domingo, 25 de maio de 2014

Algumas informações sobre Os Carrilho, Moura Pegado, Montenegro e a família com dois sobrenomes questionáveis.



Livro de Batizados de Natal (nº 24) - 1914-1915:
Batizado em 29/11/1914 de Antônia, nascida em 27/12/1907, filha de Euclides de Moura Pegado e Adélia Carrilho Pegado (p. 35, reg. 844).
Batizado em 24/04/1915 de Maria, nascida em 14/02/1915, filha de Euclides de Moura Pegado e Adélia Carrilho Pegado (p. 82v, reg. 292).
Batizado em 12/09/1915 de Mário, nascido em 28/05/1905, filho do Dr. Honório Carrilho da Fonseca e Silva e Maria Pereira Carrilho da Fonseca e Silva (p. 122v, reg. 647).
Livro de Batizados de Natal (nº 26) - 1917-1919:
Batizado em 12/12/1917 de Heleno, nascido em 26/07/1917, filho de Dr. Honório Carilho da Fonseca e Silva e Maria Pereira da Fonseca e Silva (p.18, reg. 776).
Batizado em 27/07/1918 de João, nascido em Ceará-Mirim no dia 09/09/1917, filho de Abelardo Carrilho da Fonseca e Líbia Dantas da Fonseca (p. 87, reg. 493).
Batizado em 23/05/1919 de José, nascido em 19/11/1918, filho de Milton Pereira Carrilho e Maria Angélica Silva Carrilho (p. 149, reg. 311).
Livro de Batizados de Natal (nº 27) - 1919-1920:
Batizado em 11/1920 de Lourdes, nascida em 02/07/1920, filha de Alberto Carrilho e Maria das Dores Carrilho (p. 74v, reg. 295).
Batizado em 21/11/1920 de Rômulo, nascido em 09/11/1920, filho de Dr. Honório Carrilho da Fonseca e Silva e Maria Pereira Carrilho da Fonseca e Silva. Casou em 09/05/1946 com Ana de Souza (p.77v, reg. 319).
Livro de Batizados de Natal (nº 28) - 1920-1923:
Batizado em 26/06/1922 de Hélio, nascido em 23/10/1921, filho de Euclides de Moura Pegado e Adélia Carrilho Pegado (p. 132, reg. 887).
Batizado em 1922 de Euclides, nascido em 12/05/1920, filho de Euclides de Moura Pegado e Adélia Carrilho Pegado (p. 138, reg. 927).
Livro de Batizados de Natal (nº  30) - 1925-1927:
Batizado em 20/01/1025 de Hévio, nascido em 27/01/1924, filho de Euclides de Moura Pegado e Adélia Carrilho Pegado (p. 42, reg. 432).
Livro da Batizados de Natal (nº  31) - 1927:
Batizado em 10/1927de João Baptista, nascido em 15/06/1927, filho de Euclides Moura Pegado e Adélia Carrilho Pegado (p.65).
Livro de Batizados de Natal (nº34) - 1933-1936:
Batizado em 11/11/1934 de Ziltália, nascida em 03/06/1929, filha de José Carrilho do Rego Barros e Ângela Carrilho do Rego Barros (p.60, reg. 347).
Livro de Batizados de Natal (nº 41) - 1944-1946:
Batizado em 15/07/1945 de Rejane Maria, nascida em 01/05/1945, filha de Pitágoras Carrilho Pegado (natural de Natal, c/ 28 anos) e Iolete Montenegro Pegado (natural de Macau, c/25 anos). Avós paternos: Euclides de Moura Pegado e Adélia Carrilho Pegado; avós maternos: Desembargador Manoel Xavier da Cunha Montenegro e Maria Francisca Soares Montenegro. Rejane Maria casou em 19/02/1972 com Luiz Gonzaga Cortez Gomes de Melo (p.98v, reg. 464).
Livro de Batizados de Natal (nº 43) - 1947:
Batizado em 11/06/1947 de Robério Montenegro Pegado, nascido em 06/02/1947, filho de Pitágoras Carrilho Pegado e Iolete Montenegro Pegado. Casou em 02/12/1980 com Angélica Maria Gonçalves (p. 81, reg. 420).
Livro de Batizados de Natal (nº 46) - 1949-1950:
Batizado em 23/10/1949 de Marcelo Monte Carrilho de Oliveira, nascido em 26/08/1949, filho de Miguel Carrilho de Oliveira e Maria de Lourdes Monte Oliveira. Avós paternos: José Antônio de Oliveira e Anísia José de Oliveira; avós maternos: Humberto do Monte e Silva e Maria Palmira Menezes do Monte (p. 36, reg. 843).
Batizado em 05/1950 de José Carrilho de França, nascido em Ceará-Mirim, a 22/12/1949, filho de Alfredo Carrilho da Câmara e Celina de França   (p. 141).
Livro de Batizados de Natal (nº 49 - 1953-1954:
Batizado em 12/03/1953 de Heviomar, nascido em 23/05/1951,filho de Hévio Carrilho Pegado e Maria Bezerra (Tinoco?) Pegado (p.23v, reg. 182). (Obs.: O sobrenome da esposa de Hévio aparece algumas vezes como Tinoco e outras como Bezerra e até comoTimóteo).
Batizado em 12/03/1953 de  Heliomar, nascido em 17/08/1952, filho de Hévio Carrilho Pegado e Maria Bezerra (Tinoco?) Pegado (p.23v, reg. 183).
Livro de Batizados de Natal (nº 50) - 1954-1955: 
Batizado em 15/09/1954 de Carlos Augusto, nascido em 05/07/1954, filho de José Carrilho de Sá e Dirce Sena de Sá (p.46v., reg. 649).
Batizado em 10/02/1955 de João Baptista, nascido em 07/11/1954, filho de Virgílio Honório Fonseca e Arminda C. (Carrilho?) da Fonseca (p.96v., reg. 119).
Livro de Batizados de Natal (nº 52) - 1956-1957:
Batizado em 21/07/1957 de Macrina Carrilho Pegado, nascida em 29/07/1955, filha de Hévio Carrilho Pegado e Maria Tinoco (ou Bezerra) Pegado (p.108, reg. 537).
Livro de Batizados de Natal (nº 56) - 1961-1962:
Batizado em 28/06/1961 de Silvana Maria, nascida em 18/06/1961, filha de Geraldo Leopoldo Carrilho da Câmara e Maurila Lopes F. Câmara (p. 41, reg. 533).
Batizado em 03/03/1962 de Hélio, nascido em 16/09/1961, filho de Hévio Carrilho Pegado e Maria Bezerra (ou Tinoco?) Pegado (p.  138v., reg. 179).
Livro de Batizados de Natal (nº 57) - 1962-1964:
Batizado em 30/09/1962 de Liana, nascida em 15/05/1962, filha de Lourival Augusto da Silva e Liege Carrilho da Silva (p.10, reg. 779.
Casamentos  (Natal):
Livro de Casamentos de Natal (nº 1) - 1816-1836:
Casamento em 26/07/1817 de José Fernandes Carrilho com Rosa Maria. Ele, filho do Capitão Francisco Antônio Carrilho e Dionízia Romana da Costa; ela, filha de Luiz Teixeira e Anna Maria de Oliveira (p.12v.).
Casamento em 10/02/1834 de Joaquim Romão Sebra de Mello com Dionísia Gertrudes Carrilho do Rego Barros. Ele, filho do Capitão-Mor José Alexandre Gomes e Maria Evangelista de Mello; ela, filha de José Fernandes Carrilho e Roza Francisca de Paula Carrilho. Testemunhas: Basílio Quaresma Torreão e José Alexandre Seabra de Mello (p. 164v.).
Livro de Casamentos de Natal (nº 2) - 1836-1852:
(*) Casamento em 08/12/1849 de Dr. Braz Carrilho do Rego Barros com Emília Cândido Revoredo. Ele, filho do Tenente  José Fernandes Carrilho e Roza de Paula Carrilho; ela, filha de Bento Gervásio Freire Revoredo e Anna Ricardina do Revoredo. Testemunhas: João Carlos Wanderley e Francisco Carrilho do Rego Barros (p. 78).
Livro de Casamento de Natal (nº 5) - 1881-1883:
Casamento em 07/09/1881 do Bel. José Calístrato  Carrilho de Vasconcellos  com Maria Emília Pereira. Ele, filho do Tenente Francisco Carrilho do Rego Barros (falecido) e Joaquina de Vasconcellos; ela, de Natal, filha do vice-cônsul Joaquim Inácio Pereira e Maria B. de  Mello Pereira (p. 2v.).
Livro de Casamentos de Natal (nº 6) - 1883-1891:

