Este blogue sempre destacou a família Cortez, Gomes de Melo, Pegado Cortez, Bezerra e Dantas, mas está aberto a todos os pesquisadores para divulgar informações genealógicas das famílias do Seridó. "Marica Pegado" continuará a ícone histórica do blogue.
sábado, 13 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
O preço da liberdade
João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
Os seres humanos exploram seus semelhantes das mais diversas formas: física, mental e espiritual. As ideologias, as religiões, as tiranias e os partidos políticos mantém, debaixo de escravidão, milhões de pessoas em todo o mundo. E isso, parece que nunca vai acabar.
Nas nossas pesquisas genealógicas, encontramos os rastros da escravidão praticados pelos nossos ancestrais. Algumas pessoas, consideradas libertadoras, eram na verdade vendedores de liberdade. Trazemos exemplos através dos registros da Igreja.
Em 1864, no mesmo dia e ano, foram batizadas duas Marias, filhas das escravas Izabel e Ignácia, ambas pertencentes ao mesmo casal. Vejamos um desses registros: Aos trinta e um de junho de mil oitocentos e sessenta e quatro, batizei solenemente, nesta Matriz, da Gloriosa Senhora Santa Ana do Matos, a párvula Maria, parda, filha natural de Izabel, escrava de Vicente Ferreira de Lima, e sua mulher Joana Quitéria Veloso da Silveira, nascida a vinte e cinco de novembro de mil oitocentos e sessenta e três, cuja escravinha Maria os ditos senhores forraram na Pia, pelo preço e quantia de cem mil réis, cujo dinheiro receberam da mãe da dita criança, e, por isso, lhe deram plena, e geral liberdade, para que a goze para si, e seus descendentes, como se de ventre livre nascesse; foram padrinhos Miguel Francisco de Paula, e Izabel Emiliana da Silva, ambos solteiros, e desta Freguesia, e de como assim o disseram em minha presença, e das testemunhas abaixo assinadas, fiz este termo em que por verdade assinei, com eles libertadores, e as referidas testemunhas. Antonio Germano Barbalho Bezerra, Coadjutor Pró Pároco, Vicente Ferreira de Lima, e por Joana Quitéria Veloso da Silveira, Absalão Fernandes da Silva, e como testemunha Manoel Lopes Idalino.
Mas antes da data acima, no ano de 1851, houve outra libertação, onde os pagadores foram os padrinhos: Francisca, parda, filha legítima de Francisco e Joaquina, escravos ambos de Antonio Dantas Cavalcante, casado, morador desta Freguesia de Santa Ana do Matos, nasceu aos nove de junho de mil oitocentos e cinquenta e um, e foi batizado com os Santos Óleos, no Sítio Itu Velho, desta Freguesia, perante muitas pessoas, que se achavam presentes em Desobriga, como se nascesse de Vente Livre, por preço, e quantia de cinquenta mil réis, que receberam, seus senhores, dos padrinhos, na ação de batismo que foi aos dezesseis de julho do mesmo ano, pelo Coadjutor desta Freguesia Ignácio Damazo Correa Lobo, de minha licença, o que pediram os ditos senhores fizesse essa mesma declaração em Livro, para o todo tempo constar; foram padrinhos Manoel de Melo Montenegro Pessoa, casado, e Bertholeza Dantas Cavalcante, viúva, do que para constar mandei fazer este assento, e por verdade assinei. Vigário João Theotonio de Sousa e Silva.
Postado por João Felipe da Trindade às 07:21
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Os CORTEZ de Assú/RN. Graças ao pesquisador João F. Trindade, foram obtidas algumas preciosas informações sobre uma das vertentes da origem da família Siqueira Cortez no Rio Grande do Norte (Assu) e no Ceará (Baturité). A fonte é a revista da Academia de Letras do Ceará, Coleção Antonio Sales (1894-1984), e o trecho do artigo publicado por Raimundo Girão, sobre Natanael Pegado de Siqueira Cortez.
