quarta-feira, 23 de setembro de 2015


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Fernandes Pimenta

Por Fernando Antonio Bezerra
A genealogia é um ramo da história que nos aproxima das pessoas pelo conhecimento de nossos laços familiares. É muito bom quando nos galhos da árvore genealógica descobrimos novos ramos e nos aproximamos de pessoas que não imaginávamos nossos parentes! Felizmente vários foram os seridoenses que se dedicaram a pesquisar a genealogia e alguns continuam pesquisando, o que nos ajuda a encadear os fatos do passado para compreendermos muitos aspectos do presente.

Um dos troncos antigos do Seridó, iniciado em Caicó, é a família Fernandes, originalmente, chamada “Fernandes Pimenta”. José Augusto Bezerra de Medeiros, político e escritor, descendente do citado ramo familiar, esclarece que “o ramo da família Fernandes Pimenta que habita a região seridoense procede todo elle directamente do casal Cosme Damião Fernandes-Izabel de Araújo, que residiu na Fazenda Cavalcanti, município de Caicó”. Cosme Damião, por sua vez, é neto do português Antonio Fernandes Pimenta e de Joana Francelina (ou Franklina) do Amor Divino. O casal, segundo os pesquisadores, fixou inicialmente residência na cidade de Nossa Senhora das Neves da Paraíba, em seguida em Brejo de Areia, também no estado paraibano e, finalmente, na fazenda Riacho do Pimenta, atual Município de Campo Grande-RN. Do casal Antonio e Joana, dentre outros filhos, nasceu André José Fernandes, pai de Cosme Damião que, como dito anteriormente, é o patriarca da família Fernandes no Seridó.

André José Fernandes casou duas vezes. A primeira, com Ana Francisca do Sacramento com quem gerou uma única filha: Felícia Fernandes Pimenta. Do segundo matrimônio, com Luíza Maria da Encarnação, nasceram três filhos, sendo criados dois: Cosme Damião Fernandes e Manoel José Fernandes. Luíza era filha de Manuel da Anunciação Lyra e Anna Filgueira de Jesus, e irmã do Padre Francisco de Britto Guerra.

Escreve o Desembargador Felipe Guerra, reproduzido pelo grande genealogista e pesquisador Olavo Medeiros Filho, que André José Fernandes indo a uma feira de gado sua mulher – Luíza Maria da Encarnação – “propos-lhe ficar em casa de sua mãe, que morava a poucas léguas de distância, fazenda Jatobá. O marido não concordou. Em sua ausência a mulher realizou a projetada viagem. Por essa 'desobediência' André Fernandes, ao voltar da feira não procurou mais a mulher, vivendo até o fim da vida separado, tendo ido residir em 'Irapuá', entre Apodi e São Sebastião”. Luíza estava grávida de Manoel José Fernandes quando foi abandonada pelo marido. 
Manoel, na idade adulta, foi ordenado Padre recebendo a nomeação de Visitador. Uma rua em Caicó, onde morou, o homenageia: Visitador Fernandes. Ele faleceu no dia 10 de fevereiro de 1858 deixando, em testamento, a libertação de seus escravos e uma sincera devoção a Sant´Ana: “(...) minha Padroeira e Gloriosissima Senhora Santa Anna advogada de minha especial devoção; protestando eu morrer firme na Fé Catholica, em que tenho vivido como verdadeiro Cristão e Ministro de Jesus Cristo”.
Sendo irmã do Padre Guerra suponho que Luíza tenha vindo para Caicó em decorrência do apoio recebido pelo irmão. Sobre a mãe de Cosme Damião Fernandes e do Visitador Fernandes, falecida em 1810, Dom Adelino Dantas escreveu: "quanto a Dona Luíza, mãe do Visitador Fernandes, merece ela, nestas comemorações do seu filho, uma evocação especial, foi uma dessas heroínas, dessas esposas e mães sertanejas, mártires do dever. Teria morrido muito jovem, levando para a eternidade as amarguras de um matrimonio atormentado, que cristãmente suportara”.
Sobre Cosme Damião Fernandes, nascido em 1799, que governou Caicó no período de 1840 a 1843, também Dom Adelino Dantas escreveu: “o Major Cosme, assim chamado por ter pertencido à Guarda Nacional, cidadão probo e honrado, hábil carpinteiro, casou-se com uma filha de Felipe de Araújo, tendo residido no Sitio Cavalcanti. Muito amigo do irmão padre, geriu-lhe os negócios civis. Faleceu repentinamente, no dia 3 de setembro de 1851, de sarampo recolhido, deixando numerosa descendência”. 
De fato, é grande a descendência do casal Cosme Damião e Izabel! Rossini Fernandes, ao falar sobre "José Josias Fernandes, perfil de um homem público" conseguiu relacionar os nomes da segunda geração da família em solo seridoense: Maria Izabel Fernandes casada com Joaquim Apolinar; Francisco Rafael Fernandes - sacerdote católico fundador de São Fernando; Ana Filgueira de Jesus casada com o Major Antonio Garcia de Medeiros; Egídio Malalael Fernandes casado com Olímpia Dantas e, em segundo matrimonio, com Maria Paulina de Araújo; Manuel José Fernandes (meu trisavô) casado com Cristiana Fernandes e, em segundo matrimônio, com Maria Rozalina Bezerra Galvão (minha trisavó); Ananias Fernandes Pimenta casado com Maria Senhorinha de Araújo e, em segundo matrimônio, com Vicência Bernardino de Medeiros; Isabel Fernandes casada com Manuel Clementino Dantas; Ezequiel de Araújo Fernandes casado com Josefina de Araújo Nóbrega e, em segundo matrimônio, com Teresa Bezerra Galvão.
Com tanta descendência, a família Fernandes - inaugurada pelo casal Cosme Damião e Izabel no Seridó - está espalhada muito além do solo potiguar, todavia, com as amarras dos laços e entrelaços do parentesco que nos unem ao velho tronco!
Fernando Antonio Bezerra é potiguar do Seridó
texto arquivado na página nossaterraserido.zip.net

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Homenagem à mãe

Publicação: 13/09/15 - TRIBUNA DO NORTE
Woden Madruga [woden@terra.com.br]

No meio da semana me chega carta do doutor Paulo Bezerra, o ilustre missivista dos sertões do Seridó, escritor afamado, médico e criador de boi em sua fazenda Pinturas entre serras e várzeas do Acari.  Desta feita ele presta uma homenagem a   sua mãe, senhora Maria Jesus Bezerra, cuja vida é um exemplo maior do papel que a mulher sertaneja exerce na formação da família e da sociedade de sua terra. “Tributo à minha mãe” é o título que Paulo Balá deu ao seu belo texto:

“Meu caro Woden:

Peço-lhe licença para lhe falar de quem me trouxe ao mundo.

Maria Jesus Bezerra, minha mãe, nascida em Acary a 9 de agosto de 1896, aprendeu a ler, contar e escrever com sua mãe Olindina Ernestina da Costa Pereira, professora do Grupo Escolar Tomás de Araújo, filha de Antônio Ernesto da Costa Pereira e Ana Maria da Costa Pereira, esta filha do primeiro escrivão de Jardim do Seridó, Luís Magalhães Cirne. Casou a 14 de janeiro de 1914, aos 17 anos, com Silvino Adonias Barbosa, de 22. Casados viveram na cidade, no Cardeiro, no Pai Mané e no Olho Dágua por onde nasceram os dez filhos a termo.

A primogênita, em 1915, morreu cedo; a segunda de 1916 viveu 93 anos; a de 1918 morreu novinha; a de 1920 morreu de parto aos 27; depois o de 22, se foi de câncer aos 65; o de 1924, de falência renal, morreu aos 16 anos quando aluno do internato do Colégio Americano Batista do Recife; aos 75 anos, vítima de uma queda, morreu o de 1925 e, de 1926 a 1928, talvez algum vindo fora de temo a ser perder no caminho... Depois, em 1929, nasce mais um varão, este morto em desastre rodoviário em 1968, em 1931 um natimorto, que seria Joao Batista e, em 1933, fechando o firo, o cidadão que lhe escreve.