Casamento em 13/06/1891  de Luiz Salviano Ferreira Pacheco  com Roza Carrilho de Carvalho. Ele, natural de Natal, filho legitimado de Antônio Ferreira Pacheco  e Maria Isabel de Vasconcellos; ela, de Macaíba, filha de Antônio Francisco de Carvalho e Joaquina Carrilho de Vasconcellos (p. 2).
Livro de Casamentos de Natal (nº 7) - 1891-1899:
Casamento em 28/07/1894 do Dr. José Calístrato Carrilho de Vasconcellos, viúvo por falecimento de Maria Ferreira Pereira Carrilho, com Idalina  Amália Pereira, do Ceará-Mirim, filha do vice-cônsul Joaquim Inácio Pereira e Maria Benvinda de Mello Pereira (p. 76v., reg. 73).
Livro de Casamentos de Natal (nº 8) - 1900/1911
(*) Casamento em 07/06/1903 do Dr. Honório Carrilho da Fonseca e Silva com Maria Pereira Carrilho. Ele, filho do Cel. João da Fonseca e Silva e Francisca Theolinda Carrilho da Fonseca; ela, filha do Dr. José Calístrato Carrilho de Vasconcellos e Maria Terceira Pereira Carrilho (p. 50, reg. 47).
Livro de Casamentos de Natal  (nº11) - 1923/1935
Casamento em 19/03/1929 de Manoel Ferreira com Josepha Carrilho de Souza.  Ele, com 46 anos, filho de Joaquim Ferreira e Josepha Ferreira; ela, com 43 anos, viúva de Manoel José do Nascimento (p. 86, reg.36).
Casamento em 15/02/1934 de Dr. Edgar Carrilho da Fonseca e Silva com Alice Paes Barreto. Ele, com 30 anos (n.19/03/1904), filho de Dr. Honório Carrilho da Fonseca e Silva e Maria Pereira Carrilho da Fonseca e Silva. Ela, com 25 anos (n. 19/03/1908), filha de Pio Paes Barreto e Maria Carolina Paes Barreto (p. 128, reg. 9).
Livro de Casamentos de Natal (nº 12) - 1935/1937
Casamento em 08/05/1935 de Dr. José Bezerra de Araújo com Ivete Carrilho de Sá. Ele de Currais Novos, engenheiro-agrônomo, com 26 anos, filho de Antônio Bezerra de Araújo e Rita Alzira de Araújo; ela, com 17 anos, filha de Waldemar Dias de Sá e Dulce Carrilho de Sá (p.8v, reg 27).
Casamento em 04/05/1935de Luiz Borba de Medeiros com Maria Terceira Carrilho da Fonseca e Silva. Ele, com 26 anos (n. 02/07/1908), filho de Antônio de Medeiros Paz e Maria Borba de Medeiros; ela,, com 24 anos, filha de Dr. Honório Carrilho da Fonseca e Silva e Maria Pereira Carrilho da Fonseca e Silva (p. 9, reg. 28).
Casamento em 05/05/1935 de Antônio Coelho Cavalcante com Wanda Carrilho da Câmara. Ele, com 24 anos, nascido em Serra da Raiz, PB, em 05/11/1910, filho de Manoel de Araújo Cavalcante e Maria Augusta Carrilho; ela, com 23 anos, nascida em Ceará Mirim em 01/08/1912, filha de Cícero Leopoldo Raposo da Câmara e Paulina Carrilho da Câmara (p. 12, reg. 31).
Casamento em  03/11/1935 de Dr. Osman Antônio da Silveira com Maria Carrilho da Fonseca e Silva. Ele, engenheiro-agrônomo, nascido em Água Preta, PE, em 15/02/1904, filho adotivo de Vicente Ferreira da Silveira e Antônia Leopoldina  da Silveira; ela, nascida em Natal em 09/03/1914, filha de Dr. Honório Carrilho da Fonseca e Silva e Maria Pereira Carrilho da Fonseca (p.46, reg. 74).
Livro de Casamentos de Natal nº13 - 1937/1941:
Casamento em 12/03/1940 de Pitágoras Carrilho Pegado com Antônia Francisca Soares Iolete do Montenegro. Ele (Natal, 05/05/1917), filho de Euclides de Moura Pegado e Adélia Carrilho Pegado; ela (Macau, 09/04/1920), filha do Desembargador Manoel Xavier da Cunha Montenegro e Maria Francisca Soares Montenegro (p.104, reg. 20).
 Fonte:  Pesquisador: Alcides Villar.  Revista de Genealogia do RN, Ano 01- n° 01 Natal/RN

Olavo Montenegro (médico) e Ivone Carrilho Montenegro.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Família Melo Pinto.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Visitando João Batista de Melo Pinto



