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Este blogue sempre destacou a família Cortez, Gomes de Melo, Pegado Cortez, Bezerra e Dantas, mas está aberto a todos os pesquisadores para divulgar informações genealógicas das famílias do Seridó. "Marica Pegado" continuará a ícone histórica do blogue.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Cronista escreve sobre os Batista do Seridó.



DOS BATISTAS DO SERIDÓ

Por Fernando Antonio Bezerra*

Esclareço, logo no início, que a pesquisa original não é minha. Fui encontrá-la nas letras produzidas pelos grandes genealogistas Arysson Soares da Silva, José Augusto Bezerra de Medeiros, Olavo de Medeiros Filho e Sinval Costa. Referem-se os ilustres pesquisadores a numerosa família Batista do Seridó que José Augusto menciona como uma das recentes da região, contudo, “das que maior descendência tiveram, principalmente no município de Caicó, a cujo progresso tem prestado bons e leais serviços. Uma característica digna de acentuar na família Batista é a longevidade. Vários de seus membros tem conseguido transpor um século de existência”.

Segundo os citados autores, o tronco principal da família Batista do Seridó é o casal João Batista dos Santos e Maria Marcelina da Conceição. Sobre João o que se tem é que é filho de João Alves dos Santos e Helena Dorneles de Bittencourt ou Helena Rosário de Melo. Os pais de Marcelina são: Antonio de Azevedo Maia (2º) e Micaela Dantas Pereira. O casamento ocorreu na Fazenda Conceição, no dia 25 de agosto de 1791. O nome Batista, segundo Sinval Costa, decorre da avó de João, mãe de João Alves, chamada Joana Batista da Encarnação, esposa de Domingos Álvares dos Santos ou Domingos Alves dos Santos.

João Batista e Marcelina moraram um período no brejo paraibano; após a seca de 1825, na Fazenda Travessia, freguesia de Patos, e no “Catururé” no atual território de Jardim do Seridó. Maria Marcelina faleceu em 1844, no dia 26 de maio. João Batista foi mais além, ficando sob a guarda de seu filho, o Major Batista da Inez.

Aliás, do casal João Batista e Maria Marcelina a primeira descendência é formada pelos filhos: Maria Joaquina da Conceição; Antonio Batista dos Santos; Antonia Maria da Conceição (Totonha Parteira); José Batista dos Santos (ten-coronel José Batista); Manoel Batista dos Santos (Major Batista, da Inez); João Batista dos Santos (2º); Joaquim Alvares dos Santos; Ana Maria de Jesus; Alexandre Batista dos Santos; Isabel Maria de Jesus; Caetano Batista dos Santos; Cosme Batista dos Santos; Francisco Batista dos Santos; José Alves dos Santos.

Em genealogia, apesar do cuidado dos pesquisadores, um ou outro nome pode escapar, mas da prole numerosa de João Batista e Maria Marcelina alguns merecem registro adicional. Antonio Batista dos Santos, por exemplo, é considerado o fundador de Jucurutu. A história anotou que Antonio Batista, por gratidão e fé, construiu a capela em honra a São Sebastião por graça alcançada, fato que marcou o início de Jucurutu. Por sua vez, o Tenente-coronel José Batista dos Santos, ao fundar a Fazenda Timbaúba, constituiu o marco histórico de fundação de Timbaúba dos Batistas, cidade posteriormente desmembrada do Município de Caicó por proposição do Deputado Manoel Torres de Araújo. O Major Batista, da Inez, outro filho mencionado, foi grande empreendedor, um dos maiores proprietários de terras no Seridó que a gente ama.

E daí por diante… Um Batista de hoje, dificilmente, não tem no sangue um pouco do casal João Batista e Maria Marcelina e de seus descendentes. Não é muito se avaliarmos outras nações, mas já se vão, pelo menos, 250 anos de presença da família Batista no Seridó do Brasil, alguns até sem o sobrenome, mas com o sangue misturado a partir da descendência do primeiro núcleo mencionado.

