e Vivaldo Pereira de Araújo (pai do homônimo Major Vivaldo Pereira de Araújo, 9º Intendente de Currais Novos, pai de José Cortez Pereira de Araújo, governador do Rio Grande do Norte, no inicio da década de 70), e dez filhas, nove delas casadas com integrantes da família Silveira Borges de Santana do Matos e Açu (Juventino, Celso, Joaquim, Manoel, José Maria, Juvino, Antonio e Manoel Jacintho). A sua última filha, Ananília Regina de Araújo, casou com o patriarca Manoel Salustino Gomes – originário de Picuí/PB e um dos fundadores do povoado de Caraúbas que originou a cidade de Cerro Corá, onde nasci. Manoel Salustino era o pai do desembargador Thomaz Salustino Gomes de Mello, vice-governador e um dos homens mais ricos da sua época no Rio Grande do Norte. Após a morte de Thomaz, Ritta Regina casou com Manoel Pires de Albuquerque Galvão e teve seu último filho, João Alfredo de Albuquerque Galvão.

Dos filhos homens de Ritta Regina, Vivaldo Pereira de Araújo (1º) faleceu cedo e deixou quatro órfãos pequenos, que mantiveram os laços com Santana do Mattos através da família materna que os criou.
Quanto ao meu bisavô Benvenuto Pereira de Araújo, sua família prosperou bastante nos municípios de Cerro Corá, Currais Novos e São Tomé, com certeza para isso concorreu o seu casamento com Ana Izabel de Araújo – filha do Capitão Laurentino Bezerra de Medeiros Galvão de família tradicional e 1º Intendente de Currais Novos. Benvenuto e Anna Izabel geraram uma prole numerosa de homens empreendedores que se destacaram no comercio, mineração, agricultura e pecuárias das regiões Seridó e do Potengi. Dentre esses, destaco o meu avô Thomaz Pereira de Araújo, considerado uma das principais lideranças política e econômica da Região, na época da fundação de Cerro Corá e do meu nascimento em 1953.

Por outro lado, os descendentes de Antonia Maria de Miranda casada com Luiz Valcacer da Rocha Pitta, de Santana do Mattos, também foram bastantes numerosos. A partir do seu filho Manoel Américo de Carvalho Pitta, que teve grande projeção política e econômica em Santana do Mattos, passaram a se nomear como família Carvalho. Hoje, após vários casamentos consangüíneos os Carvalho, Assunção e Guimarães se confundem em Santana do Matos.

O meu bisavô João Baptista Guimarães foi genro de Luiz Valcacer e Antonia Maria.

Quanto à historia comum das duas irmãs, Ritta Regina e Antonia Maria, moradoras nos lados opostos da Serra de Santana, menino escutei relatos de uma visita festiva de Antônia para a irmã Ritta na velha casa do Sítio Cascavel em Currais Novos. Entretanto, apesar da prática bastante comum na região, creio que o primeiro casamento consangüíneo entres seus descendentes foi o de meu pai João Abner Guimarães com a minha mãe Ivete Pereira Guimarães, bisnetos das irmãs Antonia Maria e Ritta Regina

*Autoria de Abner Guimarães para o blog de João Felipe da Trindade

http://trindade.blog.digi.com.br/2011/04/02/informacoes-de-abner-sobre-seus-ascendentes/