E assim corria o tempo de seca a inverno e verão e a luta de todos os dias fazendo queijo, apurando manteiga da terra, costurando as roupas de casa, sacos de feira, regrando a despensa e o apurado das bananas, do leite e das batatas. Nada que se estruísse. E aos filhos as primeiras letras na carta de ABC e os números da tabuada. Pela boca da noite, o sol já perdido no poente, o pelo sinal e as rezas de todos os dias com o pedido de bênção ao pai e à mãe do Céu e ao pai e à mãe da terra. Lições de obediência. Paz entre irmãos. Respeito aos mais velhos. Mas aqui e acolá cantava modinhas da sua mocidade acompanhadas ao violão. Com seu talhe de letra repetitivo e belo escrevia em cadernetas endereços, orações, versos e pensamentos.

Católica por criação e entendimento, pertenceu a várias irmandades onde se dedicou e de alguma foi presidente. Vestiu hábito de franciscana em procissões e, por fim, a lhe servir de vestimenta na viagem derradeira, traje por sua vontade mesmo determinado. No rosário de contas brancas e azuis pendurado no pescoço rezava contrita a pedir salvação para os que se foram e felicidade plena aos que ficaram.

E ainda a almofada, trazida pelos portugueses no século XIX, a ser tida como um patrimônio da humanidade, por ela fora trabalhada tantas vezes. Era um cilindro de pano cheio de folha seca ou de algodão, carecendo de bilros, alfinetes, espinhos de xiquexique, linha e cartão perfurado, virando até atividade rentável. A dança dos bilros de madeiro presos por sua extremidade em linha de carretel, trocados de mão em mão, cruzando para um e outro lado, numa ligeireza incrível, enchia o ar de um batuque ritmado e seco resultante do choque das cabeças. Espinhos de xiquexique sustentavam o cartão de furos, modelo da peça que se fazia e os bilros momentaneamente não utilizados. O aprumo, ao longo da obra, era mantido pelos alfinetes para reproduzir o desenho do cartão. Desse trabalho saia o bico com um aceiro liso e outro franjado ou a renda com duas franjas, segundo o modelo. Da minha Olindina passou à minha mãe esse ofício que saudoso aqui recordo e as minhas irmãs aprenderam.

Nos meus tempos de ginasiano e ainda depois disso, eu e José Sueco de Medeiros fizemos sólida amizade, ele ali chegado de São José da Bonita com os pais e irmãos, sendo o chefe da família funcionário dos Correios e Telégrafos então sob as ordens de Mário Gonçalves de Medeiros, um homem de muito caráter que a Paraíba nos mandou. O nosso tempo era em parte consumido em decifrar charadas encontradas em revistas ou jornais, o que era raro por ali àquele tempo, ou por nós inventadas como “a catinga zomba da cidade, 2 e 1”, com a resposta – catinga / aca e zomba / ri – Acari, e assim por diante. Também o mexe-mexe e o jogo do impugno eram o passatempo de tardes e manhãs com a participação do Dr. Mário da Silva Neto.

E até se falou em biblioteca quando alguns livros foram arrebanhados como, se bem me lembro, de uma coleção de quatro (ou seis?) livros sobre a Segunda Guerra que eu havia lido não sabendo, porém, qual o fim daquele nosso sonho. Talvez tenha ficado queimando que nem fogo de monturo... Outro ponto de convergência entre nós era a Irmandade dos Vicentinos atinente à Sociedade de São Vicente de Paulo, com uma casa adjacente ao cemitério que também levava o mesmo nome, consistindo em angariar meios para prover a precisão de muitos. Ali viveu um meu parente, acossado de tuberculose. Era o antigo seminarista Jonas (*15 de setembro de 1915), descorado, pouco de corpo, emagrecido, filho de Sóter Pereira de Araújo, primo legítimo do meu pai.

Ora, Biblioteca é um termo derivado de duas palavras do grego: ‘biblio’, que significa livro e ‘theke’, que quer dizer depósito. Portanto um depósito de livros aberto à leitura é uma biblioteca como a da nossa cidade, com 18.000 volumes. A de Alexandria, no Egito, fundada quatro séculos a.C., tinha 700 mil livros e foi destruída por um incêndio. A do Congresso Americano conta com 30 milhões de exemplares, com o dobro em manuscritos, além de papéis raros. A Biblioteca Nacional, possui 9 milhões de peças sendo, pelo seu acervo, considerada a sétima do mundo.

Entonce que, a 22 de novembro de 1960, por ato do prefeito Francisco Seráfico Dantas, o seu nome foi dado à Biblioteca Municipal em louvor à humilde, discreta e caridosa mulher que deixou como exemplo sua dedicação à Família e à Igreja.

Seus descendentes – o filho, netos, bisnetos e tetranetos – agradecem. ”

Poetisa Maria Natividade Cortez Gomes( Nati Cortez) é homenageada pelos vereadores e Prefeito de Natal

LEI N.º 6.550 DE 04 DE SETEMBRO DE 2015
Institui, no Calendário Oficial de Natal, o Dia Municipal do Livro Infanto-juvenil, e dá outras
providências.
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE NATAL;
Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1° - Fica instituído, no Calendário Oficial de Natal, o Dia Municipal do Livro Infanto-juvenil,
a ser comemorado anualmente, em 08 de setembro, data natalícia da escritora Nati Cortez.
Art. 2° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Palácio Felipe Camarão, em Natal/RN, 04 de setembro de 2015.
CARLOS EDUARDO NUNES ALVES

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Adiado o reencontro da família Galvão

O tradicional encontro da família Galvão, em Currais Novos/RN,  foi cancelado. Somente na Semana Santa de 2016 e que a família Galvão fazer a próxima reunião. Motivo: O Aero Clube de Currais Novos está interditado.
No dia 12, sábado, haverá o encontro das famílias Medeiros e Paulo, organizados por Djalma e Nerivaldo. Não foi revelado o local da confraternização.

Ministra da Igualdade Racial, Nilma Lino, fará a aula magna da UFRN

Ministra da Igualdade Racial, Nilma Lino, fará a aula magna da UFRN

(Sirleide Pereira – Ascom-reitoria/UFRN)



A aula magna do segundo semestre de 2015 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) será no próximo dia 28, no auditório da reitoria, com a ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Brasil - a primeira negra do País a comandar uma universidade federal.

Professora pedagoga e doutora em Antropologia Social, a mineira Nilma Lino Gomes aceitou o convite da reitora Ângela Maria Paiva Cruz para protagonizar um dos principais momentos da vida acadêmica de uma instituição universitária.   A aula magna do segundo semestre da UFRN será aberta ao público e a temática será divulgada em breve.

Trajetória

Pós-doutora em Sociologia pela Universidade de Coimbra, de 2004 e 2006 Nilma Lino Gomes presidiu a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN). Entre 2010 a 2014 participou da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, atuando na comissão técnica nacional de diversidade para assuntos relacionados à educação dos afro-brasileiros. Em 2013, assumiu o comando da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB).

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Família Maranhão, alguns apontamentos.