Enfim, as novas gerações vão chegando, a família aumentando, os ramos da árvore criando novas derivações e o Seridó, pelos laços e entrelaços da vida, vai se consolidando como a boa terra dos primos e primas, onde a maioria se reconhece pelo parentesco, fato que deve ser celebrado, algo que motiva fraternidade e reencontros.

*Fernando Antonio Bezerra é potiguar do Seridó, advogado e membro do Instituto de Genealogia do Rio Grande do Norte. Com post em Substantivo Plural.
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sexta-feira, 7 de julho de 2017

A enigmática e rica região no Oceano Pacífico que pode redefinir o futuro da mineração

Carlos Serrano
BBC Mundo


  • 7 julho 2017

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Imagem de um nódulo de manganêsDireito de imagemNAUTILUS MINERALS
Image captionA região de Clarion-Clipperton é rica em nódulos de manganês, que contêm minerais como cobre e níquel

A região Clarion-Clipperton, no oceano Pacífico, guarda no fundo do mar um tesouro que representa um dilema para toda a humanidade.Ali, a 4 mil metros abaixo da superfície marinha, distância equivalente a cinco vezes o tamanho do Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, encontram-se vastos depósitos de nódulos de manganês, pedras ricas em níquel, cobre, cobalto e outros minerais essenciais para a fabricação de equipamentos - de celulares a baterias para carros elétricos e painéis solares.
É um tesouro para as companhias mineradoras, mas também para o mundo inteiro, que cada vez mais depende de equipamentos eletrônicos.
  • Nada de tubarões ou cobras: 6 animais assassinos que você talvez não conheça
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"Precisamos de mais metais", disse à BBC Mundo Michael Johnston, diretor da Nautilus Minerals, uma das empresas com licença para explorar a região Clarion-Clipperton com fins mineradores. "De alguma maneira temos que usá-los".
Mas a região Clarion-Clipperton (CCZ, na sigla em inglês) também é um dos lugares do mundo de maior interesse para ambientalistas e cientistas.
Primeiro porque se sabe muito pouco sobre ela e, segundo, porque, com o pouco que se conseguiu explorar ali até agora, se mostrou uma região particularmente diversa, com um número maior de espécies em relação a outros habitats submarinos.
"Corremos o risco de destruir algo que ainda não entendemos completamente", adverte Astrid Leitner, uma das biólogas marinhas que trabalha no Projeto Abyssline, que busca montar um panorama do ecossistema da CCZ antes do início da extração mineradora.
"Poderíamos perder uma rica diversidade de animais antes de saber que eles existem".


Image captionA região Clarion-Clipperton abriga uma diversidade de espécies que dependem dos nódulo de manganês

Como é a região Clarion-Clipperton

A área da CCZ equivale a aproximadamente duas vezes o tamanho do México e se estende entre a costa desse país e o Havaí.
O nome se deve à fronteira ao norte com a ilha Clarion, que pertence ao México, e ao sul com a ilha Clipperton, que pertence à França.
Seu fundo marinho é uma região escura, com temperaturas abaixo dos dois graus centígrados e uma pressão 400 vezes maior que a da superfície.
Antes, pensava-se que era apenas uma planície, mas análises mais recentes mostraram que é um terreno heterogêneo, com morros e vales, montanhas, crateras e caldeiras com paredes esculpidas por erupções vulcânicas.
O fundo marinho, que à primeira vista parece ter pouca vida, está cheio de ouriços-do-mar, pepinos-do-mar, estrelas, esponjas, anêmonas, vermes, crustáceos e corais.
Também há peixes de até um metro de comprimento que circulam no fundo do mar em busca de alimento.

Os nódulos da discórdia

A comunidade científica e as companhias mineradoras concordam que se sabe muito pouco dessa região. Ambos trabalham juntas para coletar o maior número de informações sobre a CCZ antes que a extração de minerais seja permitida.


