domingo, 27 de setembro de 2015



Os Gambeus: uma família afro-brasileira.
Luiz Gonzaga Cortez *

Muitas famílias do Rio Grande do Norte ainda se recusam a fornecer informações e documentos sobre seus familiares, sob a alegação que os seus pais, irmãos, avós, bisavós e parentes mais próximos não foram pessoas importantes na sociedade nem possuíam bens e riquezas materiais. Ledo engano. No estudo da genealogia não há discriminação social e econômica, mas há brasileiros que alegam que são descendentes de nobres portugueses e espanhóis porque desconhecem que a colonização do Brasil não foi realizada por famílias oriundas da nobreza lusitana. Se a nobreza de Portugal estava bem de vida porque iria exportar seus familiares para a aventura de viver nas florestas tropicais? O povão foi que veio para cá, pegar no pesado, enfrentar os arcos e flechas dos indígenas.
Por isso, resolvi dar prosseguimento a uma pesquisa iniciada no século passado, em Upanema/RN, sobre a família Gambeu, pouco conhecida na genealogia potiguar. Há um motivo particular: o meu avô materno Manoel Marcolino da Silva, era filho de Emiliano Gambeu da Silva e Maria Gomes da Silva, falecida em 11 de março de 1983, no Rio de Janeiro/RJ.
Viajei com a minha falecida irmã Carmela, em 11 de julho de 1997, para conferir as informações de que membros da família de Emiliano Gambeu residiam em Upanema que, segundo o Sr. Teodoro Saraiva de Moura, teria falecido em fins dos anos 30. Os primeiros  contactos para localizar pessoas da família do pai de Maria Natividade Cortez Gomes, nossa mãe,  foram realizados no dia seguinte, 12, com o auxílio do Sr. João Lopes, irmão de um ex-prefeito de Upanema. Conhecemos uma rua da periferia da cidade, com mais de 30 casas, cujos moradores eram Gambeu. Numa delas,  conhecemos o Sr. Teodoro e anciã Mônica Gambeu, já com 84 anos e sobrinha de Emiliano Gambeu, mas nada falou porque estava doente. Também conhecemos o ambulante Reginaldo Pereira da Silva, 29, solteiro, residente na rua Antonio Vitorino, s/n, filho de Vicente José da Silva, conhecido por Vicente Gambeu, e Jacinta Pereira da Silva, residentes em Jucurutu/RN.
Reginaldo disse que o seu avô paterno chamava-se João Gambeu da Silva, sobrinho de Emiliano Gambeu da Silva. O operário Sebastião José Gambeu da Silva, 32, solteiro, dois filhos, disse que o seu pai chamava-se José e era filho de Manoel Gambeu, sobrinho de Emiliano. Os dois informantes disseram que houve dois Manoel Gambeu, sendo que um deles morou vários anos em Mossoró, onde deixou 14 filhos. Há informações de que os irmãos do nosso avô materno  José (Marcolino) Ramos de Oliveira, Manoel Marcolino da Silva, Mariano, Elias e Maria Marcolino da Silva. Os irmãos Mariano, Elias e Maria residiram em Assu/RN e que Emiliano Gambeu da Silva era casado com Filipa Maria de Jesus, natural de Piató, no Assu. Delfino Leite, dos Correios do Assu, e amigo chegado de Amâncio Leite, conheceram Emiliano Gambeu e Manoel Marcolino da Silva e família. Após a checagem das informações, se fará a àrvore genealógica da família do pai de Maria Natividade Cortez Gomes (Nati Cortez). È possível? Vamos tentar.
Um ancião de 97 anos, o Sr. Teófilo da Silva, morador do Sítio Pereiro, disse que conheceu Emiliano Gambeu da Silva e suas duas irmãs, Ana e Damiana.  A coisa complica aqui, pois não tínhamos informações sobre as irmãs do avô de Nati Cortez, cujo nome de solteira era Maria Natividade da Silva, filha de Manoel Marcolino da Silva, falecido em 1916, nas proximidades de Angicos, quando viajava para Mossoró. Faleceu com 22 anos e era soldado do Batalhão de Segurança do Estado (Polícia Militar do RN) e serviu no antigo quartel da rua da Conceição, centro de Natal.
Um bisneto no sítio.
O agricultor João Gambeu, dono do Sítio Pereiro, a quatro quilômetros ao sul da cidade de Upanema, estava com 66 anos de idade, quando foi abordado sobre a família Gambeu, afirmou que era bisneto de Emiliano Gambeu. A conversa foi rápida e, em virtude da hora, 12 horas e o calor, não aceitamos o convite do Sr. João para o almoço no sítio. Tínhamos outro compromisso naquela tarde, em Mossoró. “Então, apareçam  novamente para a gente botar essas coisas em dia”, despediu-se o surpreso dono do sítio Pereiro. O retorno prometido não foi realizado, por motivos alheios a nossa vontade. Haverá outra incursão genealógica na família Gambeu, sobrenome provavelmente oriundo de Gâmbia, país africano de onde vieram negros escravos para o Brasil Colônia. Upanema, região desmembrada do município de Campo Grande, fica a 230 quilômetros de Natal. Entre os Gambeus do Rio Grande do Norte, há pardos, negros e brancos, resultado da miscinegação, segundo informações colhidas em Upanema, em 18 de junho de 2016. 