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Matemático, sócio do IHGRN e do INRG.
Este ano de 2015 é o centenário do nascimento de Djalma Maranhão. Há certo tempo, tenho recebido muitas indagações sobre a ascendência dele. Infelizmente, não tenho encontrado documentos que possam comprovar os elos entre ele e a família Albuquerque Maranhão. Há indícios dessa ligação mas não tive acesso aos registros que indiquem quem é o pai de Luiz Ignácio Maranhão, avô de Djalma e de Luiz Ignácio Maranhão Filho. Nada encontrei sobre isso nos trabalhos do incansável Câmara Cascudo. Enquanto isso, continuo pesquisando. Agora, trago alguns registros encontrados sobre alguns membros da família Albuquerque Maranhão e da família de Djalma.
De início, lembramos de dois filhos famosos de Jerônimo de Albuquerque Maranhão: Antonio de Albuquerque Maranhão e Mathias de Albuquerque Maranhão, ambos contemplados, duas vezes, com sesmarias aqui no Rio Grande do Norte, pelo pai, uma nas Salinas do Norte, 40 léguas de Natal, e a outra na Várzea de Cunhaú. Nessa família, ao longo dos tempos, muitos nomes se repetiram, gerando algumas confusões. Nas genealogias já escritas temos que Mathias gerou Affonso e Affonso gerou Gaspar.
Dos registros mais antigos da Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, encontramos as informações que se seguem.
Aos três de outubro de 1693, em a Capela de Nossa Senhora da Purificação, batizou o Padre Jerônimo de Albuquerque, da Companhia de Jesus, a Mathias (mesmo nome do avô) filho do capitão Affonso de Albuquerque Maranhão, e de sua mulher D. Izabel Pacheca. Foram padrinhos Pedro de Albuquerque e D. Apolônia. Do que fiz este assento, em que me assino. Basílio de Abreu e Andrade.
O capitão Affonso de Albuquerque Maranhão aparece como padrinho, aos 10 de junho de 1688, na Capela de Santo Antonio, de Bonifácio da Rocha Vieira, filho do capitão Theodósio da Rocha e de sua mulher D. Antonia; Em 3 de dezembro de 1690, na Capela de Cunhaú, o Mestre de Campo, Antonio de Albuquerque da Câmara e D. Apolônia, foram padrinhos de um filho de Lúcia de Barros; e a 30 de setembro de 1694, na Capela de Cunhaú, João de Albuquerque Maranhão foi padrinho de Domingos, filho de André Soares e de sua mulher Helena Lima.
Já no século XVIII, encontramos que: Luiza, filha legítima de Mathias de Albuquerque Maranhão, natural da Freguesia de Goianinha e de Antonia Lopes Ribeiro, natural da cidade da Paraíba, neta pela parte paterna de Feliciano de Albuquerque Maranhão, natural da Paraíba, e de Francisca Mendes da Sylva, natural da Freguesia Nossa Senhora dos Prazeres de Goianinha e pela materna de Francisco Moreira da Sylva e de Maria Páscoa de Souza, naturais da cidade da Paraíba, nasceu aos treze de março do ano de 1770, e foi batizada com os Santos Óleos, de licença minha, nesta Matriz, pelo Padre Coadjutor Bonifácio da Rocha Vieira, aos cinco de maio do dito ano; foram padrinhos o Sacristão Francisco Álvares de Mello, solteiro, e Thereza Antonia de Aguiar, filha de Cosma Damiana.  Do que mandei fazer este assento em que me assinei. Pantaleão da Costa de Araújo. Vigário do Rio Grande.
Na parte das patentes vamos encontrar outras informações que confirmam elos entre membros da família Maranhão.
Aos 23 de outubro de 1750, foi passada pelo capitão-mor Francisco Xavier de Miranda Henriques a Gaspar de Albuquerque Maranhão, fidalgo de Sua Majestade, neto do grande Mathias de Albuquerque Maranhão, como consta da carta, a patente de capitão-mor das Ribeiras de Cunhaú e Goianinha.
Em 20 de maio de 1785, foi passada, em Lisboa, foro de Fidalgo Escudeiro para André de Albuquerque, da capitania da Paraíba do Recife de Pernambuco, filho de Gaspar de Albuquerque Maranhão e neto de Affonso de Albuquerque Maranhão. Este André de Albuquerque Maranhão gerou um filho de mesmo nome, que participou da Revolução de 1817, tendo sido assassinado nesse mesmo ano quando estava à frente do governo do Rio Grande do Norte.
Em 1785, encontramos André de Albuquerque Maranhão como administrador dos títulos de cobrança das miunças da Ribeira de Apodi.
Em 22 de abril de 1859, nascia Firmina, filha do Doutor Antonio Felippe de Albuquerque Maranhão e Firmina Leopoldina de Albuquerque Maranhão, moradores em Belém, tendo sido batizada aos 9 de abril de 1860 em Papari, tendo como padrinhos o Comendador André de Albuquerque Maranhão e Dona Felippa de Albuquerque Maranhão Junior.
Em 27 de abril de 1860, em Papari, encontramos como padrinhos Ignácio de Albuquerque Maranhão Junior, juntamente com Dona Firmina Leopoldina de Albuquerque Maranhão.
Da família de Djalma, já encontramos os registros que se seguem.
Aos dezesseis de maio de mil novecentos e dezoito, na Sé, de minha licença, o Padre Antonio Ramalho batizou, solenemente, Cloves (Clóvis), nascido a 21 de dezembro de 1917, filho de Luiz Ignácio Maranhão e Maria Salomé Maranhão. Foram padrinhos Antonio Moreira Silva e Adélia Augusta Moreira Silva. Do que mandei fazer este termo que assino. Mons. Alfredo Pegado, encomendado da Freguesia.
Aos 12 de agosto de 1923, nascia em Ceará-mirim, Cândida de Carvalho Maranhão, filha de Luiz Ignácio Maranhão e Maria Salomé de Carvalho, tendo sido batizada  aos 25 de março de 1924, na Catedral, sendo padrinhos João Severiano da Câmara e Maria Gomes da Câmara, por seus procuradores Josué Felismino de Albuquerque Maranhão e esposa. Sobre esse Josué não encontrei maiores informações.
Aos 25 de janeiro de 1921, nascia em Natal, Luis Ignácio Maranhão, filho de Luis Ignácio Maranhão e Maria Salomé Maranhão, tendo sido batizado na Catedral aos dois de janeiro de 1922, tendo com padrinhos Dr. Alfredo Lyra e Nethercia Maranhão. Segundo esse registro, ele casou em 1956, na Igreja Santa Terezinha, com Odette Rosalli de Amorim Garcia.
Não encontrei o batismo de Djalma, nem o de Netércia. Até agora só encontrei um registro de filho de Djalma Maranhão: A dezoito de novembro de mil novecentos e quarenta e cinco, nesta matriz de Nossa Senhora da Apresentação de Natal, o Reverendo Coadjutor Padre Benedito Basílio Alves batizou solenemente Lamarck, nascido a oito de agosto de mil novecentos e quarenta e cinco, à rua Jundiaí, 690, residência dos pais, filho legítimo de Djalma Maranhão e de sua esposa Dária Cavalcanti Maranhão, ele funcionário público, ela doméstica; avós paternos Luz Ignácio Maranhão e Maria Salomé de Carvalho Magalhães; e materno de Augusto de Souza e Leopoldina Galvão de Souza, padrinhos Rui Moreira Paiva, comerciante, e esposa D. Maria do Carmo Almeida Paiva, Av. Rodrigues Alves, 410, e para constar mandei lançar este termo que assino. Monsenhor José Landim.
Na publicação “Personalidades da História do RN”, aparece, como um avô de Djalma, um importante senhor de engenho  de São José, Joaquim Felismino de Albuquerque Maranhão, mas nada encontrei até agora sobre esse senhor.
Este artigo será atualizado sempre que encontramos mais informações sobre os familiares de Djalma Maranhão

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Documentário compara Serra Catarinense com o Seridó potiguar.

Cerca de 3,5 mil quilômetros separam o Sertão Potiguar da Serra Catarinense, no Sul do país, mas o jornalista e cineasta Fernando Leão coloca as duas regiões lado a lado em um documentário a ser exibido em Caicó e outras cidades do RN. O longa-metragem “Da Serra ao Seridó – Vivências em um Brasil de Contrastes” apresenta os dois locais, através da memória dos seus próprios habitantes, a partir de uma oficina de vídeo que o jornalista ministrou em Caicó, o qual ficou impressionado em ver como a maneira acolhedora e calorosa de receber é muito parecida com o jeito serrano, segundo ele disse em entrevista à Rádio Rural de Caicó.
 