Image captionA tarja amarela representa a região da Clarion-Clipperton

E ainda que por motivos diferentes, eles se concentram no mesmo alvo: os nódulos de manganês. Esse é o tesouro que as mineradoras querem extrair e os ambientalistas querem preservar.
Esses nódulos, do tamanho de uma bola de beisebol, são acumulações de minerais especialmente ricos em cobre, níquel e cobalto, que são usados na produção de grande parte dos equipamentos tecnológicos que usamos todos os dias.
Cada uma dessas "pedras" leva entre milhares e milhões de anos para se formar.
Ainda que não existam cálculos exatos, estima-se que a CCZ poderia abrigar 27 milhões de toneladas de nódulos.
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Não se sabe, entretanto, se essa quantidade toda será acessível.
Mas Michael Johnston, da Nautilus Minerals, calcula que, no ritmo do consumo de hoje, a CCZ terá cobre o suficiente para abastecer o mundo durante os próximos 30 anos.
Biólogos e ambientalistas descobriram que, de alguma maneira, todo o ecossistema da CCZ está conectado aos nódulos.
Algumas espécies de esponjas e anêmonas precisam da superfície dura dos nódulos para viver. Vídeos gravados na CCZ também mostram que nos lugares onde há mais nódulos há uma quantidade maior de peixes, com tamanho e diversidade maiores que espécies em áreas com menos nódulos.
"Isso tem grandes implicações", diz Leitner, "porque basicamente o que a mineração faz é retirar esses módulos para sempre."


Image captionCientistas e mineradoras trabalham juntos para obter mais informações sobre ecossistema

Os especialistas advertem que é preciso fazer mais investigações para medir com precisão qual será o impacto da mineração sobre esse ecossistema.
Na semana passada, um grupo de cientistas - alguns deles financiados pela Nautilus para explorar a CCZ - publicaram uma carta na revista científica Nature na qual afirmam que "é provável que a maior parte da perda da biodiversidade causada pela mineração no fundo do mar dure para sempre".
Johnston, respondeu às advertências dos cientistas dizendo que estes "foram longe demais".
"Ninguém está tentando destruir essa região, estamos vendo o que se pode fazer causando o menor impacto possível. A mineração submarina é uma oportunidade para não repetirmos os erros cometidos na mineração terrestre."


Image captionHá muito mais vida no fundo do mar do que pode parecer

Os cientistas se esforçam agora para fazer um diagnóstico da região que permita regular a exploração da área.
Já as empresas de mineração também se preparam para quando chegar o momento de poder extrair os nódulos.
"Me preocupa que a tecnologia mineradora avança muito mais rápido que a ciência que poderia proteger a região Clarion-Clipperton", disse à BBC Mundo Craig Smith, o principal pesquisador do projeto Abyssline e professor de oceanografia da Universidade do Havaí.

Quem manda na CCZ?

A CCZ é Patrimônio da Humanidade, ou seja, nenhum país pode declarar soberania sobre ela.
A entidade encarregada de mediar os interesses mineradores e a proteção do meio ambiente na CCZ é a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhas (ISA, na sigla em inglês), um órgão ligado à ONU.


Image captionNódulos de manganês são pedras ricas em níquel, cobre, cobalto e outros minerais essenciais para a fabricação de equipamentos eletrônicos

A ISA, da qual fazem parte 167 países e a União Europeia, organiza e controla as atividades que são realizadas no fundo do mar nas águas internacionais, ou seja, não responde à jurisdição de nenhum país.
A ISA outorgou 16 licenças de exploração com fins de mineração na CCZ.
Entre os contratantes, estão governos de países membros da ISA e companhias privadas patrocinadas por esses países.
Hoje, a CCZ tem 32% do seu território sob contratos de exploração, 35% definido como área protegida e 33% reservado para exploração por parte de países em desenvolvimento.
  • 5 'segredos' da Cientologia revelados em documentário
A ISA está desenvolvendo um regulamento para a exploração que deve ficar pronto até 2020.
Uma das regras que já estão definidas é que, quando a exploração começar, os benefícios provenientes dos recursos minerais encontrados serão divididos de forma igualitária entre os países membros da ISA.
Calcula-se que a exploração mineira na CCZ comece em entre 5 a 10 anos, mas, até agora, nenhuma das 16 companhias ou consórcios com presença na região manifestaram um interesse explícito em dar início à extração.
Mineradoras e cientistas continuam sua corrida contra o tempo - e dos seus esforços dependerá o futuro dessa região enigmática que pertence a toda a humanidade.
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Dia de campo Estação Trangola lança em Currais Novos a Agrotrilha Brasileira (Sirleide Pereira – Ascom-Reitoria/UFRN)