*Luiz Gonzaga Cortez é jornalista e pesquisador.
Sócio do Instituto Norteriograndense de Genealogia.


 Foto de 1997 - Upanema - Carmela com dois da família Gambeu.




quarta-feira, 23 de setembro de 2015


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Fernandes Pimenta

Por Fernando Antonio Bezerra
A genealogia é um ramo da história que nos aproxima das pessoas pelo conhecimento de nossos laços familiares. É muito bom quando nos galhos da árvore genealógica descobrimos novos ramos e nos aproximamos de pessoas que não imaginávamos nossos parentes! Felizmente vários foram os seridoenses que se dedicaram a pesquisar a genealogia e alguns continuam pesquisando, o que nos ajuda a encadear os fatos do passado para compreendermos muitos aspectos do presente.

Um dos troncos antigos do Seridó, iniciado em Caicó, é a família Fernandes, originalmente, chamada “Fernandes Pimenta”. José Augusto Bezerra de Medeiros, político e escritor, descendente do citado ramo familiar, esclarece que “o ramo da família Fernandes Pimenta que habita a região seridoense procede todo elle directamente do casal Cosme Damião Fernandes-Izabel de Araújo, que residiu na Fazenda Cavalcanti, município de Caicó”. Cosme Damião, por sua vez, é neto do português Antonio Fernandes Pimenta e de Joana Francelina (ou Franklina) do Amor Divino. O casal, segundo os pesquisadores, fixou inicialmente residência na cidade de Nossa Senhora das Neves da Paraíba, em seguida em Brejo de Areia, também no estado paraibano e, finalmente, na fazenda Riacho do Pimenta, atual Município de Campo Grande-RN. Do casal Antonio e Joana, dentre outros filhos, nasceu André José Fernandes, pai de Cosme Damião que, como dito anteriormente, é o patriarca da família Fernandes no Seridó.

André José Fernandes casou duas vezes. A primeira, com Ana Francisca do Sacramento com quem gerou uma única filha: Felícia Fernandes Pimenta. Do segundo matrimônio, com Luíza Maria da Encarnação, nasceram três filhos, sendo criados dois: Cosme Damião Fernandes e Manoel José Fernandes. Luíza era filha de Manuel da Anunciação Lyra e Anna Filgueira de Jesus, e irmã do Padre Francisco de Britto Guerra.