Leão assina a direção, a fotografia e a montagem da obra e contou com o apoio de Lourival Andrade Júnior, historiador e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), para as gravações na região do Seridó. O diretor do Centro Cultural, Alexandre Muniz, está auxiliando na pós-produção e divulgação da produção. [com informações da página da rádio rural]
Abaixo, os locais de exibição no Seridó e outras datas e lugares já confirmados:
Caicó:
12/08 (Quarta) – UFRN/ Auditório CERES, às 19h30;
13/08 (Quinta) – Centro Cultural Adjuto Dias, às 19h30;
18/08 (Terça) – SESC Concha Acústica, às 19h30.
Serra Negra do Norte:
14/08 (Sexta) - Centro de Cultura Popular Oswaldo Lamartine de Faria, às 19h30.
Florânia:
16/08 (Domingo) - Centro Cultural Erivaldo Freire Bezerra, às 20h30.
Currais Novos:
17/08 (Segunda) – UFRN, às 19h30.
Cruzeta:
19/08 (Quarta) – Escola Estadual Joaquim José de Medeiros, às 19h30.
Natal:
21/08 (Sexta) – UFRN/Auditório B do CCHLA, às 19h.
©2015 www.AssessoRN.com | Jornalista Bosco Araújo - Twitter @AssessoRN


--
Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 8/11/2015 11:00:00 AM

sábado, 8 de agosto de 2015

Os primos dos Sá Leitão de Assu/RN.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A LAPINHA EM RECIFE

A LAPINHA COM OS PRIMOS DO RECIFE

A família Valença ficou famosa por conta da tradicional opereta natalina O Presépio dos Irmãos Valença, encenada pela primeira vez no Recife, em 1865, pelo casal João Bernardo do Rego Valença e Dona Ana Alexandrina do Rego Valença, avós dos instrumentistas e compositores João Vitor do Rego Valença e Raul do Rego Valença, no Sítio dos Valença, que fica no bairro da Madalena. A origem do Presépio é de Aracati, Ceará, e veio para o Recife por intermédio de Dona Alexandrina (Irmã de Joaquim de Sá Leitão). Interrompidas as encenações em 1880 e 1900, João e Raul reativaram a opereta em 1910. O Presépio passou por muitas dificuldades para manter suas apresentações. Atualmente, está na sua sexta geração e é encenado restritamente para a família e amigos.

Fonte: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?

APRESENTAÇÃO EM 2013
O Presépio dos Irmãos Valença, com 148 anos de existência, em dezembro de 2013 ganhou duas apresentações no Teatro Hermilo Borba Filho.  A encenação é foi uma homenagem pelo Ciclo Natalino 2013 organizado pela Prefeitura do Recife.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2013/12/12/internas_viver,479255/presepio-dos-irmaos-valenca-faz-curta-temporada-no-teatro-hermilo-borba-filho.shtml