NO próximo sábado, 24, o projeto Defeso da Caatinga das instituições públicas e privadas de ensino superior do Estado estará realizando o Dia de Campo Estação Trangola, e o lançamento da Agrotrilha Brasileira no Assentamento Trangola, em Currais Novos, na Região Seridó do Rio Grande do Norte. O objetivo é valorizar a agricultura familiar e repassar práticas de recuperação do Bioma Caatinga.

Pioneira no Estado e aberta à sociedade, a atividade acontecerá as 08h da manhã às 16h. Sob a liderança de pesquisadores e professores do Grupo Caatingueiros, e do Diretório Multidisciplinar e Interinstitucional UFRN-IFRN-INPE-UERN-UFERSA do CNPq/2016, os participantes vão conhecer métodos agroecológicos para recuperação de solo e da Caatinga.

Além disso, poderão visitar 13 estações relacionadas aos temas Gastronomia e Cultura; Saúde Animal; Revegetação da Caatinga; Uso da Moringa na Alimentação Humana e Animal; Banco de Sementes; Políticas Públicas; Tecnologias Sociais; Aquaponia Sertaneja; Clima e Monitoramento; Identificação de Plantas Nativas, e Favela e seu plantio.

Coordenado pela professora Magda Maria Guilhermino, da Escola Agrícola Jundiaí (EAJ) do Campus UFRN Macaíba, o projeto contará, também, com a participação especial de alunos de graduação e da pós-graduação, de representantes da Secretaria da Agricultura e do Turismo de Currais Novos e do artista plástico Adriano Santori, artista sertanejo. Quem é da UFRN deve se inscrever no SIGAA, na atividade “Estação Trangola Participantes”. Já os participantes de fora devem acessar nosso blog http://grupogeparnufrn.blospot.com.br
Área de anexos
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domingo, 21 de maio de 2017