Escreve o Desembargador Felipe Guerra, reproduzido pelo grande genealogista e pesquisador Olavo Medeiros Filho, que André José Fernandes indo a uma feira de gado sua mulher – Luíza Maria da Encarnação – “propos-lhe ficar em casa de sua mãe, que morava a poucas léguas de distância, fazenda Jatobá. O marido não concordou. Em sua ausência a mulher realizou a projetada viagem. Por essa 'desobediência' André Fernandes, ao voltar da feira não procurou mais a mulher, vivendo até o fim da vida separado, tendo ido residir em 'Irapuá', entre Apodi e São Sebastião”. Luíza estava grávida de Manoel José Fernandes quando foi abandonada pelo marido. 
Manoel, na idade adulta, foi ordenado Padre recebendo a nomeação de Visitador. Uma rua em Caicó, onde morou, o homenageia: Visitador Fernandes. Ele faleceu no dia 10 de fevereiro de 1858 deixando, em testamento, a libertação de seus escravos e uma sincera devoção a Sant´Ana: “(...) minha Padroeira e Gloriosissima Senhora Santa Anna advogada de minha especial devoção; protestando eu morrer firme na Fé Catholica, em que tenho vivido como verdadeiro Cristão e Ministro de Jesus Cristo”.
Sendo irmã do Padre Guerra suponho que Luíza tenha vindo para Caicó em decorrência do apoio recebido pelo irmão. Sobre a mãe de Cosme Damião Fernandes e do Visitador Fernandes, falecida em 1810, Dom Adelino Dantas escreveu: "quanto a Dona Luíza, mãe do Visitador Fernandes, merece ela, nestas comemorações do seu filho, uma evocação especial, foi uma dessas heroínas, dessas esposas e mães sertanejas, mártires do dever. Teria morrido muito jovem, levando para a eternidade as amarguras de um matrimonio atormentado, que cristãmente suportara”.
Sobre Cosme Damião Fernandes, nascido em 1799, que governou Caicó no período de 1840 a 1843, também Dom Adelino Dantas escreveu: “o Major Cosme, assim chamado por ter pertencido à Guarda Nacional, cidadão probo e honrado, hábil carpinteiro, casou-se com uma filha de Felipe de Araújo, tendo residido no Sitio Cavalcanti. Muito amigo do irmão padre, geriu-lhe os negócios civis. Faleceu repentinamente, no dia 3 de setembro de 1851, de sarampo recolhido, deixando numerosa descendência”. 
De fato, é grande a descendência do casal Cosme Damião e Izabel! Rossini Fernandes, ao falar sobre "José Josias Fernandes, perfil de um homem público" conseguiu relacionar os nomes da segunda geração da família em solo seridoense: Maria Izabel Fernandes casada com Joaquim Apolinar; Francisco Rafael Fernandes - sacerdote católico fundador de São Fernando; Ana Filgueira de Jesus casada com o Major Antonio Garcia de Medeiros; Egídio Malalael Fernandes casado com Olímpia Dantas e, em segundo matrimonio, com Maria Paulina de Araújo; Manuel José Fernandes (meu trisavô) casado com Cristiana Fernandes e, em segundo matrimônio, com Maria Rozalina Bezerra Galvão (minha trisavó); Ananias Fernandes Pimenta casado com Maria Senhorinha de Araújo e, em segundo matrimônio, com Vicência Bernardino de Medeiros; Isabel Fernandes casada com Manuel Clementino Dantas; Ezequiel de Araújo Fernandes casado com Josefina de Araújo Nóbrega e, em segundo matrimônio, com Teresa Bezerra Galvão.
Com tanta descendência, a família Fernandes - inaugurada pelo casal Cosme Damião e Izabel no Seridó - está espalhada muito além do solo potiguar, todavia, com as amarras dos laços e entrelaços do parentesco que nos unem ao velho tronco!
Fernando Antonio Bezerra é potiguar do Seridó
texto arquivado na página nossaterraserido.zip.net

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Homenagem à mãe

Publicação: 13/09/15 - TRIBUNA DO NORTE
Woden Madruga [woden@terra.com.br]

No meio da semana me chega carta do doutor Paulo Bezerra, o ilustre missivista dos sertões do Seridó, escritor afamado, médico e criador de boi em sua fazenda Pinturas entre serras e várzeas do Acari.  Desta feita ele presta uma homenagem a   sua mãe, senhora Maria Jesus Bezerra, cuja vida é um exemplo maior do papel que a mulher sertaneja exerce na formação da família e da sociedade de sua terra. “Tributo à minha mãe” é o título que Paulo Balá deu ao seu belo texto:

“Meu caro Woden:

Peço-lhe licença para lhe falar de quem me trouxe ao mundo.