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Peguei carona com Dona Graça, que foi participar de um evento da Mary Kay, em Recife, e fui visitar meu primo, João Batista de Melo Pinto, dia 13 de maio próximo passado. Levei para eles os jornais com artigos de Vicente Serejo sobre os irmãos José Anselmo e José da Penha. Serejo, Wandyr Villar, Tarcisio Gurgel e Guaraci, entre outros, sempre me perguntam como vai João Batista e quando ele vem a Natal. O mesmo está se tratando de um coágulo, e completou, ontem, 19 de maio, 87 anos de idade.
João Batista foi bastante importante para a construção da nossa genealogia, principalmente da família Trindade e seus entrelaçamentos, com documentos, fotos e informações, anotadas ao longo da sua vida. Sem intimidade com o computador, suas informações vinham por carta ou através de sua esposa Lúcia Margarida, que, mesmo sem enxergar, usava com habilidade o teclado para escrever e um sistema falado, adaptado ao computador, para ler as mensagens que trocávamos.
Da família Mello Pinto encontramos pouca coisa, mesmo pesquisando em velhos livros de Ceará-mirim. Mas, agora, resolvi fazer nova investida a partir das informações que conhecia dessa família.
João Batista nasceu aos 19 de maio de 1927, filho de Francisco de Mello Pinto (tio Chiquito) e Áurea Martins Trindade, e foi batizado na Igreja de Bom Jesus das Dores, aos 21 de agosto do mesmo ano, pelo monsenhor Joaquim Honório da Silveira, sendo seus padrinhos Miguel Trindade Filho e Elvira de Melo Pinto, o primeiro irmão de Áurea e a segunda, irmã de Francisco Pinto; neto paterno de João Baptista de Mello Pinto e Maria Rosa da Trindade, que casaram em 18 de outubro de 1887, em Angicos; e materno de Miguel Francisco da Trindade e Maria Josefina Martins Ferreira, que casaram em Angicos, em 26 de abril de 1890. Miguel Francisco era irmão de Maria Rosa.
Outros filhos de João Baptista e Maria Rosa, irmãos de Francisco de Mello Pinto (1892), eram Nestor de Mello Pinto (1889), Ulysses de Mello Pinto (1890), Maria Pureza de Mello Pinto (1893), e Elvira de Mello Pinto (1895).
Encontrei, também, nos livros da Igreja, o batismo de Murillo de Melo Pinto, irmão de João Batista. Em nove de maio de 1920, na Igreja Bom Jesus das Dores, Padre José Scholl, batizou solenemente a Murillo, nascido a 28 de março de 1920, filho legítimo de Francisco de Mello Pinto e Áurea de Mello Pinto. Padrinhos João Baptista de Mello e Maria Rosa de Mello Pinto, avós do batizado.
Segundo Batista, eram irmãos de seu avô paterno, João Baptista de Mello Pinto (1860), de quem herdou o nome, os seguintes: José Gomes de Melo Pinto (1863); Manoel de Melo Pinto (1864), que casou em 2ª núpcias com Ana, irmã de Maria Rosa;  e Francisco de Melo Pinto (1866), todos filhos de Joaquim de Mello Pinto e Anna Joaquina de Mello Pinto. Escreveu mais Batista, que sua bisavó era índia, e seu bisavô, Joaquim de Mello Pinto, tinha falecido aqui em Natal, em 1868, no Hospital da Caridade. Usando essas mesmas informações, já dadas anteriormente, fiz novas pesquisas em busca dos ancestrais do meu primo.

Em 15 de novembro de 1894, os filhos de João Baptista de Mello Pinto assinaram a ata da eleição estadual, em Ceará-Mirim. Encontro, também, que em 1893, eles aparecem como oficiais da Guarda Nacional, da Comarca de Ceará-Mirim: tenente-secretário João Baptista de Mello Pinto, tenente Francisco de Mello Pinto, capitão Manoel de Mello Pinto, e tenente José Gomes de Mello Pinto.
Entro no livro de óbitos, da cidade do Natal, e encontro o seguinte registro: Aos sete de novembro de mil oitocentos e sessenta e sete faleceu da vida presente, na Casa de Caridade, com todos os sacramentos, o adulto Joaquim José de Mello Pinto, branco, casado, morador na freguesia de Extremoz, foi sepultado no Cemitério Público, e encomendado por mim. Bartholomeu da Rocha Fagundes, Vigário Colado. Com esse óbito, acredito que a informação recebida por Batista era equivocada, sendo esse registro o mais próximo da sua descrição, isto é, seu bisavô era na verdade Joaquim José de Mello Pinto, que faleceu em 1867, e não em 1868.

Procuro, então, por um Joaquim José de Mello Pinto, e vou encontrar o seguinte registro de casamento: Aos vinte e nove de novembro de mil oitocentos e trinta e três, no Oratório do Retiro, da Freguesia de São José, pelas duas horas da tarde, feitas as denunciações e dispensados os nubentes no terceiro grau duplicado, e no terceiro atingente ao segundo de sanguinidade, pelo Reverendo Visitador Francisco de Brito Guerra (aquele que foi senador), em presença do Padre José Pereira da Ponte, de minha licença, se receberam por palavras de presente Joaquim José de Mello Pinto, e Isabel Maria de Alexandria, naturais e moradores desta Freguesia, o nubente filho legítimo de Alexandre de Mello Pinto e de Josefa Maria da Conceição, já falecidos; e a nubente filha legítima de Alexandre Manoel da Circuncisão e de Maria José de Jesus; receberam as bênçãos, sendo testemunhas Alexandre Francisco de Carvalho e Francisco de Freitas Costa, casado, desta Freguesia. Antonio Xavier Garcia de Almeida, vigário interino.
Pelo ano de casamento, desconfio que esse Joaquim José não era o bisavô do meu primo, João Batista, mas  seu trisavô, que deve ter gerado um filho com o mesmo nome. No próximo artigo vamos continuar com a família Mello Pinto, do nosso Rio Grande do Norte, até chegar ao Ajudante Alexandre de Mello Pinto, ascendente de todos eles, que casou em 1743 com Brazia Tavares da Fonseca.
Francisco, Ulysses e Nestor

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O casamento do capitão José da Penha.