2<? OCUPANTE
NATANAEL Pegado de Siqueira CORTEZ. Norte-riograndense
de Açu, onde nasceu em 12 de janeiro de 1889. Pais:
Ismael Pegado de Siqueira Cortez e Umbelina Alves Cortez.
Estudou o primário em Santana do Mato e mais tarde veio para
Senador Pompeu, Ceará, onde se empregou, aos 12 anos de
idade, como cargueiro de animais. Como servente de operá
rio, trabalhou na Estrada de Ferro de Baturité, depois Rede de
Viação Cearense, quando era construída, ali, a ponte sobre o
rio Banabuiú. Viveu no Pará, em Macapá (Território do Amapá)
e outras localidades "cavando a vida". Adoecendo, voltou para
o Ceará e, chegando a Senador Pompeu, viu o pai converso
ao presbiterianismo e não tardou muito a converter-se também.
Desta nova crença aperfeiçoou os conhecimentos e atingiu o
máximo do seu ministério. Foi Presbítero na Paraíba e no
Maranhão e, por fim, no Ceará, tendo assumido o pastorado
da Igreja de Fortaleza em dezembro de 1915. Em 1946, é eleito
Moderador da Igreja Cristã Presbiteriana do Brasil. Estudioso
da língua inglesa, foi dela professor em diversos estabelecimentos
educativos da capital cearense, assim como do Liceu
do Ceará, da Escola Normal, do Colégio Militar. Ensinou, igualmente,
a Língua Nacional. Jornalista, colaborou em quase
todos os jornais fortalezenses. Deputado estadual em 1929 e
1930, mandato que perdeu com a revolução de Getúlio Vargas.
Era pecuarista adiantado e industrial de visão. Publicou: Joana
d'Arc, memória crítica; Apologia da Bíblia; Conferências Religiosas
e, mais recentemente, Dois Tributos (Jubileu Ministerial),
1965. Faleceu em Fortaleza, a 3 de março de 1967.
OCUPANTE ATUAL
José Caminha ALENCAR ARARIPE. Nascido em Jardim,
Ceará, no dia 1 <? de maio de 1921, sendo filho de Otaviano Cí
cero de Alencar Araripe e Joana Caminha Gondim Araripe. A
NATANAEL Pegado de Siqueira CORTEZ. Norte-riograndense
de Açu, onde nasceu em 12 de janeiro de 1889. Pais:
Ismael Pegado de Siqueira Cortez e Umbelina Alves Cortez.
Estudou o primário em Santana do Mato e mais tarde veio para
Senador Pompeu, Ceará, onde se empregou, aos 12 anos de
idade, como cargueiro de animais. Como servente de operá
rio, trabalhou na Estrada de Ferro de Baturité, depois Rede de
Viação Cearense, quando era construída, ali, a ponte sobre o
rio Banabuiú. Viveu no Pará, em Macapá (Território do Amapá)
e outras localidades "cavando a vida". Adoecendo, voltou para
o Ceará e, chegando a Senador Pompeu, viu o pai converso
ao presbiterianismo e não tardou muito a converter-se também.
Desta nova crença aperfeiçoou os conhecimentos e atingiu o
máximo do seu ministério. Foi Presbítero na Paraíba e no
Maranhão e, por fim, no Ceará, tendo assumido o pastorado
da Igreja de Fortaleza em dezembro de 1915. Em 1946, é eleito
Moderador da Igreja Cristã Presbiteriana do Brasil. Estudioso
da língua inglesa, foi dela professor em diversos estabelecimentos
educativos da capital cearense, assim como do Liceu
do Ceará, da Escola Normal, do Colégio Militar. Ensinou, igualmente,
a Língua Nacional. Jornalista, colaborou em quase
todos os jornais fortalezenses. Deputado estadual em 1929 e
1930, mandato que perdeu com a revolução de Getúlio Vargas.