quarta-feira, 29 de julho de 2015

terça-feira, 28 de julho de 2015

Os Morenos do Rio Grande do Norte



João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Matemático, sócio do IHGRN e do INRG.
O mais famoso Moreno, que passou aqui pelo Rio Grande do Norte, foi Martim Soares Moreno, que em 1609 era tenente desta Capitania, servindo na Fortaleza dos Reis Magos ao capitão-mor Lourenço Peixoto. Foi um grande guerreiro na conquista do Ceará e Maranhão, bem como na luta contra os holandeses.
Mas é nos registros paroquiais da Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação que vamos encontrar membros da família Moreno. Nos velhos registros, que hoje estão no Instituto Histórico de Pernambuco, encontramos dois membros dessa família batizando filhos no final do século XVII.
 Aos 25 de setembro de 1693, batizou o Padre Manoel Dias Santiago, de licença minha, a Eugênia, filha de Mathias Moreno e de sua mulher Maria da Assunção. Foram padrinhos João da Costa Marinho, e Izabel de Andrade. Do que fiz este assento, em que me assinei, Basílio de Abreu e Andrada.
Aos 8 de dezembro de 1694, batizou o padre Jerônimo de Albuquerque, da Companhia de Jesus, a Izabel, filha de João Moreno e de sua mulher Joanna da Costa. Foram padrinhos o capitão Afonso de Albuquerque Maranhão e D. Izabel de Barros.
De um registro confuso e de difícil leitura extraímos, resumidamente, o casamento de mais um Moreno que segue: Aos 21 de junho de 1747 anos, na Capela de Nossa Senhora do O’ de Mipibu, desta Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação do Rio Grande do Norte, feitas as denunciações, na forma do Sagrado Concílio Tridentino, nesta Matriz, e nas partes necessárias desta Freguesia e na Freguesia do Assú, onde assistiu o contraente, em presença do Reverendo Padre Antonio Araújo e Souza, de licença minha, e dos presentes por testemunhas, o capitão Francisco de Souza Gusmão, e Felis de Souza, pessoas conhecidas, os quais vinham assinados junto com o Reverendo assistente no assento, se casaram em face da Igreja solenemente, por palavras Matheus Moreno, filho legítimo de José Raposo, já defunto, e  de sua mulher Eugenia de Andrade, com Antonia Dias de Barros, filha de Ana de Barros, já defunta, ambos naturais e moradores da Ribeira de Mipibu, desta Freguesia e lhes deu as bênçãos conforme os ritos e cerimônias da Santa Madre Igreja, e pelo assento que veio do dito Reverendo mandei faze este que por verdade me assino, Manoel Corria Gomes. 
Não deu para descobrir, mas essa Eugenia, mãe desse Matheus, pode ser aquela batizada em 1693.
Vejamos, agora, o casamento de Estevam Moreno, que no registro tem acrescentado o sobrenome Assunção, que deve ter vindo da esposa de Mathias Moreno.
Aos 17 de julho de 1748 anos, na Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, da Aldeia de Guajiru, desta Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação do Rio Grande do Norte, feitas as denunciações na forma do Sagrado Concílio Tridentino, nesta Matriz e nas mais partes necessárias desta Freguesia, sem se descobrir impedimento algum, como consta dos banhos, que ficam em meu poder, em presença do Reverendo Padre Mestre José de Amorim, da Companhia de Jesus, superior da dita Aldeia, de licença do Reverendo Coadjutor que fazia vezes de Pároco, em minha ausência, e sendo presentes por testemunhas o sargento-mor Manoel de Souza Jardim, e João da Silva, pessoas conhecidas, se casaram em face da Igreja, solenemente, por palavras Estevão Moreno da Assunção, filho legítimo do Alferes João Moreno, e sua mulher Antonia Machado de Miranda, natural desta  dita Freguesia, com Adriana Freire, filha legítima de Feliciano Carneiro, e de sua mulher Leandra da Sylva, natural da Freguesia de São Lourenço da Mata de Capibaribe, que veio de menor idade para esta dita Freguesia do Rio Grande, e logo lhes deu as bênçãos conforme os Ritos e Cerimônias da Santa Madre Igreja, e pelo assento que veio do dito Reverendo mandei fazer este, em que assino. Manoel Correia Gomes, Vigário.
A testemunha Manoel de Souza Jardim foi casado com minha tia-pentavó, Felizarda Coelho Marinho, filha de João Machado de Miranda e Leonor Duarte de Azevedo. Talvez essa  mãe de Estevão fosse, também, filha desse meus hexavós.
Nos assentamentos de praça encontramos  Estevão Moreno, que neste trabalho é o eixo de uma genealogia dessa família.
Estevão Moreno, homem pardo, casado, natural da Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação e morador na mesma, filho legítimo de João Moreno, da Assunção, de idade de que representa ter de cinquenta anos, pouco mais ou menos, de estatura ordinária, grosso de corpo, cor trigueira, nariz grande, de ventas abertas, cara comprida, olhos pequenos, e as sobrancelhas grossas, com todos os dentes, assenta praça por portaria dos sucessores do governo desta capitania, o tenente José Baptista Freire e Antonio da Câmera Silva, e intervenção do Vedor Geral o Doutor Antonio Carneiro de Albuquerque Gondim, em 8 de fevereiro de 1777 anos.
Pelo documento acima, Estevão deve ter nascido por volta de 1727, pouco mais ou menos. Naquele tempo as pessoas pareciam não saber da própria idade. Vejamos alguns filhos de Estevão e de Adriana, que foi possível encontrar. Em alguns registros o nome dele é escrito Estevam, e o nome a esposa é escrito Anna, no lugar de Adrianna. Outro detalhe é que os lugares de nascimento, para uma mesma pessoa, variam de registro para registro.
Leandra, filha legítima de Estevão Moreno, natural desta Freguesia, e de Adriana Freire, natural de Goianinha (?), neta por parte paterna de João Moreno da Assunção e de sua mulher Antonia Machado naturais desta Freguesia, e pela parte materna de Faustino Freire (Feliciano Carneiro) e de sua mulher Leandra da Silva, naturais da Freguesia de Santo Tracunhaém, nasceu aos 25 de julho e foi batizada com os santos óleos, de licença minha, na Capela de Nossa Senhora da Conceição de Jundiaí, pelo padre Lourenço Gracy de Mello, aos 10 de agosto do 1766. Foram seus padrinhos José da Costa Valerino, casado, e Eleutéria Freire, mulher de João da Silva, moradores nesta Freguesia, Pantaleão da Costa de Araújo, Vigário do Rio Grande.
Bernarda, filha legítima de Estevão Moreno, natural desta Freguesia e de Anna Fernandes (Adriana Freire), natural de Santo Antão da Mata, neta por parte paterna de João Moreno e de Antonia Machado, naturais desta Freguesia, e pela materna de Feliciano Carneiro e Leandra da Silva, de Santo Antonio da Mata, nasceu aos 8 de julho de 1773, e foi batizada com os santos óleos, de licença minha na Capela de Santo Antonio desta Freguesia pelo padre Manoel Antonio de Oliveira, aos 29 de agosto do dito ano; foram padrinhos Manoel de Melo Andrade, solteiro, e dona Rosa Maria, filha do capitão Jerônimo Teixeira da Costa, moradores nesta Freguesia.Pantaleão da Costa de Araújo, Vigário do Rio Grande.
Nos dois registros de batismo a seguir, encontramos dois filhos de Estevão e Adrianna, com o mesmo nome.
Francisco, filho legítimo de Estevão Moreno, e de Anna (Adrianna) Freire, neto por parte paterna de João Moreno e de Antonia Machado, naturais desta Freguesia e pela parte materna de Feliciano Carneiro e Leandra da Silva, ambos naturais de Santo Antão da Mata, nasceu aos 9 de maio de 1771, e foi batizado sem os santos óleos, na Capela de Nossa Senhora da Conceição de Jundiaí, de licença minha, pelo padre João Tavares da Fonseca aos 20 do dito mês e ano; foram padrinhos  o capitão Francisco Delgado Barbosa e Anna Maria Soares, mulher do dito, Pantaleão da Costa de Araújo, Vigário do Rio Grande.
Francisco, filho legítimo de Estevão Moreno, natural desta Freguesia e Anna (Adrianna) Freire da Freguesia de São Lourenço, neto por parte paterna de João Moreno e Antonia Machado, naturais desta Freguesia, e materno de Feliciano Carneiro, natural da Bahia, e Leandra da Silva, natural de São Lourenço, nasceu aos 13 de junho e foi batizado com os santos óleos na capela de Jundiaí, de licença minha, pelo padre Manoel de Aragão Cabral, aos 19 de agosto, foram padrinhos José Bezerra de Lira e  sua mulher Jenoveva Bezerra. Pantaleão da Costa de Araújo. Embora não tivesse ano, mas pelos batismos próximos, era 1775.
Francisco Freire, que aparece a seguir, dever ser o segundo, nascido em 1775.
Antonio, filho legítimo de Francisco Freire e de Maria do Nascimento, naturais e moradores desta Freguesia, neto paterno de Estevão Moreno e de sua mulher Adriana Freire, naturais desta Freguesia, e pela materna de João Rodrigues da Costa, natural da Paraíba, e de Anna Maria dos Prazeres, naturais desta Freguesia, nasceu aos oito de setembro de 1796, e foi batizado com os santos óleos, por mim na capela de São Gonçalo do Potigi, aos 28 de outubro do dito ano, foram padrinhos Manoel Rodrigues Machado e sua mulher Maria Pereira, moradores desta freguesia, do que para constar fiz este assento em que me assino. Ignácio Pinto de Almeida Castro. Vigário Encomendado do Rio Grande.
Aos 4 de junho de 1798, o padre José Gonçalves de Medeiros, de minha licença, batizou e pôs os santos óleos a inocente Joanna, filha legítima de Francisco Freire e Maria do Nascimento, neto por parte paterno de Estevão Moreno e de Adrianna Freire, e pela materna de João Rodrigues da Costa e Anna Maria dos Prazeres, todos desta Freguesia, foram padrinhos Domingos Fernandes Veras e Bernarda Maria. Felicano José Dornelles. Na lateral do registro o nome é Anna em vez de Joseph
Feliciano, filho legítimo de Estevão Moreno, natural desta Freguesia e de Anna (Adrianna) Freire, natural desta Freguesia de Santo Antão, neto por parte paterna de João Moreno e de Antonia Machado, naturais desta Freguesia, e pela materna de Feliciano Carneiro e de Leandra da Silva, naturais da Freguesia de Santo Antonio, nasceu aos 27 de fevereiro de 1770 e foi batizado com os santos óleos, de licença minha, na Capela de Nossa Senhora da Conceição  desta Freguesia pelo Padre João Tavares  da Fonseca, aos 21 de março do dito ano; foram padrinhos o capitão Jerônimo Teixeira casado e D. Luzia de Mello de Andrade, sua mulher. Pantaleão da Costa de Araújo, Vigário do Rio Grande.
Feliciano Carneiro Cabral, solteiro, e morador na Serrinha, filho de Estevão Moreno, de idade de dezoito anos, senta praça por ordem dos Presidentes interinos desta Capitania e intervenção do Doutor Vedor Geral em 7 de dezembro de 1788.
Aos 22 de dezembro de 1754, de licença do Reverendo Vigário Doutor Manoel Correa Gomes, na Capela de Santo Antonio, batizou e pôs os santos óleos, o Reverendo padre Theodosio da Rocha Vieira, a Joseph, filho legítimo de Estevam Moreno e de sua mulher Anna (Adrianna) Freire. Foram padrinhos Joseph Mendes, solteiro, e Leandra da Silva, viúva.  Marcos Soares de Oliveira. Visitador.