Familiares de José da Penha


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Hoje completa 139 anos do nascimento, em Angicos, do capitão José da Penha. Neste ano, por conta dos cem anos da sua morte, no Ceará, ele tem recebido várias homenagens de seus admiradores. Jarbas Martins publicou versos na revista da nossa Academia de Letras, Wandyr Vilar está reeditando o livro “O Espiritismos e os Sábios”, e Vicente Serejo, publicou por toda semana que passou, neste jornal, seis artigos sobre o valoroso capitão.
Na Hemeroteca Nacional, encontro que o alferes José da Penha Alves de Souza fez, em 1901, o registro de um filho, na 7ª Pretoria na Capital Federal. Com essa informação entrei no site dos mórmons para encontrar esse documento. Lá não encontrei Pretoria, mas sim Circunscrição. Por isso pedi ajuda ao grupo de Genealogia na Internet. E quem me atendeu foi Pedro Auler do grupo Geneal, que me mandou o link do site dos mórmons, que abriu exatamente no registro procurado. Lá estava escrito:
Aos oito de maio de mil e novecentos e um, nesta Capital Federal e em  Cartório, compareceu José da Penha Alves de Souza, natural do Estado do Rio Grande do Norte, de vinte e seis anos de idade, casado, alferes do Exército, morador a Rua São Clemente, Avenida Dona Maria Clara, casa dezesseis, e na presença das testemunhas abaixo assinadas, declarou que sua esposa Dona Altina Alves de Souza, natural do Estado da Bahia, de vinte e quatro anos de idade, deu a luz na casa acima referida, onde residem, ontem a uma hora da madrugada, a uma criança branca de sexo feminino, que se deverá chamar, Guiomar, neta paterna de José Francisco Alves de Souza, falecido, e Dona Maria Ignácia Alves de Souza, e materno de Francisco Pedro dos Santos, e Dona Josepha Pessoa dos Santos, que ele declarante casou-se aos vinte de fevereiro de mil oitocentos e noventa e seis, no Estado do Ceará, civilmente, e mais não disse  e assinou com as testemunhas, o alferes do Exército Raphael Benjamim da Fonseca e Maria de Souza Maia. Eu Francisco José Pinto de Macedo, escrivão subscrevo.
Foi nesse documento acima, que tomei conhecimento, pela primeira vez, do nome da mãe de Altina, bem como da existência dessa filha de José da Penha. Mas, ao lado desse registro, havia a informação do óbito de Guiomar. Fui atrás dele, e encontrei o seguinte registro:
Aos dezoito de fevereiro de mil novecentos e dois, nesta Capital e Cartório, compareceu o alferes do Exército João Augusto César da Silva e exibindo atestado do Doutor Antonio Rogério Gouvêa Freire, declarou que faleceu ontem, as onze horas da noite, de infecção gastrointestinal aguda, na casa numero vinte e quatro, da Rua Fernandes Guimarães, onde residia a menor Guiomar, de cor branca, natural desta Capital Federal, com nove meses de idade, filha legítima do alferes do Exército, José da Penha Alves de Souza e Dona Altina Alves de Souza. Vai ser sepultada no Cemitério de São João Baptista, e mais não disse e assinou. Eu Francisco José Pinto de Macedo, escrivão que subscrevo.
Sabendo que José da Penha casou em 1896, fui atrás do seu registro no Ceará, buscando, novamente, pelo site dos mórmons. Registro pobre de informações, que não continha a naturalidade dos nubentes, mas que vale a pena transcrever.
Aos dezenove de fevereiro de mil oitocentos e noventa e seis, o Reverendo José Barbosa de Jesus, de licença minha, assistiu o casamento de meus paroquianos – José da Penha Alves de Souza, alferes aluno, e D. Altina Pessoa dos Santos, filha legítima do capitão Francisco Pedro dos Santos e D. Josepha Pessoa dos Santos Cabral; sendo testemunhas José da Silva Bonfim e Dr. Raymundo de Farias Brito. Para constar fiz este que assino in fide parochi. O Cura, Pe. Pedro Leopoldo d’Araújo Feitosa.
Francisco Pedro dos Santos, sogro do capitão José da Penha, veterano da guerra do Paraguai, era natural de Sobral, tendo lá nascido, em 15 de agosto de 1838, filho de Pedro Alves dos Santos e Helena Maria do Espírito Santo.
Nas cartas do capitão José da Penha para as filhas, lá no Ceará, ele sempre se referia à comadre Zefinha. Acredito que era a sogra dele, Josepha Pessoa dos Santos. Acredito, ainda, que foi ela e o marido que criaram Zaíra, Maria Annita e Murilo Penha, pois em 1916, o Ministro da Fazenda negou o pedido de revisão das pensões, feito pelo avô deles, Francisco Pedro dos Santos, para seus tutelados Maria Annita e outros filhos do finado capitão José da Penha.
Raymundo Farias de Brito, testemunha do casamento de José da Penha e Altina, foi o prefaciador do livro “O Espiritismo e os Sábios”. Mais recentemente fui procurar o nascimentos dos outros filhos do capitão, na antiga Capital Federal e encontrei dois registros civis.
Zaira nasceu no Rio de Janeiro, aos 17 de março de 1899, tendo sido registrado pelo pai José da Penha Alves de Souza, na 7ª Pretoria ou 5ª Circunscrição, com testemunhos de Raphael Arcanjo da Fonseca e Raphael Benjamim da Fonseca. Casou com Luis Pinheiro Filho, que foi dono da Fazenda Santa Cruz, aos pés do Cabugi.
Murilo Penha Alves de Souza nasceu, também, no Rio de Janeiro, aos 14 de fevereiro de 1900, sendo registrado na mesma circunscrição acima, e com as mesmas testemunhas, ambos alferes. Não descobri com quem casou. Era militar do Exército e foi nomeado, em 1944, chefe da 25ª Circunscrição, em Fortaleza.
Não encontrei o registro de Maria Annita Penha Alves de Souza, mas encontrei notícias de seu casamento, em Fortaleza, com Manoel Sadoc Cysne, em 1923.
 
Casamento de José da Penha e Altina  Fonte: putegi.blogspot.com

segunda-feira, 12 de maio de 2014

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Atenção, Areia Branca!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Rebouça e Malheiros