Detalhamento de QUEM FOI O BARÃO DE RAMALHO: escreve RAMALHO LEITE

BARÃO DE RAMALHO
RAMALHO LEITE
QUEM FOI O BARÃO DE RAMALHO

Vim descobrir recentemente por que a família da minha esposa fazia restrições ao seu casamento comigo. Para casar, tive que roubar a moça. O coronel Camporra, irmão do Barão de Araruna era seu trisavô. Com essa ascendência nobre, como permitir a união com o filho de um plebeu, cujo mais ilustre membro familiar era tenente da Guarda Nacional? Mas a história abre caminhos e a genealogia nos leva a conhecer o passado. Em busca desses ancestrais encontrei Joaquim Inácio Ramalho, Barão de Ramalho, um ilustre homem do direito, contemplado com todas as honrarias do Segundo Império. Um dia ainda vou reivindicar esse titulo de nobreza. Só não sei perante qual juízo...
Filho de um espanhol, o futuro barão nasceu a 6 de janeiro de 1809, em São Paulo.Os irmãos Antonio Nunes Ramalho (parente da Elba) e Anna Felisberta Ramalho foram seus pais de criação, recebendo deles o sobrenome Ramalho. Foi dos primeiros alunos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco onde se bacharelou em 1834 e foi doutor em 1835. No ano seguinte já era professor substituto da mesma escola onde se graduara. Dez anos depois foi eleito vereador e presidente da Câmara de São Paulo. Sua destacada atuação lhe valeu a nomeação, através de decreto imperial, para a presidência da Província de Goiás, até 1848 quando se elege deputado geral por Goiás. No retorno, foi deputado provincial paulista, por duas legislaturas. É ainda comendador da Ordem da Rosa e da Ordem de Cristo.
Conselheiro do Governo Imperial  lidera um grupo de advogados para fundar o Instituto dos Advogados de São Paulo, ativo ainda hoje. Depois de aposentado como catedrático da Faculdade de Direito foi distinguido pelo Império com o baronato. Denominado Barão de Água Branca, em homenagem à cidade alagoana do mesmo nome, recusou o titulo. Somente aceitaria o titulo de Barão, caso houvesse referencia à família de sua esposa Paula da Costa Ramalho, filha de um dos Ramalho que o criara. Assim, em 28 de maio de 1887, torna-se o Barão de Ramalho.Nomeado diretor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, ocupa esse cargo até sua morte em 15 de agosto de 1902, aos 93 anos.
Em artigo sobre os Notáveis do Direito, Alessandro Hirata, livre docente da USP, considera o Barão de Ramalho “um exemplo de carreira dedicada à academia.Passou a maior parte de sua longa vida nos bancos da São Francisco. Sua atuação é modelo não apenas para a tradicional faculdade paulistana, mas para todo o mundo acadêmico jurídico”.
Acabei de falar sobre o Barão de Ramalho brasileiro. Dona Maria II, de Portugal, contudo, destacou  um político do Açores com o titulo de Barão do Ramalho.Chamava-se  Antonio Tomé da Fonseca Carvão Paim Câmara, o 1º Barão. Seu neto, Antonio da Fonseca Carvão Paim da Câmara, foi o 2º. Barão e  além de político e jornalista foi governador civil, por diversas vezes, do Distrito de Angra do Heroismo e de Ponta Delgada até 1878. Cavalheiro da Casa Real, comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, eram alguns dos seus títulos. Era formado em Ciências Naturais pela Universidade de Bruxelas.
Com essa ascendência nobre, tanto brasileira quando d’além mar, juntei a Casa dos Aragão com a Casa dos Ramalho e ainda hei de reivindicar o meu titulo de nobreza. O coronel Camporra que me aguarde! 
Extraído so saite www.ramalholeite.com.br
O autor é jornalista e escritor, membro da Academia de Letras da Paraíba e ex-deputado estadual.
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terça-feira, 11 de abril de 2017

IMPORTANTÍSSIMO


 Tendo em conta o projeto de modificação estatutária, criando cadeiras para os associados, conforme seleção de 200 Patronos Ilustres, o IHGRN tem a necessidade de saber o interesse dos associados em assumir essas cadeiras, com os encargos decorrentes, um dos quais estarem adimplentes, foi expedido um Ofício Circular para se obter as respostas necessárias, conforme abaixo:       

De: Instituto Histórico e Geográfico do RN <ihgrn.diretoria@uol.com.br>
Enviado: sexta-feira, 7 de abril de 2017 11:26
Para:  TODOS OS ASSOCIADOS
Assunto: ENC: Manifestação de vontade - sollicita expressar

OFÍCIO CIRCULAR No 001/2017
= PARA TODOS OS SÓCIOS =
Caro Confrade
O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte passará por transformações estruturais significativas, com a alteração do Estatuto Social, instituição do Regimento Interno e criação de Cadeiras com os seus respectivos Patronos, a exemplo da maioria das instituições congêneres do pais.
Nesse sentido, necessário se faz manifestar a sua intenção de continuar integrando o quadro de sócios dessa instituição cultural, através da manifestação da sua vontade, expressada por escrito.
Caso seja manifestada a vontade de continuar integrando o IHGRN, imperativo se faz a colaboração real e efetiva do sócio, no dia a dia da instituição.
Caso não haja essa manifestação formal, até o dia trinta de abril do ano de dois mil e dezessete (30/04/2017), entender-se-á que não há interesse em continuar como sócio desta casa e, portanto, o desligamento da sociedade será automático.

A DIRETORIA

OBS.: Os associados adimplentes permanecerão na categoria de sócio efetivo, mas sem vinculação às cadeiras.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A Baronesa de Ceará-Mirim e os mártires de Uruassú