Maria Jesus Bezerra, minha mãe, nascida em Acary a 9 de agosto de 1896, aprendeu a ler, contar e escrever com sua mãe Olindina Ernestina da Costa Pereira, professora do Grupo Escolar Tomás de Araújo, filha de Antônio Ernesto da Costa Pereira e Ana Maria da Costa Pereira, esta filha do primeiro escrivão de Jardim do Seridó, Luís Magalhães Cirne. Casou a 14 de janeiro de 1914, aos 17 anos, com Silvino Adonias Barbosa, de 22. Casados viveram na cidade, no Cardeiro, no Pai Mané e no Olho Dágua por onde nasceram os dez filhos a termo.

A primogênita, em 1915, morreu cedo; a segunda de 1916 viveu 93 anos; a de 1918 morreu novinha; a de 1920 morreu de parto aos 27; depois o de 22, se foi de câncer aos 65; o de 1924, de falência renal, morreu aos 16 anos quando aluno do internato do Colégio Americano Batista do Recife; aos 75 anos, vítima de uma queda, morreu o de 1925 e, de 1926 a 1928, talvez algum vindo fora de temo a ser perder no caminho... Depois, em 1929, nasce mais um varão, este morto em desastre rodoviário em 1968, em 1931 um natimorto, que seria Joao Batista e, em 1933, fechando o firo, o cidadão que lhe escreve.

E assim corria o tempo de seca a inverno e verão e a luta de todos os dias fazendo queijo, apurando manteiga da terra, costurando as roupas de casa, sacos de feira, regrando a despensa e o apurado das bananas, do leite e das batatas. Nada que se estruísse. E aos filhos as primeiras letras na carta de ABC e os números da tabuada. Pela boca da noite, o sol já perdido no poente, o pelo sinal e as rezas de todos os dias com o pedido de bênção ao pai e à mãe do Céu e ao pai e à mãe da terra. Lições de obediência. Paz entre irmãos. Respeito aos mais velhos. Mas aqui e acolá cantava modinhas da sua mocidade acompanhadas ao violão. Com seu talhe de letra repetitivo e belo escrevia em cadernetas endereços, orações, versos e pensamentos.

Católica por criação e entendimento, pertenceu a várias irmandades onde se dedicou e de alguma foi presidente. Vestiu hábito de franciscana em procissões e, por fim, a lhe servir de vestimenta na viagem derradeira, traje por sua vontade mesmo determinado. No rosário de contas brancas e azuis pendurado no pescoço rezava contrita a pedir salvação para os que se foram e felicidade plena aos que ficaram.

E ainda a almofada, trazida pelos portugueses no século XIX, a ser tida como um patrimônio da humanidade, por ela fora trabalhada tantas vezes. Era um cilindro de pano cheio de folha seca ou de algodão, carecendo de bilros, alfinetes, espinhos de xiquexique, linha e cartão perfurado, virando até atividade rentável. A dança dos bilros de madeiro presos por sua extremidade em linha de carretel, trocados de mão em mão, cruzando para um e outro lado, numa ligeireza incrível, enchia o ar de um batuque ritmado e seco resultante do choque das cabeças. Espinhos de xiquexique sustentavam o cartão de furos, modelo da peça que se fazia e os bilros momentaneamente não utilizados. O aprumo, ao longo da obra, era mantido pelos alfinetes para reproduzir o desenho do cartão. Desse trabalho saia o bico com um aceiro liso e outro franjado ou a renda com duas franjas, segundo o modelo. Da minha Olindina passou à minha mãe esse ofício que saudoso aqui recordo e as minhas irmãs aprenderam.