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Encontramos, em várias localidades do nosso estado, descendentes das famílias Rebouça (é assim que está na maioria dos registros) e Malheiros, que se entrelaçaram por aqui. Alguns migraram para o Ceará. Há descontinuidades nos registros da Igreja, mas, de qualquer forma, vamos trazer alguma informação sobre eles, neste artigo.
João Malheiros, filho de Diogo Rebouça, natural de Santo Estevão, da faixa de idade de vinte e oito anos, cabelo liso e louro, olhos pardos, rosto redondo e aflamengado, baixo e grosso de corpo, e bem empinado, é soldado desta companhia desde 5 de janeiro de 1699 anos e vence mil oitocentos e sessenta e seis reis de soldo, por mês, na forma do assento do Conselho da Fazenda, lançado no livro 2º a fls 79v e não vencerá mais coisa alguma. Manoel Gonçalves Branco. Há ajustes nas laterais desse registro que vão até 1703, no Arraial do Assú.
João Malheiros recebeu, junto com Antonio Velho de Brito, no ano de 1706, do capitão-mor Sebastião Nunes Collares, sesmaria no Rio Umary, entre as duas serras de Catolé correndo para a serra de Mãe d’Água.
Nos velhos registros desta Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, encontramos o batismo de dois filhos de João Malheiros: aos 28 de outubro de 1706, na capela de Santo Antonio do Potengi, foi batizado Diogo, filho de João Malheiros e Beatriz de Castro, tendo como padrinhos Manoel Tavares Guerreiro e Maria Magdanela, filha do coronel Gonçalo da Costa Faleiros; e, em 10 de junho de 1711, no oratório da capela de Jundiaí, foi batizada Maria, filha de João Malheiros e Beatriz de Abreu (outro sobrenome), tendo como padrinhos o sargento-mor Estevão Velho de Moura e Úrsula de Mendonça, viúva (do coronel Gonçalo da Costa Faleiros).
Encontramos outros registros na capela de Jundiaí, onde os batizados eram três tapuias, escravos de João Malheiros, em 1711.
Há outro Malheiros, dessa época, já tratado em outros artigos, que é Gaspar Rebouça Malheiros, português de Viana, casado com Úrsula Leite de Oliveira. Gaspar e Úrsula batizaram os seguintes filhos, a partir de 1703, todos na capela de Santo Antonio do Potengi: Gaspar, em 1703; Damião, em 1705; Ponciano, em 1706; Lourenço, em 1708.
Nos assentamentos de praça, de 1724, encontramos alguns deles, com o nome já completo: Gaspar Pereira Leite, 20 anos; Lourenço de Oliveira, 16 anos; Ponciano Gonçalves, 17 anos; e Antonio Leite de Oliveira, 45 anos. Já Damião Pereira Leite, vamos encontrar na folha de pagamento de tropas de 1720. 
Com todas as informações acima, não conseguimos detectar a ligação de João Malheiros ou Diogo Rebouça com Gaspar. Como dito em artigo anterior, havia um Diogo Malheiros Rebouça que foi casado com Jacinta de Vasconcelos, e depois com Phelippa Rodrigues de Oliveira. No registro do casamento com Phelippa, aparecem como seus pais Diogo Malheiros e Beatriz de Abreu. Acho que houve um erro no registro dos pais, pois acredito que eram João Malheiros e Beatriz de Abreu (ou Castro).
Vejamos outros registros onde aparecem  membros da família Rebouça. Em 2 de setembro de 1761, na capela de Santo Antonio, casaram Salvador Rebouça de Oliveira (natural de Mossoró, da freguesia de São João Batista do Assú) e Rosa Maria de Oliveira; ele, filho do capitão José Rebouça de Oliveira (Igarassu) e Ângela das Neves (Olinda), moradores no Assú; ela, filha do capitão Ignácio de Oliveira (Vilarinhos, São Salvador de Macieira, bispado do Porto) e Brígida Leite de Oliveira. 
Esse casal gerou José, em 1766, que foi batizado na capela de Santo Antonio do Potengi, tendo como padrinhos Manoel Francisco Rebouças, tio paterno, e Brígida Leite, sua avó materna. Em 1774, nasceu Manoel, que teve como padrinhos Antonio Manoel e Anna, filhos da viúva Brígida Leite. Em 1781, era batizado outro Manoel, filho do mesmo casal.
José, depois, alferes José Rebouça de Oliveira, filho de Salvador e Rosa Maria, casou com Antonia Joaquina de Barros, filha do sargento-mor Antonio de Barros Passos e Bernardina de Assunção.
Em 6 de junho de 1801, Gaspar Rebouça de Oliveira, filho de Salvador Rebouça de Oliveira e Maria de Oliveira, falecida, casou com Rosa Maria de Oliveira, filha de Luis Gomes da Silva e de Úrsula Leite de Oliveira, sendo testemunhas tenente Antonio Cavalcante Bezerra e alferes Luis Gomes. Houve dispensa de 2º grau de consanguinidade. Salvador e Úrsula eram irmãos, ambos filhos de Salvador Rebouça de Oliveira e Rosa Maria de Oliveira (que casaram em 1761). Observem como os nomes se repetem, criando, algumas vezes, confusão genealógica. Essa segunda Rosa Maria, esposa de Gaspar, faleceu em 1830, com 41 anos de idade.

Um comentário:

Que legal! Sou descendente do Gaspar Rebouças Malheiros, que foi pai do Gaspar Pereira, Pai da Catharina, Mãe de outra Catharina, mãe da Ana Joaquina (casada com Miguel Rodrigues Correa de Mendonça), mãe de Miguel Rodrigues de Santiago, pai de João Luiz de santiago, pai de João Luiz de Santiago Filho, que vai ser o meu Pai. Ufa, 9 gerações.

terça-feira, 29 de abril de 2014

"Várias famílias tinham Velho no sobrenome".