sábado, 20 de abril de 2013


Sou um genealogista – mas acalmem-se, pois não é contagioso. No fundo, a gente queria que fosse, mas não é. Um genealogista é um sujeito que resolve desenterrar toda a história familiar para descobrir quem eram e o que faziam os seus antepassados mais remotos. Um doido, portanto. Para conseguir isso, ele mexe em todos os papéis velhos da família – aqueles que você acha que não valem nada, mas que ele dará um grito de satisfação quando encontrar. Fará perguntas insistentes a cada membro da família. Quer saber os mínimos detalhes de coisas que você com certeza não se lembra. É capaz de passar horas metido em um cartório, casa paroquial ou arquivo histórico remexendo livros velhos, amarelados e cheio de fungos. Isso porque ele PRECISA esclarecer algum mistério na história da sua família e assim descobrir quem foram realmente as pessoas que o antecederam.
Esta é uma imagem digna de nota: o genealogista, em uma sala silenciosa, absolutamente concentrado em sua pesquisa. Eis que de repente ele vislumbra um registro e pensa: “Será possível?”. Excitado, confere de novo. Sim, ele achou exatamente aquilo que procurava. É nesse momento que todos os genealogistas têm vontade de gritar a plenos pulmões “ACHEI, ACHEI! EUREKA!” – muitos se contém, mas é exatamente isso o que ele murmuram para si mesmos. E se alguém estiver perto e quiser saber o que o sujeito descobriu, provavelmente vai se decepcionar ao ver que foi apenas um registro de casamento super antigo que deu a ele o nome de quatro novos octavós ou coisa do tipo.
Aos poucos, o genealogista vai montando a sua árvore genealógica. Descobre antepassados que ninguém da sua família fazia a menor ideia que tivesse. No começo, ele conta as suas descobertas com entusiasmo. Alguns parentes demonstram certo interesse – e em seguida esquecem absolutamente tudo o que o genealogista disse. Para uma pessoa normal, qualquer coisa acontecida há cem anos foi praticamente na pré-história. E então o genealogista despeja em cima dela informações de 1800, 1700, 1600… É quando vem a famosa frase, que todo genealogista um dia ouve: “Você vai acabar chegando no Adão!”.
Com o tempo, o genealogista percebe que sua paixão é solitária. Não há registro de um casal de genealogistas, por exemplo. E seria até temário pensar em algo assim, pois eles certamente se esqueceriam de viver. Em geral, o genealogista não encontra no dia a dia quem lhe compreenda. Há parentes distantes que acham estranho esse interesse pelo passado da família e insinuam que o genealogista está de olho em alguma herança. Felizmente há a internet, e nela o genealogista encontra outros genealogistas, e eles se juntam em grupos de cooperação mútua, mais ou menos como os alcoólicos. Nessa troca de informações, conseguem verdadeiros prodígios, e se não chegam mesmo até o Adão não é por falta de esforço.
Os nossos Sherlocks ainda precisam lidar com garranchos, registros omissos ou contraditórios entre si, além de dificuldades no acesso a documentos. Parafraseando Einstein: perto do que foi o passado, aquilo que o genealogista consegue descobrir é algo de tosco e primitivo – mas é também aquilo que temos de mais precioso sobre ele.
Eis a primeira parte da minha árvore genealógica:
Henrique Fendrich

Abraços 
João Felipe da Trindade
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terça-feira, 16 de abril de 2013

Manoel Varella Barca, lá do Assú (II)


Capitão Manoel Varella Barca, lá do Assú (II)