Nos meus tempos de ginasiano e ainda depois disso, eu e José Sueco de Medeiros fizemos sólida amizade, ele ali chegado de São José da Bonita com os pais e irmãos, sendo o chefe da família funcionário dos Correios e Telégrafos então sob as ordens de Mário Gonçalves de Medeiros, um homem de muito caráter que a Paraíba nos mandou. O nosso tempo era em parte consumido em decifrar charadas encontradas em revistas ou jornais, o que era raro por ali àquele tempo, ou por nós inventadas como “a catinga zomba da cidade, 2 e 1”, com a resposta – catinga / aca e zomba / ri – Acari, e assim por diante. Também o mexe-mexe e o jogo do impugno eram o passatempo de tardes e manhãs com a participação do Dr. Mário da Silva Neto.

E até se falou em biblioteca quando alguns livros foram arrebanhados como, se bem me lembro, de uma coleção de quatro (ou seis?) livros sobre a Segunda Guerra que eu havia lido não sabendo, porém, qual o fim daquele nosso sonho. Talvez tenha ficado queimando que nem fogo de monturo... Outro ponto de convergência entre nós era a Irmandade dos Vicentinos atinente à Sociedade de São Vicente de Paulo, com uma casa adjacente ao cemitério que também levava o mesmo nome, consistindo em angariar meios para prover a precisão de muitos. Ali viveu um meu parente, acossado de tuberculose. Era o antigo seminarista Jonas (*15 de setembro de 1915), descorado, pouco de corpo, emagrecido, filho de Sóter Pereira de Araújo, primo legítimo do meu pai.

Ora, Biblioteca é um termo derivado de duas palavras do grego: ‘biblio’, que significa livro e ‘theke’, que quer dizer depósito. Portanto um depósito de livros aberto à leitura é uma biblioteca como a da nossa cidade, com 18.000 volumes. A de Alexandria, no Egito, fundada quatro séculos a.C., tinha 700 mil livros e foi destruída por um incêndio. A do Congresso Americano conta com 30 milhões de exemplares, com o dobro em manuscritos, além de papéis raros. A Biblioteca Nacional, possui 9 milhões de peças sendo, pelo seu acervo, considerada a sétima do mundo.

Entonce que, a 22 de novembro de 1960, por ato do prefeito Francisco Seráfico Dantas, o seu nome foi dado à Biblioteca Municipal em louvor à humilde, discreta e caridosa mulher que deixou como exemplo sua dedicação à Família e à Igreja.

Seus descendentes – o filho, netos, bisnetos e tetranetos – agradecem. ”

Poetisa Maria Natividade Cortez Gomes( Nati Cortez) é homenageada pelos vereadores e Prefeito de Natal

LEI N.º 6.550 DE 04 DE SETEMBRO DE 2015
Institui, no Calendário Oficial de Natal, o Dia Municipal do Livro Infanto-juvenil, e dá outras
providências.
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE NATAL;
Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1° - Fica instituído, no Calendário Oficial de Natal, o Dia Municipal do Livro Infanto-juvenil,
a ser comemorado anualmente, em 08 de setembro, data natalícia da escritora Nati Cortez.
Art. 2° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Palácio Felipe Camarão, em Natal/RN, 04 de setembro de 2015.
CARLOS EDUARDO NUNES ALVES

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Adiado o reencontro da família Galvão

O tradicional encontro da família Galvão, em Currais Novos/RN,  foi cancelado. Somente na Semana Santa de 2016 e que a família Galvão fazer a próxima reunião. Motivo: O Aero Clube de Currais Novos está interditado.
No dia 12, sábado, haverá o encontro das famílias Medeiros e Paulo, organizados por Djalma e Nerivaldo. Não foi revelado o local da confraternização.

Ministra da Igualdade Racial, Nilma Lino, fará a aula magna da UFRN

Ministra da Igualdade Racial, Nilma Lino, fará a aula magna da UFRN

(Sirleide Pereira – Ascom-reitoria/UFRN)



A aula magna do segundo semestre de 2015 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) será no próximo dia 28, no auditório da reitoria, com a ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Brasil - a primeira negra do País a comandar uma universidade federal.