Era pecuarista adiantado e industrial de visão. Publicou: Joana
d'Arc, memória crítica; Apologia da Bíblia; Conferências Religiosas
e, mais recentemente, Dois Tributos (Jubileu Ministerial),
1965. Faleceu em Fortaleza, a 3 de março de 1967.
OCUPANTE ATUAL
José Caminha ALENCAR ARARIPE. Nascido em Jardim,
Ceará, no dia 1 <? de maio de 1921, sendo filho de Otaviano Cí
cero de Alencar Araripe e Joana Caminha Gondim Araripe. A
Vejam esse link http://www.ceara.pro.br/cearenses/listapornomedetalhe.php?pid=32445 em Algo mais sobre um Pegado Cortez.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Velhas famílias do Seridó está disponível na internet.
Uma boa notícia para os pesquisadores genealógicos.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
07/01/2016 13h23 - Atualizado em 07/01/2016 13h28
Chove em 83 municípios do RN; em oito, chuvas passaram dos 50mm
Dados são da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte.
Em Lucrécia, na região Oeste, choveu 76,5 milímetros.
Do G1 RN
Chuvas acima de 50 milímetros caíram nas últimas horas em 8 cidades do interior potiguar. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), o maior índice - de 76,5mm - foi registrado na cidade de Lucrécia, na região Oeste. Ainda de acordo com a Emparn, choveu em 83 municípios do estado entre as 7h da última terça (5) e as 7h desta quinta-feira (7).
Também choveu bastante nos municípios de Coronel João Pessoa (65mm), Encanto (60mm), São Miguel (60mm), Serrinha dos Pintos (57mm), Frutuoso Gomes (55mm) e Pau dos Ferros (50mm), ambos também no Oeste do estado. Em Jaçanã, na região Agreste, choveu 55,2 milímetros.
O Rio Grande do Norte enfrenta a pior seca dos últimos 100 anos. Dos 167 municípios, 153 estão em estado de emergência por causa da estiagem prolongada. Atualmente, 17 cidades estão em situação de colapso no abastecimento d'água e outras 74 em sistema de rodízio.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Serão parentes de Lopes Trovão, nome de rua em Mossoró/RN?
Olyntho Lopes Galvão
e os Lopes Galvão
Por João Felipe da
Trindade
O meu blog tem trazido, para meu convívio virtual, pessoas
que moram nos mais diversos lugares do país, e, até, de fora dele. Recebi
recentemente um e-mail com solicitações genealógicas, onde constava o seguinte:
Meu nome é Carlos Roberto Galvão Sobrinho, sou médico e historiador, moro nos
Estados Unidos, mas sou brasileiro e filho de potiguares que imigraram para o
RS nos anos 60. O meu pai é de Natal, mas a sua família descende dos
Lopes Galvão de Mossoró e Açu. Estou engajado num projeto de reconstrução
genealógica deste ramo da família e escrevendo um artigo sobre a sua
contribuição para a história do RN. Como estou nos EUA (e só
ocasionalmente venho ao Brasil), tem sido naturalmente difícil me dedicar
ao trabalho em tempo integral e fazer pesquisa arquival etc. Ainda que
tenha conseguido aos poucos levantar muitos dados, há ainda várias
lacunas no meu trabalho. Enfim, escrevo para saber se teria alguma
informação sobre os Lopes Galvão.
Em outro
e-mail, ele escreveu: Se não for abusar da sua generosidade, gostaria de
consultar mais uma vez a sua sabedoria sobre a matéria, mas desta vez sobre um
período mais próximo. Entre as lacunas que tenho na reconstrução da
árvore genealógica paterna figura o parentesco entre os Lopes Galvão do Seridó
e os Lopes Galvão de Mossoró; O meu bisavô paterno era Olinto (Olynto) Lopes
Galvão de Mossoró. Olinto nasceu em 1860, foi juiz suplente em
Mossoró e intendente em Açú/Assu; casou-se com Cândida Miranda Fontes
(descendente dos Miranda Henriques), minha bisavó.
Aqui vão as minhas
perguntas: 1. Quem foi o pai de Olinto Lopes Galvão? Infelizmente a
memória familiar se perdeu, ainda que tenha tios que se recordem do avô; 2.