José Mendes, homem pardo, solteiro, natural e morador desta Freguesia, filho legítimo de Estevão Moreno, de estatura ordinária, cara redonda, cor alva, olhos pequenos, sobrancelhas delgadas, sem falta de dentes, assenta praça por portaria dos sucessores do governo desta capitania, o tenente José Baptista Freire e o alferes Antonio da Câmera Silva e intervenção do Vedor Geral, o Doutor Antonio Carneiro de Albuquerque Gondim, em 8 de fevereiro de 1777 anos. (consta como falecido, abaixo do registro, sem especificar a data). 
Vejamos, agora, o casamento de José Mendes: Aos 4 dias do mês de maio de 1781 anos, pelas quatro horas da tarde, corridos os banhos de suas naturalidades, nesta Matriz, e na capela do Senhor São Gonçalo filial da mesma, onde os contraentes são naturais e moradores sem se descobrir impedimento algum até a hora de seu recebimento, examinados em doutrina cristã, e confessados, se casaram por palavras de presente José Mendes, filho legítimo de Estevão Moreno e de Adrianna Freire da Conceição, com Anna Bezerra de Mello, filha natural de José de Mello da Cruz, todos naturais e moradores nesta Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação do Rio Grande; e cujo sacramento assistiu, de licença minha, o Reverendo Padre Luiz Felis de Vasconcellos, Administrador em São Gonçalo, e logo lhes deu as bênçãos na forma dos Sagrados Ritos da Santa Madre Igreja, sendo presentes por testemunhas Domingos Rodrigues da Silveira, e João Gomes da Silveira, casados, moradores no mesmo lugar de São Gonçalo, e pessoas conhecidas de mim. Francisco de Souza Nunes, vice-vigário do Rio Grande.
Outra filha de Estevão e Adrianna, que não encontramos o batismo, foi Eleutéria, cujo casamento segue: Ao primeiro de agosto de 1764, na Capela de Nossa Senhora da Conceição de Jundiaí, dispensados no terceiro grau de consanguinidade com que se achavam ligados, satisfeito tudo, o que estava disposto na sua sentença de dispensa, e corridos dos banhos dos seus domicílios, juxta tridentinum, sem se descobrir impedimento algum, fora do que já estava dispensado, na presença do Padre Lourenço Gracy de Mello, de licença minha, se casaram com palavras de presente João da Sylva Gomes, filho legítimo de Manoel dos Santos, e de Marcelina Gomes, naturais da Freguesia de Santo Antão da Mata, com Eleutéria Freire, filha legítima de Estevão Moreno da Assunção, e de Anna (Adrianna) Freire, naturais e moradores desta Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação e, logo lhes deu as bênçãos nupciais, conforme os ritos da Santa Madre Igreja, presentes por testemunhas Francisco de Araújo Correia e Manoel Álvares Correia, que vinham assinados na certidão que fica em meu poder. Pantaleão da Costa de Araújo.
Segue alguns registros de netos de Estevão e Adrianna, filhos de João da Silva e Eleutéria.
Florência, filha legítima de João da Silva, natural de São Lourenço da Mata, e de Eleutéria Freire, natural desta Freguesia, neta por parte paterna de Manoel dos Santos, e de Marcelina da Costa, naturais de São Lourenço da Mata e pela materna de Estevam Moreno, natural desta Freguesia e de Anna (Adrianna) Freire, natural de Santo Antão da Mata, nasceu aos 13 de agosto de 1769, e foi batizada com os santos óleos, de licença minha, na Capela de Nossa Senhora da Conceição de Jundiaí, pelo Padre Miguel Pinheiro Teixeira, aos 3 de setembro do dito ano, foram padrinhos Estevam Moreno e sua mulher Anna (Adriana) Freire. Pantaleão d Costa de Araújo.
João, filho legítimo de João da Silva, natural de Engenho Novo de Capibaribe e de Eleutéria Freire, natural desta Freguesia, neto por parte paterna de Manoel dos Santos e de Marcelina da Costa, natural da Freguesia de Santo Antão, e pela materna de Estevam Moreno e Anna (Adrianna) Freire, naturais desta Freguesia, nasceu aos 13 de maio de 1771, e foi batizado com os santos óleos, na Capela de Nossa Senhora da Conceição de Jundiaí, de licença minha, pelo Padre João Tavares da Fonseca, que no assento que mandou lançar declarou a quantos foram padrinhos o capitão Francisco Xavier de Souza e sua mulher Bernarda Dantas da Silveira. Pantaleão da Costa de Araújo
Manoel, filho legítimo de João da Silva Gomes e de Eleutéria Freire da Conceição, naturais desta Freguesia, neto por parte paterna de Manoel dos Santos, natural da Freguesia de São Lourenço da Mata, e de Anna Ferreira (Marcelina da Costa), desta Freguesia, e pela materna de Estevam Moreno e Marcelina da Costa (Adrianna Freire), naturais desta Freguesia, nasceu ao primeiro de maio do ano de 1773 e foi batizado com os santos óleos de licença minha, na Capela de Santo Antonio desta Freguesia, pelo Padre Bonifácio da Rocha Vieira, Coadjutor, aos 18 do dito mês e ano, foram padrinhos o capitão João de Moura com procuração do capitão Jerônimo Teixeira da Costa e Dona Rosa Maria, filha deste, moradores nesta Freguesia. Pantaleão da Costa de Araújo.
Alexandre, filho de João da Silva e de sua mulher Eleutéria Freire, natural desta Freguesia e, ele de Pernambuco, neto paterno de Manoel dos Santos e Marcelina da Costa, e materna de Estevão Moreno, natural desta Freguesia e de Anna (Adrianna) Freire, de Pernambuco, nasceu aos 10 de dezembro de 1774, e foi batizado com os santos óleos de licença minha, na Capela de Jundiaí, pelo padre Manoel de Aragão Cabral aos 11 de janeiro de 1775, foram padrinhos Manoel Carneiro, solteiro e Thereza, filha de Estevão Moreno. Pantaleão da Costa de Araújo.
Aos 25 de dezembro de 1788, faleceu da vida presente João da Silva, casado com Eleutéria Freire, tão somente confessado, de idade que representava de quarenta e oito anos, pouco mais ou menos, e foi envolto em mortalha branca, encomendado pelo padre José Gonçalves Bezerra, foi sepultado na Capela de São Gonçalo aos 26 do dito mês e ano, e não se continha mais no dito assento. Pantaleão da Costa de Araújo.
Vejamos mais um filho de Estevão, de nome Manoel Cabral: Aos 23 dias do mês de agosto de 1784 anos, sendo às três horas da tarde, do dito dia, na capela de Nossa Senhora da Conceição de Jundiaí, filial desta Matriz, de Nossa Senhora da Apresentação do Rio Grande do Norte, corridos os banhos de suas naturalidades, os do nubente na Freguesia de Extremoz, e os da nubente nesta Freguesia, onde é moradora, sem se descobrir impedimento algum, até a hora de seu recebimento, de licença minha, em presença do Reverendo Administrador Manoel Antonio de Oliveira, se casaram por palavras de presente, na forma do Sagrado Concílio Tridentino, Manoel Cabral, filho legítimo de Estevão Moreno, e de Adrianna Freire, naturais e moradores nesta Freguesia de Extremoz, com Constantina de Freitas Amorim, filha legítima de João da Silva Gonçalves, e de Maria José da Rocha, naturais e moradores nesta Freguesia, e logo lhes deu as bênçãos, na forma dos Sagrados Ritos e Cerimônias, da Santa Madre Igreja, confessados e examinados na doutrina cristã, sendo presentes por testemunhas Francisco Anselmo José de Faria, e Gonçalo Barbosa de Moura, solteiros, moradores nesta Freguesia, pessoas conhecidas de mim, do que fiz este assento pelo próprio que veio do Reverendo Administrador sobredito, e fica em meu poder. Francisco de Souza Nunes, vice-vigário do Rio Grande.
Essa nubente teve seu batismo como segue: Constantina, filha legítima de João da Silva Gonçalves, natural da Freguesia de Santo Antonio de Tracunhaem, e de Maria José, natural da Freguesia, neta por parte paterna de Antonio Gonçalves de Atalaia, e de Joanna Mendes da Silva, natural da Freguesia de Santo Antonio de Tracunhaém, e pela materna de Antonio Gomes Monteiro, natural do Rio São Francisco, e de Constantina de Freitas, natural desta Freguesia, nasceu a 27 de dezembro de 1765, e foi batizada, com os santos óleos, de licença minha, pelo Reverendo Padre Miguel Pinheiro Teixeira, na Capela de São Gonçalo do Potigi, aos 19 de janeiro de 1766, foram padrinhos João Pedro de Sá Bezerra e Manoella Freire de Amorim, sua mulher. Pantaleão da Costa de Araújo.
Uma irmã de Constantina era: Anna, filha legítima de João da Silva Gonçalves, natural da Freguesia de Tracunhaém, e de Maria José da Rocha, desta Freguesia, neta por parte paterna de Antonio Gonçalves Atalaia e Joanna Mendes da Silva, naturais da Freguesia de Tracunhaém, e pela materna de Antonio Gomes Monteiro, natural do Rio São Francisco, e de Constantina de Freitas desta Freguesia, nasceu aos 19 de dezembro de 1773, e foi batizada com os santos óleos, de licença minha, na Capela de Santo Antonio do Potigi, pelo Padre Manoel Antonio de Oliveira, aos 6 de janeiro de 1774, foram padrinhos Prudente de Sá Bezerra Junior, casado e Anna Maria, filha de Manoel Cruz, moradores desta Freguesia. Pantaleão da Costa de Araújo.
Vejamos, também, o batismo de outro irmão de Constantina: Bonifácio, filho de João da Sylva Gonçalves, natural da Freguesia de Santo Antonio de Tracunhaém, e de Maria José da Rocha, neto por parte paterna de Antonio Gonçalves de Atalaia, e de Joanna Mendes da Silva, naturais da Freguesia de Santo Antonio de Tracunhaém, e pela materna de Antonio Gomes Monteiro, natural do Rio São Francisco, e de Constantina de Freitas, natural desta Freguesia, nasceu aos 10 de abril de 1768, e foi batizado com os santos óleos, na Capela de Santo Antonio do Potegi, de licença minha, pelo Padre Manoel Antonio de Oliveira, aos vinte e oito do dito mês e ano, foram padrinhos José de Araújo (Pereira) e sua mulher Elena Bezerra. Pantaleão da Costa de Araújo.
Antonio José Moreno era outro filho de Estevão e Adrianna. Não encontramos seu batismo, mas a prova documental vem do registro dos seus filhos, como podemos ver a seguir.
Eleutéria, filha de legítima de Antonio José Moreno e Antonia de Freitas, neta por parte paterna de Estevão Moreno e Adriana de Freitas(Freire), e pela materna de Maria José e João da Silva Gonçalves, moradores no Guajiru foi batizado aos 5 de julho de 1788 com os santos óleos, pelo padre José Gonçalves de Medeiros, foram padrinhos João Gonçalves, solteiro, filho do sargento-mor Prudente de Sá Bezerra e Anna Maria filha do dito. E não continha mais no dito assento. Pantaleão da Costa de Araújo.
Nosso personagem principal, faleceu no começo do século XIX: Aos seis do mês de agosto do ano de 1807, faleceu sem sacramentos Estevam Moreno, viúvo, morador no Tabuleiro Cramisso, de idade de 76 anos, pouco mais ou menos, foi sepultado na capela de São Gonçalo em hábito branco, encomendado de minha licença pelo Padre Antonio Pedro de Alcântara, e para constar mandei fazer este assento em que me assinei. Feliciano José Dornelles. Vigário Colado.
Encontro um Gervásio Moreno, filho de João Moreno, e de Antonia Machado, padrinho no ano de 1754. Não encontro outros registros para ele.
Pelo interior do Rio Grande do Norte, há vários membros da família Moreno, que não foi possível incluir aqui.
Eugenia de Matheus Moreno