Professora pedagoga e doutora em Antropologia Social, a mineira Nilma Lino Gomes aceitou o convite da reitora Ângela Maria Paiva Cruz para protagonizar um dos principais momentos da vida acadêmica de uma instituição universitária.   A aula magna do segundo semestre da UFRN será aberta ao público e a temática será divulgada em breve.

Trajetória

Pós-doutora em Sociologia pela Universidade de Coimbra, de 2004 e 2006 Nilma Lino Gomes presidiu a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN). Entre 2010 a 2014 participou da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, atuando na comissão técnica nacional de diversidade para assuntos relacionados à educação dos afro-brasileiros. Em 2013, assumiu o comando da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB).

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Família Maranhão, alguns apontamentos.


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Matemático, sócio do IHGRN e do INRG.
Este ano de 2015 é o centenário do nascimento de Djalma Maranhão. Há certo tempo, tenho recebido muitas indagações sobre a ascendência dele. Infelizmente, não tenho encontrado documentos que possam comprovar os elos entre ele e a família Albuquerque Maranhão. Há indícios dessa ligação mas não tive acesso aos registros que indiquem quem é o pai de Luiz Ignácio Maranhão, avô de Djalma e de Luiz Ignácio Maranhão Filho. Nada encontrei sobre isso nos trabalhos do incansável Câmara Cascudo. Enquanto isso, continuo pesquisando. Agora, trago alguns registros encontrados sobre alguns membros da família Albuquerque Maranhão e da família de Djalma.
De início, lembramos de dois filhos famosos de Jerônimo de Albuquerque Maranhão: Antonio de Albuquerque Maranhão e Mathias de Albuquerque Maranhão, ambos contemplados, duas vezes, com sesmarias aqui no Rio Grande do Norte, pelo pai, uma nas Salinas do Norte, 40 léguas de Natal, e a outra na Várzea de Cunhaú. Nessa família, ao longo dos tempos, muitos nomes se repetiram, gerando algumas confusões. Nas genealogias já escritas temos que Mathias gerou Affonso e Affonso gerou Gaspar.
Dos registros mais antigos da Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, encontramos as informações que se seguem.
Aos três de outubro de 1693, em a Capela de Nossa Senhora da Purificação, batizou o Padre Jerônimo de Albuquerque, da Companhia de Jesus, a Mathias (mesmo nome do avô) filho do capitão Affonso de Albuquerque Maranhão, e de sua mulher D. Izabel Pacheca. Foram padrinhos Pedro de Albuquerque e D. Apolônia. Do que fiz este assento, em que me assino. Basílio de Abreu e Andrade.
O capitão Affonso de Albuquerque Maranhão aparece como padrinho, aos 10 de junho de 1688, na Capela de Santo Antonio, de Bonifácio da Rocha Vieira, filho do capitão Theodósio da Rocha e de sua mulher D. Antonia; Em 3 de dezembro de 1690, na Capela de Cunhaú, o Mestre de Campo, Antonio de Albuquerque da Câmara e D. Apolônia, foram padrinhos de um filho de Lúcia de Barros; e a 30 de setembro de 1694, na Capela de Cunhaú, João de Albuquerque Maranhão foi padrinho de Domingos, filho de André Soares e de sua mulher Helena Lima.
Já no século XVIII, encontramos que: Luiza, filha legítima de Mathias de Albuquerque Maranhão, natural da Freguesia de Goianinha e de Antonia Lopes Ribeiro, natural da cidade da Paraíba, neta pela parte paterna de Feliciano de Albuquerque Maranhão, natural da Paraíba, e de Francisca Mendes da Sylva, natural da Freguesia Nossa Senhora dos Prazeres de Goianinha e pela materna de Francisco Moreira da Sylva e de Maria Páscoa de Souza, naturais da cidade da Paraíba, nasceu aos treze de março do ano de 1770, e foi batizada com os Santos Óleos, de licença minha, nesta Matriz, pelo Padre Coadjutor Bonifácio da Rocha Vieira, aos cinco de maio do dito ano; foram padrinhos o Sacristão Francisco Álvares de Mello, solteiro, e Thereza Antonia de Aguiar, filha de Cosma Damiana.  Do que mandei fazer este assento em que me assinei. Pantaleão da Costa de Araújo. Vigário do Rio Grande.