terça-feira, 29 de abril de 2014


Comissário José de Oliveira Velho



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
A primeira aparição do Comissário José de Oliveira Velho, nos meus apontamentos, é na data de 20 de janeiro de 1727, onde ele foi testemunha, na Capela de Nossa Senhora do O’, da Ribeira de Mipibu, do casamento de Antonio de Faria Landim, natural e morador de Mipibu, filho legítimo de Manoel de Faria Landim, defunto, e Maria Vieira Tavares, com Leonor Pereira de Requeixo, viúva, que ficou do defunto Leonardo Álvares de Carvalho, natural de Alagoa do Sul. Neste casamento estiveram, ainda presentes, o capitão-mor Joseph Ribeiro de Faria, e Maria da Sylva, mulher do coronel Manoel da Silva Queiroz.
Nos anos de 1733 e 1740, reencontro o Comissário, através dos casamentos das filhas Mariana e Phelipa.
Em 25 de novembro de 1733, Mariana da Costa e Oliveira, filha do Comissário Joseph de Oliveira Velho e de Bernarda de Barros, já defunta, casou, na capela de Nossa Senhora dos Remédios de Cajupiranga, com o português da Freguesia de São Nicolau, Arcebispado de Lisboa, o tenente-coronel José Nunes, filho de José Nunes Narvello e Maria D. Ferreira. Nesse casamento estavam presentes o capitão-mor João de Barros Braga, o Reverendo Padre Francisco Xavier de Barros, Izabel de Barros, mulher de Carlos de Azevedo do Vale e Antonia da Sylva, mulher do capitão Francisco Lopes de Macedo.
Em vinte e dois de fevereiro de 1740, na Igreja de Nossa Senhora do O’, da Missão de Mipibu, na presença do Reverendo Padre Mestre, Frei Felix Maria, Superior desta Missão, de licença do Reverendo Licenciado João Gomes Freire, e sendo presentes por testemunhas, o tenente-coronel José Nunes, sargento-mor Hilário de Castro Rocha, D. Maria Magdalena, mulher do dito, e Joanna Gomes Freire, dona viúva, se casaram o capitão Diogo Malheiros Rebouças, filho legítimo de Diogo Malheiros Rebouças, já defunto, e de sua mulher Beatriz de Abreu, viúvo que ficou de sua mulher Dona Jacinta de Vasconcellos, com Phelipa Rodrigues de Oliveira, filha do Comissário Geral José de Oliveira Velho e de sua esposa Bernarda de Oliveira, já defuntos, naturais e moradores da dita Freguesia.
Do casal, capitão Diogo e Jacinta, sua primeira esposa, encontro a filha Isabel de Barros Vasconcellos, que casou com Carlos Vital de Oliveira, filho de Domingos Ferreira da Cunha e Francisca Rodrigues.
Em 1735, o Comissário pediu e recebeu terras na Ribeira do Assú, no lugar chamado Caiçara, que disse possuir há mais de 40 anos. Em 1738, Phelipa Rodrigues de Oliveira e José de Oliveira Velho requereram as terras, no lugar chamado Riacho do Tapuia, da Ribeira do Assú, que foram  adjudicadas nas partilhas, por falecimento do pai deles, o Comissário José de Oliveira Velho.
Os assentos de praça trouxeram mais informações sobre os Velhos.
José de Oliveira Velho, branco casado, natural e morador na Freguesia de São José, filho legítimo de José de Oliveira Velho, de idade que representa de trinta anos, pouco mais ou menos, seco de corpo, rosto comprido, olhos grandes, sobrancelhas grossas, cor morena, cabelo preto, pouca barba, com todos os seus dentes na frente, senta praça, por portaria dos sucessores do governo José Baptista Freire, e o alferes Salvador Rebouças de Oliveira e interseção do Vedor Geral o Dr. Antonio Carneiro de Albuquerque Gondim, aos 9 de março de 1776. 
Joam Baptista de Oliveira, branco, solteiro, natural e morador da Freguesia de São José, filho legítimo de Joseph de Oliveira Velho, de idade que representa, de vinte e três anos, pouco mais ou menos, de estatura ordinária, seco de corpo, rosto comprido, olhos grandes, sobrancelhas grossas, cor morena, pronto de barba, cabelo preto, com todos os seus dentes, senta praça, por portaria dos sucessores do governo, José Baptista Freire e alferes Salvador Rebouças de Oliveira, e intervenção do Vedor Geral o Dr. Antonio Carneiro de Albuquerque Gondim, aos 9 março de 1776. Na lateral do registro a informação: baixa a este soldado por ter já dois filhos soldados, neste regimento, por despacho do senhor governador desta capitania e cumpra-se do Doutor Vedor Geral, em 28 de fevereiro de 1804.
Pelas datas acima, João Baptista de Oliveira e José de Oliveira Velho, não seriam filhos do Comissário, mas de José de Oliveira Velho(2) que requereu as terras no Riacho do Tapuia . O pai dos dois assentados poderia ser o que aparece nos registros de batismos seguintes, de Luiza Maria e Bernarda Thereza.
Aos vinte e sete de dezembro de mil setecentos e cinquenta e três, de licença do Reverendo Padre Coadjutor, por vezes de Vigário, na Capela de Nossa Senhora de Santa Anna da Aldeia de Mipibu, batizou e pôs os santos óleos, o Reverendo Padre Frei Juvenal de Santo Albano, capuchinho, a Luiza Maria, filha de Joseph de Oliveira Velho e Joanna Bautista. Foram padrinhos Lourenço Ferreira e Luiza Maria. Do que mandou lançar este assento o mui Reverendo Senhor Doutor Visitador, que abaixo assina. Marcos Soares de Oliveira.
Aos quinze de junho de mil setecentos e cinquenta e sete, de licença do Reverendo Vigário, o Doutor Manoel Correia Gomes, na Capela da Aldeia de Mipibu, batizou e pôs os santos óleos, o Reverendo Padre Frei Fidelis de Parvanna, capuchinho, a Bernarda Thereza, filha legítima de Joseph de Oliveira Velho e Joanna Baptista . Foram padrinhos Francisco de Lira e Izabel de Barros de Vasconcellos. Do que mandou lançar este assento o senhor Reverendo Doutor Visitador que abaixo assina Marcos Soares de Oliveira.
Observe que a madrinha de Bernarda foi Izabel de Barros de Vasconcellos, filha do capitão Diogo Malheiros e sua primeira esposa, Jacinta de Vasconcellos.
Uma filha do capitão Diogo e de Phelippa Rodrigues, portanto neta do Comissário, de nome Mariana da Costa e Oliveira (mesmo nome de uma tia), casou com o capitão Francisco Lopes de Vasconcellos, filho de Antonio Carvalho de Vasconcellos e Izabel de Crasto Rocha, com dispensa de consanguinidade, em 1756. Em 1757, batizaram Diogo Felix, tendo como padrinhos os avós, Diogo e Phelippa. Esse batizado deve ser Diogo Felix de Vasconcelos, que foi capitão-mor de Ordenanças de Natal e Vila de São José.
Diogo Félix

domingo, 27 de abril de 2014

Pesquisadora potiguar publica ensaio sobre arquitetura do sertão em revista da FAPESP.



Outros sertões

Estudo revela a arquitetura rural do século XIX no interior do Nordeste
JULIANA SAYURI | Edição 216 - Fevereiro de 2014


Casa da fazenda Sabugi, no Rio Grande do Norte
O sertão é do tamanho do mundo, dizia Guimarães Rosa. Dizia como ainda dizem os que se enveredam pelos tortuosos caminhos dos rincões nordestinos em busca de histórias, respostas, saberes. Não raro, porém, muitos retornam dessas terras ainda mais intrigados com novas questões. A pesquisadora Nathália Maria Montenegro Diniz mergulhou diversas vezes nesse território. Ali nasceram a dissertação de mestrado Velhas fazendas da Ribeira do Seridó (defendida em 2008) e a tese de doutorado Um sertão entre tantos outros: fazendas de gado nas Ribeiras do Norte (em 2013), ambas realizadas sob orientação de Beatriz Piccolotto Siqueira Bueno, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Nessas empreitadas, ela encontrou não apenas respostas a seus estudos sobre a arquitetura rural do século XIX sertão adentro, mas também questionamentos novos que deram fôlego para um novo projeto de pesquisa, vencedor da 10ª edição do Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica – Clarival do Prado Valladares, divulgado em dezembro. O projeto O conhecimento científico do mundo português do século XVIII, de Magnus Roberto de Mello Pereira e Ana Lúcia Rocha Barbalho da Cruz, também foi premiado. Os vencedores foram escolhidos entre 213 trabalhos inscritos pela originalidade dos temas. O prêmio inclui a produção e publicação de um livro, sem valor predeterminado.
É difícil desvencilhar a história pessoal de Nathália Diniz de seu itinerário intelectual. De uma família de 11 filhos originária de Caicó, na região do Seridó, interior do Rio Grande do Norte, ela foi a primeira a nascer na capital potiguar. Em 1975, a família mudou-se para Natal – professores de matemática por ofício, os pais pretendiam oferecer melhores condições educacionais para os filhos. Nas férias e feriados todos retornavam à pequena cidade, onde ficavam em uma das casas das fazendas que pertenceu ao tataravô da pesquisadora. “Logo cedo pude notar as visões diferentes construídas sobre o sertão nordestino. As casas que eu via não eram as mesmas retratadas nas novelas de época, da aristocracia rural. Era outro sertão”, lembra.