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com




Na internet, tomamos conhecimento que as informações sobre o Barão de Ceará-Mirim continuam desencontradas. Tanto há discordâncias quanto ao nome do pai de Manoel Varela do Nascimento, quanto a data do seu nascimento. Por mais pesquisa que se faça, não se chega a um denominador comum. E mesmo com a divulgação do seu casamento, vários  escritos sobre o barão não corrigiram suas informações.
Minha família Trindade, lá de Angicos, vivia, em sua maioria, em Santa Luzia, onde se localiza uma das propriedades do barão. Encontramos, vários eventos religiosos onde Manoel Varela do Nascimento e seus familiares se apresentaram  como padrinhos ou testemunhas.
Para exemplificar, em 27 de dezembro de 1855, na Matriz de São José de Angicos, ocorreu o batizado de Francisca, filha legítima de João Batista da Costa Xavier e de Michaela Francisca da Trindade, esta minha tia-bisavó. A batizada tinha nascido aos 30 de novembro desse mesmo ano, e teve como padrinhos Manoel Varela do Nascimento e sua esposa Bernarda Varela Dantas, moradores em Extremoz, por procuração passada ao casal José Bonifácio da Trindade e Rosa Maria da Conceição.
As dificuldades para se fazer algumas genealogias aumentam quando uma mesma pessoa aparece com vários sobrenomes, e algumas vezes com nomes diferentes.
A ascendência de da Baronesa é mais rica em informações, pois vai até os mártires de Uruassú, Antônio Vilela Cid e Estevão Machado de Miranda. Ela era filha de Francisco Teixeira de Araújo e de Izabel Xavier de Sousa, que casaram em 8 de fevereiro de 1804. Esses pais de dona Bernarda eram parentes muito próximos, pois foram dispensados no 3° e 4º graus de consanguinidade. Os pais de Francisco Teixeira de Araújo eram o português José Teixeira da Silva e Thereza Duarte de Jesus, enquanto os pais de Dona Izabel eram o capitão Francisco Xavier de Sousa e Dona Bernarda Dantas da Silveira.
Para entender melhor esse parentesco dos pais de Dona Bernarda, que herdou o nome da avó materna, vamos avançar na sua ascendência. O português José Teixeira da Silva tinha como pais João Teixeira da Silva e Maria Joana, enquanto sua esposa, Thereza Duarte de Jesus, era filha de João Rodrigues Seixas e Dona Joana Rodrigues Santiago; já o capitão Francisco Xavier de Sousa era filho do baiano Francisco Xavier de Sousa e Thereza Duarte de Jesus, enquanto os pais de sua esposa, Dona Bernarda Dantas da Silveira, eram o mestre de campo, o português Sebastião Dantas Correia, e sua mulher Dona Ana da Silveira Freire.
As bisavós Joana Rodrigues Santiago e Thereza Duarte de Jesus, a primeira paterna, e a segunda materna, eram irmãs, sendo ambas filhas de Salvador de Araújo Correia e Isabel Rodrigues Santiago. Esse parentesco das bisavós é que gerou a dispensa de 3º grau entre os pais da Baronesa.
Isabel Rodrigues Santiago, trisavó da Baronesa, era filha de Manoel Rodrigues Santiago e de Catharina Duarte de Azevedo. Esta, por sua vez, era filha de Manoel Duarte de Azevedo e Margarida Machado de Miranda. Segundo o memorialista Manoel Maurício Correia de Sousa, no seu manuscrito sobre as famílias de Utinga, datado de 1840, Margarida era a filha do mártir Estevão Machado de Miranda e Dona Bárbara Viela Cid. Esta última, por sua vez, era filha do outro mártir, Antônio Vilela Cid e de Dona Ignez Duarte, irmã do Padre Ambrósio Ferro, também sacrificado em Uruassú.
Não foi possível identificar o parentesco de 4º grau entre os pais de Dona Bernarda, mas desconfio que se dá através das trisavós deles, Joana da Silveira, pelo lado paterno, e Domingos da Silveira, pelo lado materno. É possível que esses trisavôs fossem irmãos. Dona Joana era casada com outro João Rodrigues Seixas, enquanto Domingos era casado com Catharina de Amorim.
Completando nossas informações, o português Sebastião Dantas Correia era filho de José Dantas Correia e de Izabel Pimenta da Costa.