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Como Nobel em DNA descobriu segredo impactante sobre sua genética
Cientista se sentia 'peixe fora d'água em casa';
história de sua família guardava dois segredos há mais de cinco décadas.
Da BBC
Publicdo  na Globo.com/G1 - 02.07.2015
paul_nurse
Paul Nurse recebeu Nobel em 2001 (Foto: BBC)
Em 2001, o cientista britânico Paul Nurse ganhou um prêmio Nobel por suas pesquisas sobre o papel do DNA na divisão e na multiplicação celular. Anos depois, por acaso, faria descobertas chocantes sobre sua própria genética. As revelações, no entanto, deixaram lacunas que, até hoje, o cientista não preencheu.
Paul Nurse foi criado em Londres em uma família sem muitos recursos ou inclinação para estudos. Seus irmãos, por exemplo, todos deixaram a escola aos 15 anos. Ele conta que teve uma infância feliz. Sentia-se, porém, um tanto solitário.
"Me sentia um pouco como um peixe fora d'água. Sempre fui uma pessoa com facilidade para os estudos, acabei me tornando um professor em Oxford, e o resto da família não era assim. E eu me perguntava: o que explica isso? E, sendo um geneticista, prestava atenção a essas diferenças", disse em entrevista ao programa Outlook, do Serviço Mundial da BBC.
Trabalho de escola revelou verdade
A primeira de duas descobertas do cientista sobre suas origens ocorreu quando sua filha, Sarah, precisava fazer um trabalho escolar sobre genealogia da família. Eles aproveitaram uma visita aos pais de Nurse em uma cidade no nordeste da Inglaterra para que a menina entrevistasse a avó.
"Ela chamou minha mãe para um canto e começou a entrevistá-la. De repente, minha mãe volta branca como uma folha de papel", lembra.
"A Sarah está me perguntando sobre meus pais. Nunca lhe contei isso, mas sou, na verdade, uma filha ilegítima. Minha mãe me teve com outra pessoa e se casou, posteriormente, com o homem que me criou", disse a mãe de Paul.
E as revelações não pararam por aí. O pai de Nurse tinha um histórico semelhante. Era filho de uma 'mãe solteira' e não conhecia o próprio pai.
"Dois avós desconhecidos! Isso me ajudava a explicar por que eu era tão diferente do resto da família. Talvez tivesse herdado genes 'exóticos' desses avós! Como geneticista, me detive às implicações disso pelos 20 anos seguintes", contou.
Mas a complicada história familiar do cientista estava longe de ser desvendada por completo.
Nova revelação
Há cerca de oito anos, quando tentava tirar um green card (visto de residência permanente) para os Estados Unidos, foi informado por autoridades imigração que seu pedido havia sido rejeitado. "Levei um susto. Já tinha recebido um prêmio Nobel, era presidente de uma universidade americana... Fiquei um tanto irritado, para falar a verdade", disse.
O problema é que a versão resumida de sua certidão de nascimento (algo comum na Grã-Bretanha) não continha o nome de seus pais. "Já havia perguntado a meus pais por que tinha apenas essa versão resumida. Me disseram que a completa era mais cara e eu aceitei a explicação", disse.
Nurse precisou, então, pedir uma certidão completa de nascimento em um cartório britânico. Quando o documento chegou, teve sua segunda revelação.
"Tinha voltado de férias, minha esposa estava ao meu lado. Minha secretária havia recebido o documento e me perguntou: 'Paul, é possível que você tenha o nome de sua mãe errado?'. 'Claro que não', respondi.
"Ela olhou para mim e me entregou o certificado. Silêncio absoluto. O nome escrito no campo da mãe era o nome de minha irmã. Fique chocado, atônito", disse.
A pessoa que Paul acreditava ser sua irmã era sua mãe biológica. "Achei que fosse um erro burocrático. Minha irmã teria me levado para ser registrado e confundiram o nome. Então, olhei para o campo do pai. Não havia nenhum nome, apenas um risco", disse.
"Descobri que minha mãe ficou grávida aos 17 anos e foi enviada para a casa de uma tia em Norwich, coisa de livro vitoriano. Posteriormente, minha avó foi para lá e fingiu que o filho era dela. Três meses depois, voltou comigo para Londres como seu filho. Nunca fui oficialmente adotado", contou.
Apesar dessas duas reviravoltas em sua história genética familiar, o cientista não conseguiu ir além na busca por suas origens. Quando soube de sua verdadeira história, sua mãe biológica e seus avós já haviam morrido. E seu irmãos tinha poucas recordações do período.
"Sabemos apenas que mamãe sumiu por alguns meses e voltou com um bebê", disseram.
"Eu me senti confuso. Quem era meu pai? Me perguntava se minha mãe havia me revelado a identidade dele, ou pelo menos alguma dica, em código. Fui atrás de alguns nomes que ela havia mencionado, mas nada deu resultado. Tentei fazer conexões com o fato de ela gostar de jazz, mas não consegui descobrir nada".
"Nasci em 1949 e imaginei que pudesse ser fruto de uma relação com algum militar estrangeiro, mas não tenho essas respostas", disse. "É uma grande ironia que eu, como geneticista, não consiga essas respostas e tenha sido um segredo tão grande, por mais de 50 anos, sobre minhas próprias origens", disse.
"Penso sobre genes, sobre genética e gostaria de saber quem é meu pai. Não carrego cicatrizes emocionais, mas, sim, uma grande curiosidade", conclui.
__._,_.___