Graduada em arquitetura e urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Nathália quis explorar os outros sertões esquecidos no século XIX, mais especialmente no Seridó, uma microrregião do semiárido que ocupa 25% do território do estado. Lá o povoamento se iniciou no século XVII com as fazendas de gado e o cultivo de algodão. Ainda estudante, deu o primeiro passo nessa direção quando participou de um projeto de extensão que investigou os núcleos de ocupação original do Seridó a partir de registros fotográficos e fichas catalográficas feitas por estudantes e pesquisadores. Descobriram, assim, que essas casas, posteriores ao período colonial, mantinham características herdadas da arquitetura colonial ao lado de elementos ecléticos modernos.
Uma vez bacharel, Nathália viajou a São Paulo para participar de um encontro de arquitetos e deparou com o processo seletivo para mestrado na FAU. Decidiu, então, despedir-se do Nordeste para estudar na capital paulista. “Foi preciso partir para poder redescobrir os sertões”, diz ela. Para seu projeto de dissertação, a jovem arquiteta tinha um trunfo: a originalidade da pesquisa sobre as casas de Seridó. “Quase ninguém conhece aquele patrimônio. Quis apresentar essa realidade nas minhas pesquisas.”
Acervo arquitetônico
Nathália investigou o acervo arquitetônico rural do Seridó, de formas simples e austeras, sem o apelo estético de outros exemplares do litoral nordestino. Essas construções, entre casas de famílias, casas de farinha e engenhos, representam um tipo de economia do século XIX alicerçado no pastoreio e no cultivo de algodão. Embora fundamental para a identidade da região, segundo o estudo, esse acervo composto por 52 edificações conta com poucas iniciativas concretas para tornar viável sua preservação.
© NATHÁLIA DINIZ
Casa da fazenda Almas de Cima, também no Rio Grande do Norte: preservação  ainda precária
Casa da fazenda Almas de Cima, também no Rio Grande do Norte: preservação ainda precária
No início do século XVII, com o povoamento do interior do Rio Grande do Norte, sesmeiros pernambucanos fincaram raízes no Seridó. Foi no século XVIII que surgiram as casas na região feitas de taipa, com madeiramento amarrado com couro cru, chão de barro batido e térreas, com telhado de beira e bica. Lentamente, as casas de taipa passaram a alvenaria, com tijolos apenas na fachada. Por fim, no século XIX, o Seridó ficou marcado pela construção de grandes casas de fazenda, habitadas pelo proprietário, familiares, agregados e escravos.
No doutorado, a arquiteta expandiu horizontes, territoriais e teóricos. Por um lado, debruçou-se sobre a arquitetura rural vinculada às fazendas de gado nos sertões do Norte (atuais estados da Bahia, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte). Ela mapeou um acervo de 116 casas-sede a partir de levantamentos arquitetônicos do Piauí, Ceará e Bahia. A fim de melhor compreender o patrimônio material e imaterial nas habitações rurais dessa região, entrou nos campos da história social e da história econômica.
Do inventário de 116 casas-sede alicerçadas em pedra bruta, erigidas em diferentes ribeiras (Ribeira do Seridó, do Piauí, da Paraíba, dos Inhamuns e do São Francisco e Alto Sertão Baiano), a pesquisadora notou a heterogeneidade das construções arquitetônicas nas rotas do gado no Nordeste, que mantinham um mercado interno agitado, embora desconhecido, no calcanhar da economia do litoral exportador. Eram ainda construções pensadas para a realidade sertaneja, com sótãos e outras estruturas propícias para arejar os ambientes castigados pela alta temperatura e pelo tempo seco.
© NATHÁLIA DINIZ
Exemplos da arquitetura sertaneja na Paraíba:  sede da fazenda Sobrado
Exemplos da arquitetura sertaneja na Paraíba: sede da fazenda Sobrado
Contornando ribeiras e atravessando sertões, Nathália Diniz construiu suas investigações a partir de vestígios de tijolo, pedra e barro. Muitas casas de taipa, mencionadas nos arquivos, não resistiram ao tempo e desapareceram. Restaram fazendas formadas por casas-sede e currais. Entre as características da maioria das construções estavam à disposição dos ambientes: os serviços nos fundos do terreno, com tachos de cobre, pilões, gamelas; e a intimidade da vida doméstica no miolo das edificações, com mobiliário trivial, como mesas rústicas e redes, assentos de couro e de sola, baús e arcas de madeira. Em muitas fazendas, em paralelo a criação de gado, cultivaram-se cana-de-açúcar e mandioca, de onde viriam a rapadura e a farinha, que, ao lado da carne de sol, tornaram-se a base da alimentação sertaneja. “A arquitetura rural não segue modelos”, diz Nathália. “Os primeiros proprietários dessas casas eram filhos dos antigos senhores de engenho do litoral. Se a arquitetura rural tivesse um modelo, eles teriam construído casas similares às de seus pais no litoral, o que não ocorreu. A arquitetura dos sertões mostra a formação de uma sociedade a partir da interiorização dos sertões do Norte, de uma economia marcada pelo gado.”
Depois do doutoramento em São Paulo, a pesquisadora retornou a Natal, onde é professora de história da arte e de arquitetura no Centro Universitário Facex. Seu projeto atual é aprofundar a análise arquitetônica das casas-sede, explorando uma lacuna na historiografia brasileira sobre as relações sociais e suas consequências materiais nos sertões, ainda hoje um universo inóspito e incógnito, marcado por longas distâncias e imensos vazios. Esses territórios ficaram esquecidos, apesar de presentes na literatura e nos relatos memorialistas. Daí brotaram generalizações sobre o Nordeste e sua arquitetura rural, ainda compreendida a partir dos padrões dominantes da Zona da Mata pernambucana e do Recôncavo Baiano – o que, nas palavras da pesquisadora, não condiz com a realidade.
© NATHÁLIA DINIZ
A casa da fazenda Santa Casa
A casa da fazenda Santa Casa
Originalidade do tema
O novo trabalho será bancado com o prêmio ganho em dezembro e desenvolvido com o apoio de Beatriz Bueno, da FAU-USP. “O projeto de Nathália foi escolhido pela originalidade do tema e pela oportunidade que nos proporciona de compreender o processo de ocupação do sertão brasileiro e suas dimensões econômica, histórica e social”, diz o coordenador do Comitê Cultural da Odebrecht, Márcio Polidoro. Na economia, ela destacará o ferro que marcava o gado e que permitia identificar a fazenda à qual pertencia – até agora, a pesquisadora já coleciona 653 desenhos de ferro diferentes. “Num sertão disperso, sem fronteiras claramente visíveis, pontuado por tribos indígenas inimigas, o gado carregou a representação do território e da própria propriedade dos que vinham de outros lugares”, define. Na sociedade, ao cruzar os inventários post-mortem encontrados nos arquivos e nas casas, pretende compreender e revelar a vida cotidiana do sertanejo que se desenrolava a morosos passos no século XIX. Fará novas viagens para refazer fotografias e rever anotações. Mais uma vez, um retorno às suas raízes e às terras, tão diferentes das que via nas novelas na sua infância. “Ainda procuro o que buscava desde o início: quero mostrar o que eram esses outros sertões. Nós conhecemos a riqueza da arquitetura litorânea, a arquitetura do açúcar e do café. Falta a arquitetura sertaneja”, conclui.
Projeto
Paisagem cultural sertaneja: as fazendas de gado do sertão nordestino (nº 2009/09508); Modalidade Bolsa de Doutorado; Pesquisadora responsável Beatriz Piccolotto Siqueira Bueno; Bolsista Nathália Maria Montenegro Diniz; Investimento R$ 130.587,92 (FAPESP).
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Obs.: tokdehistória, blog de Rostand Medeiros possibilitou a veiculação desta matéria.