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quarta-feira, 22 de março de 2017


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quarta-feira, 1 de março de 2017

A Baronesa de Ceará-Mirim




A Baronesa de Ceará-Mirim e os mártires de Uruassú

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Na internet, tomamos conhecimento que as informações sobre o Barão de Ceará-Mirim continuam desencontradas. Tanto há discordâncias quanto ao nome do pai de Manoel Varela do Nascimento, quanto a data do seu nascimento. Por mais pesquisa que se faça, não se chega a um denominador comum. E mesmo com a divulgação do seu casamento, vários  escritos sobre o barão não corrigiram suas informações.
Minha família Trindade, lá de Angicos, vivia, em sua maioria, em Santa Luzia, onde se localiza uma das propriedades do barão. Encontramos, vários eventos religiosos onde Manoel Varela do Nascimento e seus familiares se apresentaram  como padrinhos ou testemunhas.
Para exemplificar, em 27 de dezembro de 1755, na Matriz de São José de Angicos, ocorreu o batizado de Francisca, filha legítima de João Batista da Costa Xavier e de Michaela Francisca da Trindade, esta minha tia-bisavó. A batizada tinha nascido aos 30 de novembro desse mesmo ano, e teve como padrinhos Manoel Varela do Nascimento e sua esposa Bernarda Varela Dantas, moradores em Extremoz, por procuração passada ao casal José Bonifácio da Trindade e Rosa Maria da Conceição.
As dificuldades para se fazer algumas genealogias aumentam quando uma mesma pessoa aparece com vários sobrenomes, e algumas vezes com nomes diferentes.
A ascendência de da Baronesa é mais rica em informações, pois vai até os mártires de Uruassú, Antônio Vilela Cid e Estevão Machado de Miranda. Ela era filha de Francisco Teixeira de Araújo e de Izabel Xavier de Sousa, que casaram em 8 de fevereiro de 1804. Esses pais de dona Bernarda eram parentes muito próximos, pois foram dispensados no 3° e 4º graus de consanguinidade. Os pais de Francisco Teixeira de Araújo eram o português José Teixeira da Silva e Thereza Duarte de Jesus, enquanto os pais de Dona Izabel eram o capitão Francisco Xavier de Sousa e Dona Bernarda Dantas da Silveira.
Para entender melhor esse parentesco dos pais de Dona Bernarda, que herdou o nome da avó materna, vamos avançar na sua ascendência. O português José Teixeira da Silva tinha como pais João Teixeira da Silva e Maria Joana, enquanto sua esposa, Thereza Duarte de Jesus, era filha de João Rodrigues Seixas e Dona Joana Rodrigues Santiago; já o capitão Francisco Xavier de Sousa era filho do baiano Francisco Xavier de Sousa e Thereza Duarte de Jesus, enquanto os pais de sua esposa, Dona Bernarda Dantas da Silveira, eram o mestre de campo, o português Sebastião Dantas Correia, e sua mulher Dona Ana da Silveira Freire.
As bisavós Joana Rodrigues Santiago e Thereza Duarte de Jesus, a primeira paterna, e a segunda materna, eram irmãs, sendo ambas filhas de Salvador de Araújo Correia e Isabel Rodrigues Santiago. Esse parentesco das bisavós é que gerou a dispensa de 3º grau entre os pais da Baronesa.
Isabel Rodrigues Santiago, trisavó da Baronesa, era filha de Manoel Rodrigues Santiago e de Catharina Duarte de Azevedo. Esta, por sua vez, era filha de Manoel Duarte de Azevedo e Margarida Machado de Miranda. Segundo o memorialista Manoel Maurício Correia de Sousa, no seu manuscrito sobre as famílias de Utinga, datado de 1840, Margarida era a filha do mártir Estevão Machado de Miranda e Dona Bárbara Viela Cid. Esta última, por sua vez, era filha do outro mártir, Antônio Vilela Cid e de Dona Ignez Duarte, irmã do Padre Ambrósio Ferro, também sacrificado em Uruassú.
Não foi possível identificar o parentesco de 4º grau entre os pais de Dona Bernarda, mas desconfio que se dá através das trisavós deles, Joana da Silveira, pelo lado paterno, e Domingos da Silveira, pelo lado materno. É possível que esses trisavôs fossem irmãos.
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