Enviado por: =?iso-8859-1?Q?Regina_Casc=E3o?= <regina.cascao@gmail.com>

Responder através da web através de email Adicionar um novo tópico Mensagens neste tópico (1)
13 anos de existencia em 17 de junho !!!!! Parabens para todos nos!

GenealBr recomenda a Colecao Cadernos Genealogicos CBG. Veja em www.cbg.org.br, secao Publicacoes.
Gentileza do professor João Felipe Trindade.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Os Trindade de Nísia Foresta. No artigo sobre os Trindades de Papary, o noivo era tio da noiva, pois Luiz Segundo era irmão de Francisco Theóphilo .

 
Eles compraram o Sítio Floresta, onde nasceu Nísia Floresta, a grande escritora do  Brasil.

João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Matemático, sócio do IHGRN e do INRG.
Câmara Cascudo, escrevendo sobre o Sítio Floresta, que pertenceu aos pais da escritora Nísia Floresta, conta que D. Antônia Clara, viajando para o Rio de Janeiro e aí morando, resolveu vender Floresta e, a 9 de junho de 1853, passou procuração bastante ao seu parente coronel Bonifácio Câmara. Não assinou por não saber escrever. A 8 de maio de 1857, Floresta era vendida a Luiz Bezerra Augusto da Trindade, por 400$. D. Antônia Clara já falecera (1855) e em 1853 se dissera possuidora única de Floresta, pela morte da filha Maria Izabel e do neto Camilo Augustos. Luiz Bezerra Augusto da Trindade morreu em 1881 e seus filhos e netos ficaram arrendando o sítio, com Floresta (sic). O maior proprietário era Francisco Teófilo Bezerra da Trindade (falecido a 3 de outubro de 1938).
Procurei os livros da paróquia de Papari em busca de informações maiores sobre os Trindades de lá. Os registros não eram bem conservados e obtive menos informações do que procurava. Mas Genealogia se faz com o que se tem. Com a ajuda da Hemeroteca Nacional complementei algumas informações.
 O primeiro registro que encontro é o batismo de José: Aos oito de agosto de mil oitocentos e cinquenta e oito, nesta Matriz de Papari, batizei solenemente, a José, nascido a 6 desta mês, filho legítimo de Luiz Bezerra Augusto da Trindade e de Jozina Cabral de Vasconcellos, moradores nesta Vila; foram padrinhos  Alberto  Cabral de Vasconcelos e Thereza Genuína de Vasconcellos, do que para constar mandei fazer este assento em que assino. O vigário José Alexandre Gomes de Mello.
Posteriormente, encontro registros de batismos de dois filhos com o mesmo nome. Observe que o nome da mãe é escrito de forma diferente nos dois documentos.
Aos quatro de dezembro de mil oitocentos e cinquenta e nove, nesta Matriz de Papari, batizei solenemente a Augusto, nascido aos vinte e seis de novembro do dito ano, filho legítimo de Luiz Bezerra Augusto da Trindade e de Jozina Rosalina Cabral de Vasconcellos Galvão, moradores nesta Vila; foram padrinhos Amaro Carneiro Bezerra Cavalcante, por seu procurador José Coelho de Vasconcellos Galvão e Joanna Cândida Pinheiro da Câmara, por seu procurador Francisco Lopes Galvão, do que para constar mandei fazer este assento em que assino, o vigário José Alexandre Gomes de Mello.
Pelo jornal “O Rio Grandense do Norte”, datado de 1856, encontrei a informação que esse Francisco Lopes Galvão era sogro de Luiz Bezerra, portanto, pai de Jozina. Vejamos o registro do outro Augusto.
Aos dezenove de março de 1861, nesta Matriz de Papari, batizei solenemente a Augusto nascido a quinze de janeiro deste ano, filho legítimo de Luiz Bezerra Augusto da Trindade e de Jozina Rozalina Cabral, moradores nesta Vila. Foram padrinhos Francisco José Pereira Cavalcante de Albuquerque e Otília Olimpia Galvão. Do que para constar mandei fazer este assento em que assino. José Alexandre Gomes de Mello.
Depois dos dois Augustos, o próximo registro que encontrei foi do ano de 1875: Aos vinte e nove de agosto de mil oitocentos e setenta e cinco, nesta Matriz de Papari, batizei solenemente a Luiz, nascido a vinte e três do mês próximo passado, filho legítimo de Luiz Bezerra Augusto da Trindade e de Jozina Rozalina Cabral, moradores nesta Vila, sendo padrinhos José Coelho de Vasconcellos Galvão e Luzia Olímpia Cabral de Vasconcellos, do que fiz este. Vigário Manoel Ferreira  Lustosa Lima.
Desse Luiz, encontrei o seu casamento, aqui na cidade do Natal, com uma prima legítima, onde os pais eram irmãos e as mães tinham algum parentesco: Aos trinta de julho de mil novecentos e quatorze, na Igreja Catedral, feitas as proclamações sem impedimento, impetrado dispensa de segundo atigente ao primeiro e terceiro atigente ao segundo grau simples de consanguinidade e observadas as demais formalidade prescritas, assisti com as testemunhas Doutor Joaquim Ferreira Chaves, Governador do Estado e Francisco Herôncio de Mello, ao recebimento matrimonial do Bacharel Luis Segundo Bezerra da Trindade e Esther Bezerra da Trindade, ele filho legítimo de Luiz Augusto Bezerra da Trindade e Jozina Rosalinda Cabral de Vasconcellos, solteiro, com trinta e nove anos de idade  natural da Freguesia de Papary e residente na cidade do Rio de Janeiro, ela filha legítima de Francisco Theóphilo Bezerra da Trindade, e Domitilla Galvão Bezerra da Trindade, solteira com 23 anos, natural desta Freguesia e nela moradora; do que fiz este termo que assino. O Vigário, Cônego Estevam José Dantas.
Havia outro filho de Luiz Augusto e Jozina com o nome de Luiz: era o Bacharel Luiz Augusto Bezerra da Trindade Junior, que morreu no Paraná, em 1890.
Outro Trindade que encontro é José Rutio Bezerra da Trindade. Segundo o jornal Jaguarary, datado de 1851, ele era irmão de Luiz Augusto Bezerra da Trindade. Vejamos os registros encontrados dos filhos de José Rutio e sua esposa, Dona Maria Federalina, todos na Matriz de Papari.
Joaquim nasceu aos 21 de janeiro de 1854, e, foi batizado aos 31 do mesmo mês e ano, tendo como padrinhos Luiz Bezerra Augusto da Trindade e Delfina Maria da Encarnação; Joana nasceu aos 13 de fevereiro de 1859, e, foi batizada aos vinte e sete do mesmo mês e ano, tendo como padrinhos Luiz José da Silva e Antônia Joaquina de Oliveira; Antonio nasceu a 16 de março de 1860, e, foi batizado ao 1 de abril do mesmo anos, tendo como padrinhos Manoel José de Moura e Maria Ignácia de Carvalho; Luiz nasceu aos 20 de agosto de 1868, e, foi batizado aos 24 do mesmo mês e ano, tendo como padrinhos João Freire de Amorim e Maria Francelina Freire, por sua procuradora Francelina Freire de Oliveira; José nasceu aos 27 de agosto de 1876, e, foi batizado ao 1 de janeiro de 1877, tendo como padrinhos o cônego Gregório Ferreira Lustosa, com procuração de Luiz Bezerra Augusto da Trindade e Joanna Cerqueira de Carvalho Souto.
Dessa família era Virgílio Galvão Bezerra da Trindade. Vejamos o batismo dele, aqui em Natal: Aos trinta e um de julho de mil oitocentos e oitenta e sete na igreja de Santo Antonio, batizei solenemente o párvulo Virgílio, nascido a cinco de abril do mesmo ano, filho legítimo de José Cândido Bezerra da Trindade e dona Ubaldina Leopoldina Bezerra da Trindade, sendo padrinhos Joaquim José de Magalhães e dona Coralina Machado Magalhães; do que  para constar mandei fazer este assento, que assino. O padre João Maria de Brito.
O registro de óbito de José Cândido, pai de Virgílio, tem uns trechos ilegíveis por conta da tinta usada, mas segue o que conseguimos ler: Aos sete de abril de mil oitocentos e noventa e um, nesta cidade, faleceu da vida presente e sepultado no Cemitério Público, José Cândido Bezerra da Trindade, oficial do Exercito, idade vinte e sete anos, natural de Papary, casado com Ubaldina Elycina de Vasconcellos Galvão, recebeu os sacramentos da Igreja. Padre João Maria.
Esse José Cândido, acredito era filho de  Luiz Augusto, mas a idade, no óbito,  não bate com o batismo de José, filho do dito Luiz.
Não localizei o casamento de Virgílio, que foi em 31 de dezembro de 1919, mas encontrei no livro de dispensa, que Virgílio Bezerra da Trindade e Diva Ferreira de Andrade tiveram dispensa de 3º grau atingente aos segundo de consanguinidade.
Em Papari encontrei um Francisco Antonio da Trindade, mas não localizai a relação dele com Luiz Augusto e José Rutio. Vamos ver se com a publicação deste artigo, mas luz surja para completar a genealogia desses Trindades, da terra de Nísia Floresta.


Abraços 
João Felipe da Trindade
Natal, Rio Grande do Norte