Na parte das patentes vamos encontrar outras informações que confirmam elos entre membros da família Maranhão.
Aos 23 de outubro de 1750, foi passada pelo capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques a Gaspar de Albuquerque Maranhão, fidalgo de Sua Majestade, neto do grande Mathias de Albuquerque Maranhão, como consta da carta, a patente de capitão-mor das Ribeiras de Cunhaú e Goianinha.
Em 20 de maio de 1785, foi passada, em Lisboa, foro de Fidalgo Escudeiro para André de Albuquerque, da capitania da Paraíba do Recife de Pernambuco, filho de Gaspar de Albuquerque Maranhão e neto de Affonso de Albuquerque Maranhão. Este André de Albuquerque Maranhão gerou um filho de mesmo nome, que participou da Revolução de 1817, tendo sido assassinado nesse mesmo ano quando estava à frente do governo do Rio Grande do Norte.
Em 1785, encontramos André de Albuquerque Maranhão como administrador dos títulos de cobrança das miunças da Ribeira de Apodi.
Em 22 de abril de 1859, nascia Firmina, filha do Doutor Antonio Felippe de Albuquerque Maranhão e Firmina Leopoldina de Albuquerque Maranhão, moradores em Belém, tendo sido batizada aos 9 de abril de 1860 em Papari, tendo como padrinhos o Comendador André de Albuquerque Maranhão e Dona Felippa de Albuquerque Maranhão Junior.
Em 27 de abril de 1860, em Papari, encontramos como padrinhos Ignácio de Albuquerque Maranhão Junior, juntamente com Dona Firmina Leopoldina de Albuquerque Maranhão.
Da família de Djalma, já encontramos os registros que se seguem.
Aos dezesseis de maio de mil novecentos e dezoito, na Sé, de minha licença, o Padre Antonio Ramalho batizou, solenemente, Cloves (Clóvis), nascido a 21 de dezembro de 1917, filho de Luiz Ignácio Maranhão e Maria Salomé Maranhão. Foram padrinhos Antonio Moreira Silva e Adélia Augusta Moreira Silva. Do que mandei fazer este termo que assino. Mons. Alfredo Pegado, encomendado da Freguesia.
Aos 12 de agosto de 1923, nascia em Ceará-mirim, Cândida de Carvalho Maranhão, filha de Luiz Ignácio Maranhão e Maria Salomé de Carvalho, tendo sido batizada  aos 25 de março de 1924, na Catedral, sendo padrinhos João Severiano da Câmara e Maria Gomes da Câmara, por seus procuradores Josué Felismino de Albuquerque Maranhão e esposa. Sobre esse Josué não encontrei maiores informações.
Aos 25 de janeiro de 1921, nascia em Natal, Luis Ignácio Maranhão, filho de Luis Ignácio Maranhão e Maria Salomé Maranhão, tendo sido batizado na Catedral aos dois de janeiro de 1922, tendo com padrinhos Dr. Alfredo Lyra e Nethercia Maranhão. Segundo esse registro, ele casou em 1956, na Igreja Santa Terezinha, com Odette Rosalli de Amorim Garcia.
Não encontrei o batismo de Djalma, nem o de Netércia. Até agora só encontrei um registro de filho de Djalma Maranhão: A dezoito de novembro de mil novecentos e quarenta e cinco, nesta matriz de Nossa Senhora da Apresentação de Natal, o Reverendo Coadjutor Padre Benedito Basílio Alves batizou solenemente Lamarck, nascido a oito de agosto de mil novecentos e quarenta e cinco, à rua Jundiaí, 690, residência dos pais, filho legítimo de Djalma Maranhão e de sua esposa Dária Cavalcanti Maranhão, ele funcionário público, ela doméstica; avós paternos Luz Ignácio Maranhão e Maria Salomé de Carvalho Magalhães; e materno de Augusto de Souza e Leopoldina Galvão de Souza, padrinhos Rui Moreira Paiva, comerciante, e esposa D. Maria do Carmo Almeida Paiva, Av. Rodrigues Alves, 410, e para constar mandei lançar este termo que assino. Monsenhor José Landim.
Na publicação “Personalidades da História do RN”, aparece, como um avô de Djalma, um importante senhor de engenho  de São José, Joaquim Felismino de Albuquerque Maranhão, mas nada encontrei até agora sobre esse senhor.
Este artigo será atualizado sempre que encontramos mais informações sobre os familiares de Djalma Maranhão

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Documentário compara Serra Catarinense com o Seridó potiguar.