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
O fato de José Varella de Sousa Barca, filho de Manoel Varella Barca Junior, e neto do capitão Manoel Varella Barca, estar preso na cadeia de Natal, na época do inventário, em 1850, me deixou intrigado e fui investigar.  Na internet descubro que na Câmara alta, no ano de 1864, José Castelo Branco de Moreira Brandão e Amaro Carneiro Bezerra Cavalcanti, protagonizaram um intenso duelo verbal, por várias sessões consecutivas, onde o presidente da província, Olyntho Meira, estava na berlinda.
Amaro reclamava que Olynto tinha demitido o delegado de polícia de São Gonçalo, um cidadão prestante e honrado, o tenente-coronel José Varella de Sousa Barca, e nomeado para o seu lugar um homem que já tinha sido processado pelo fato de ter tentado roubar a urna em uma eleição. Esse novo delegado era cunhado de Moreira Brandão. Lembro, ainda, que Moreira Brandão era genro de Estevão José Barbosa de Moura, mencionado no artigo anterior.
Na sua resposta, Moreira Brandão disse que o Sr. José Varella foi por vezes processado, sendo um por crime de homicídio, e que seu processo achava--se munido de provas, embora ele depois conseguisse livrar-se. Já Bezerra Cavalcanti, contestou as informações de Moreira Brandão, dizendo que tudo que se imputava ao tenente-coronel José Varella tinha sido armado pelos seus adversários, semelhante ao que já tinha ocorrido com ele.
José Varella de Sousa Barca era casado com Dona Antonia da Rocha Bezerra Cavalcanti. Não localizei filhos desse casal. Aparecem nos registros de batismos de São Gonçalo como padrinhos.
Sobre Manoel Varella de Souza Barca, a única informação que encontrei foi uma nomeação para exercer uma cadeira em Santana do Mattos, em 1894.
Luzia, que aparece como esposa do tenente João Gomes Freire, era na verdade Luzia de Jesus Xavier. O tenente João Gomes Freire era filho de Thedósio Freire de Amorim e de Dona Sebastiana Dantas Xavier, irmã de Thereza de Jesus Xavier, esposa de Manoel Varella Barca Junior. Portanto, Luzia e João Gomes eram primos legítimos. Essas utinguenses são descendentes dos mártires de Uruassú, Antonio Vilela Cid e Estevão Machado de Miranda. Sebastiana foi batizada na capela de Jundiaí, em 22 de abril de 1781, sendo um dos padrinhos o Padre Lourenço Gomes Freire, tio do seu futuro esposo. João Gomes Freire era irmão de Theodósio Freire de Amorim Junior e Anna Freire de Amorim. Anna nasceu em 1808, na Utinga, tendo como padrinhos os avós maternos Francisco Xavier de Sousa Junior e Bernarda Dantas.
Na capela de Nossa Senhora do Socorro de Utinga, encontrei, na base de uma das paredes, uma placa confeccionada pela esposa de João Gomes Freire, referente ao seu jazigo, onde estão escritas as datas de nascimento, casamento e falecimento dele. A data de nascimento foi 23 de dezembro de 1811 (Segundo Cascudo, 1813, o último algarismo não é fácil de ler). Seu casamento foi em fevereiro de 1837 e seu falecimento, em 20 de outubro de 1877. Essas datas não pude conferir, pois não encontrei nenhum desses registros. Faltam páginas de alguns livros, e outros registros são de difícil leitura. Encontro o casal João Gomes Freire e Luzia de Jesus Xavier como padrinhos em vários batismos, mas não encontrei nenhum registro de filhos.
João Gomes Freire, vice-presidente da província, exerceu o cargo de presidente por poucos dias, de 15 junho a 1 de julho de 1872.
Encontro, também na internet, que Maria Senhorinha Varella Barca, viúva, de Antonio Barbalho Bezerra Junior, e mãe do alferes do 1º Corpo de Voluntários da Pátria da Província do Rio Grande do Norte, Manoel Barbalho Bezerra, morto em campanha, recebeu uma pensão mensal, a partir de 1867, do Império.
Placa do Jazigo do capitão João Gomes Freire

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quarta-feira, 10 de abril de 2013

João Alfredo Pegado Cortez, o Conde de Miramonte.

 João Alfredo Pegado Cortez, autor do romance "Beco da Quarentena", com prefácio de Afrânio Lemos, está atrás da moça da direita da foto, Ana Maria Cortez Gomes, que, por sua vez, está atrás de Othon Osório de Barros, o homem de paletó branco, sentado, na extremidade direita.
Conheci o Conde de Miramonte no Grande Ponto, na rua Princesa Isabel, centro de Natal, nos anos oitenta, quando estava escrevendo a série de reportagens sobre o integralismo e comunismo no Rio Grande do Norte.
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