Mais informações sobre os Rocha Pitta.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Rocha Pitta e as informações de Nestor dos Santos Lima




João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, sócio do IHGRN e do INRG
Transcrevo para cá, ipsis litteris, carta enviada para Wanderley Pinho, autor de “História de um Engenho do Recôncavo”.
O Dr. Nestor Lima, presidente do Instituto Histórico do Rio Grande do Norte, forneceu ao autor as seguintes informações sobre as fazendas inventariadas no acervo do capitão-mor Cristovão da Rocha Pita: “As fazendas Caó (ou Cuó), Sacramento e Itu estão localizadas à margem direita do Rio Açu, no município de Santana do Matos, do Estado do Rio Grande do Norte. As fazendas Malheiro, Catinga e Canto dos Cavalos estão também localizadas à margem direita do Rio Açu, no atual município de Angicos, deste mesmo Estado. As fazendas Olho-d’água e Saco estão à margem esquerda do Rio Açu, no município deste mesmo nome neste Estado. E a fazenda Estreito, no município de Macau, à margem direita do Rio Açu, deste Estado”... “Constam dos registros das sesmarias existentes no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte as seguintes datas concedidas aos Rocha Pita: 1º) Data de Campo Grande, Três Irmãos e Aguamaré: João Teive Barreto de Menezes, a 24 de março de 1734, concedeu na Ribeira do Apodi, em Pau dos Ferros, uma sesmaria a Dinis da Rocha Pita Deus Dará, Luis da Rocha Pita, Francisco da Rocha Pita e D. Maria Joana Inácio Gomes Câmara – 2º) Data da Ilha do Sabugi: Joaquim Feliz de Lima concedeu, a 21 de fevereiro de 1781, a Cristovão da Rocha Pita, uma sesmaria na Ribeira do Açu.”... “É grande o desdobramento das terras que foram dos Rocha Pita nesta então Província e Capitania. “Cuó” ou “Caó” pertence hoje a Manuel da Fonseca Nobre que a adquiriu aos herdeiros ou filhos do Cel. Luis Antonio Ferreira Souto (meu avô materno) e este houve de seus antecessores em herança. Suponho que houveram estes a terra dos filhos de Cristovão da Rocha Pita. “Sacramento” é hoje um mundo de propriedades entre outras “Veneza” do Dr. Ernesto Emílio da Fonseca, “Ubarana” do mesmo e de outros herdeiros do Cel. Manuel Lins Wanderley, como sejam Minervino Wanderley, Maria Wanderley, Beatriz Wanderley, Minerva Wanderley e outros, filhos do finado Minervino Wanderley, do Açu. “Itu” pertence hoje ao Dr. Pedro Soares de Araújo Amorim e major Manuel de Melo Montenegro Pessoa, que houveram por herança do Cel. Ovídio de Melo Montenegro Pessoa, sogro e pai dos atuais donos e por que por sua vez herdou  do Cel. Manuel de Melo Montenegro Pessoa, comprador, por  escritura de 22 de setembro de 1845, a três filhas de Cristovão da Rocha Pita. “Malheiro está atualmente subdividido entre trinta proprietários em mil braças de terra. “Estreito é hoje de José dos Santos e outros muitos donos. “Olho –d’água” pertence aos herdeiros de Justiniano Lins Caldas. “Catinga” não conserva hoje o mesmo nome primitivo e é ignorado o seu dono atual. “Canto dos Cavalos” idem, idem. “Saco” pertence em parte a José Paulino de Oliveira e outros herdeiros de Antonio Benevides de Oliveira e a Camilo de Lélis Bezerra”. – Acrescenta Nestor Lima que na zona do Oeste, havia também fazendas dos Rocha Pitas, a respeito das quais se originou a demanda entre Rochas Pitas e Nogueiras, muito conhecida naquelas paragens nordestinas. E cita documentos: “O capitão Antonio da Rocha Pita dirigiu ao Ouvidor Geral Dr. Cristovão Soares Reimão a seguinte petição: Sr. Dr. Ouvidor Geral. Diz Antonio da Rocha Pita, morador nesta cidade, que, sendo senhor e possuidor de muitas partes de terra na Ribeira do rio Podi ou Poti e Lagoa do guerreiro Itaú, no Rio Grande do Norte, por compra feita aos mesmos Nogueiras, e estando ele nesta mansa e pacífica posse, a sua notícia, e vendo que o sargento Manuel Nogueira Ferreira e seus parentes os pretendem perturbar espalhando vaquejadas, edificando povoação em terras próprias, quando devia fazê-lo no lado esquerdo da lagoa do Itáu, onde existe a taba da tribo dos Payacus vilada há muitos anos pelo ouvidor Marinho, vem o suplicante pedir a V. Ex. para fazer notificar, para que dentro de suas terras não tragam ms. os suppdos vaquejadas, nem façam picadas, nem por si ou por interposta pessoa, sendo condenados a duzentos mil réis e degredo por cada vez que assim perturbaram  o suplicante em suas posses. Termos em que: P. a V. Excia. lhe faça mandar desde já notificar aos suppdos por tudo referido e condenação declarada. (Despacho) P. mdo. Em trás. (a) Reimão. Bahia, três de fevereiro de mil setecentos e três. – “A 10 de setembro de 1704, em audiência foram entregues os autos da questão ao Des. Reimão e a seu escrivão Alberto Pimentel pelo advogado dos Nogueiras, Carlos da Rocha, no lugar Mopebu (hoje São José de Mipibú) no Rio Grande do Norte – a 3 de março de 1708, o desembargador Reimão publicou a sentença da causa, julgando não provados os embargos dos Rocha Pita e provados os dos hereus Gonçalo de Castro e outros “visto os autos e disposições de direito”. Na sentença foi confirmada a data dos contrários e havida por nenhuma a dos Rocha Pita. Houve apelação para o Tribunal de Lisboa que por decisão de 29 de julho de 1713, pelos juízes Amaral e Dr. Ferreira Suderal, com vista do Procurador da Coroa, Ris., proferiu a confirmação”. – Sobre Nogueiras e Rochas Pitas vide Docs. Hist., vol. 69, pag.306.
No documento de Nestor, uma correção: a sesmaria de Campo Grande foi concedida ao coronel Luiz da Rocha Pitta Deus Dará, Francisco da Rocha (Pitta), Simão da Fonseca Pitta e D. Maria Joanna, e não há nenhum Dinis. Esse Inácio Gomes da Câmara, que aparece acima, é na verdade outro sesmeiro, que recebeu as terras que vão de Três Irmãos até Guamaré.
Escravos de Christovão da Rocha Pitta

Advogado seridoense cria página própria na internet. Fonte: assessorn.com.

Aniversariante de hoje (24), Carlson Gomes lança seu blog, através do endereço www.carlsongomes.com.br, com informações da atualidade e do Rio Grande do Norte.
O advogado Carlson Gomes é filho do ex-prefeito de Currais Novos, Geraldo Gomes, e foi diretor do Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande de Norte, entre janeiro de 2011 e março de 2014.
Informações à Imprensa – (84) 9880-0289
Carlson Gomes


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 4/25/2014 05:40:00 PM
 Obs.: Geraldo de Oliveira Gomes pertence a uma das famílias mais antigas do Seridó potiguar, os Gomes que vieram de Picuí e outras regiões da Paraíba.