Cerca de 3,5 mil quilômetros separam o Sertão Potiguar da Serra Catarinense, no Sul do país, mas o jornalista e cineasta Fernando Leão coloca as duas regiões lado a lado em um documentário a ser exibido em Caicó e outras cidades do RN. O longa-metragem “Da Serra ao Seridó – Vivências em um Brasil de Contrastes” apresenta os dois locais, através da memória dos seus próprios habitantes, a partir de uma oficina de vídeo que o jornalista ministrou em Caicó, o qual ficou impressionado em ver como a maneira acolhedora e calorosa de receber é muito parecida com o jeito serrano, segundo ele disse em entrevista à Rádio Rural de Caicó.
 
Leão assina a direção, a fotografia e a montagem da obra e contou com o apoio de Lourival Andrade Júnior, historiador e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), para as gravações na região do Seridó. O diretor do Centro Cultural, Alexandre Muniz, está auxiliando na pós-produção e divulgação da produção. [com informações da página da rádio rural]
Abaixo, os locais de exibição no Seridó e outras datas e lugares já confirmados:
Caicó:
12/08 (Quarta) – UFRN/ Auditório CERES, às 19h30;
13/08 (Quinta) – Centro Cultural Adjuto Dias, às 19h30;
18/08 (Terça) – SESC Concha Acústica, às 19h30.
Serra Negra do Norte:
14/08 (Sexta) - Centro de Cultura Popular Oswaldo Lamartine de Faria, às 19h30.
Florânia:
16/08 (Domingo) - Centro Cultural Erivaldo Freire Bezerra, às 20h30.
Currais Novos:
17/08 (Segunda) – UFRN, às 19h30.
Cruzeta:
19/08 (Quarta) – Escola Estadual Joaquim José de Medeiros, às 19h30.
Natal:
21/08 (Sexta) – UFRN/Auditório B do CCHLA, às 19h.
©2015 www.AssessoRN.com | Jornalista Bosco Araújo - Twitter @AssessoRN


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 8/11/2015 11:00:00 AM

sábado, 8 de agosto de 2015

Os primos dos Sá Leitão de Assu/RN.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A LAPINHA EM RECIFE

A LAPINHA COM OS PRIMOS DO RECIFE

A família Valença ficou famosa por conta da tradicional opereta natalina O Presépio dos Irmãos Valença, encenada pela primeira vez no Recife, em 1865, pelo casal João Bernardo do Rego Valença e Dona Ana Alexandrina do Rego Valença, avós dos instrumentistas e compositores João Vitor do Rego Valença e Raul do Rego Valença, no Sítio dos Valença, que fica no bairro da Madalena. A origem do Presépio é de Aracati, Ceará, e veio para o Recife por intermédio de Dona Alexandrina (Irmã de Joaquim de Sá Leitão). Interrompidas as encenações em 1880 e 1900, João e Raul reativaram a opereta em 1910. O Presépio passou por muitas dificuldades para manter suas apresentações. Atualmente, está na sua sexta geração e é encenado restritamente para a família e amigos.

Fonte: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?

APRESENTAÇÃO EM 2013
O Presépio dos Irmãos Valença, com 148 anos de existência, em dezembro de 2013 ganhou duas apresentações no Teatro Hermilo Borba Filho.  A encenação é foi uma homenagem pelo Ciclo Natalino 2013 organizado pela Prefeitura do Recife.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2013/12/12/internas_viver,479255/presepio-dos-irmaos-valenca-faz-curta-temporada-no-teatro-hermilo-borba-filho.shtml