Qual o parentesco - se é que o há - entre Olinto Lopes Galvão e Romualdo Lopes
Galvão (n. 1864), também de Mossoró, abolicionista, republicano, comerciante,
presidente do Banco de Natal, governador, etc. etc., e contemporâneo de
Olinto? Romualdo era filho de João Lopes Galvão (n. 1839 em Mossoró) e
irmão de Isabel Lopes Galvão (n.1873), que se casou com Sylvio Policiano de
Miranda. A minha família também não sabe com certeza se há ligação entre
eles; 3. Qual a relação entre João Lopes Galvão, pai de Romualdo e Isabel, e os
Lopes Galvão do Seridó?
Com os
pedidos acima, resolvi buscar o que tenho nos meus arquivos sobre esses Lopes
Galvão, que ainda não tinha explicitado em algum artigo. Embora, tenha
informações sobre alguns deles, não foi possível encontrar o elo com o Cipriano
Lopes Pimentel.
Os Lopes Galvão aparecem
espalhados por vários lugares do Rio Grande do Norte. Aqui, vamos apresentar
vários deles, que encontrei, através dos registros da Igreja. Inicialmente,
lembramos um documento importante apresentado por Hélio Galvão, no seu livro
sobre a Fortaleza da Barra do Rio Grande, o testamento de Cipriano Lopes
Pimentel, datado de 19 de dezembro de 1729. Nele Cipriano declara que é filho
do sargento-mor Francisco Lopes e de sua mulher Joanna Dornelles. Apresenta sua
esposa Dona Tereza da Silva, filha de Filipe da Silva e Joana Salema. Na
sequência nomeia como seus filhos e da sua dita mulher: Lázaro Lopes Galvão, Cipriano
Lopes Galvão, Jorge Lopes da Silva, Archângelo Lopes, Estevam Lopes, Manoel
Lopes e Dona Luiza da Silva, casada com o sargento-mor Manoel Álvares Maciel.
Esse Jorge, citado acima, é um
deles, que encontramos o registro de casamento: Aos 15 de outubro de 1736, na
Igreja de São Miguel da Missão de Guajirú, na presença do Reverendo Antonio
Andrade de Araújo, Cura de Goianinha, e das testemunhas capitão Duarte Pinheiro
Rocha, tenente Francisco Xavier Ribeiro, Maria Magdalena, esposa do
sargento-mor Hilário de Castro Rocha, e Maria Gomes, se casaram Jorge Lopes
Galvão, natural de Goianinha, filho legítimo do capitão Cipriano Lopes Pimentel
e Thereza da Silva, com Francisca Xavier Figueira, filha do sargento-mor
Francisco Rodrigues Coelho, falecido, e Joana Figueira. Manoel Corria Gomes,
vigário, Antonio de Andrade de Araújo.
O Cipriano Lopes Galvão, também
citado acima, é nomeado em um registro de batismo, onde sua esposa foi
madrinha: Em 28 de setembro de 1756, era batizado, aqui na Matriz da Cidade do
Natal, pelo padre Francisco de Albuquerque de Mello, Phelippa, filha do capitão
Manoel Gomes da Silveira e sua mulher Luzia de Albuquerque de Mello, tendo como
padrinhos Manoel de Oliveira Miranda e dona Adriana de Holanda de Vasconcelos,
mulher do sargento-mor Cipriano Lopes Galvão, por seu bastante procurador
Faustino da Silveira.
Encontramos, também, um registro
de casamento de um neto de Cipriano e Adriana: No dia 22 de junho de 1800, na
Capela de Nossa Senhora da Guia de Acari, dispensados do parentesco em que
estavam ligados, em presença do reverendo padre Manoel Teixeira da Fonseca, de
licença minha, e na presença das testemunhas capitão João de Albuquerque
Maranhão e capitão Miguel Pinheiro Teixeira, se casaram João Lopes Galvão,
filho legítimo do capitão-mor Cipriano Lopes Galvão e Vicência Lins de
Vasconcellos, com Joana Francisca da Conceição, filha legítima de José de
Freitas Leitão e Francisca Xavier, já defunta. Vigário José Antonio Caetano de
Mesquita.
Essa Vicência Lins de
Vasconcelos era filha dos meus hexavós, Francisco Cardoso dos Santos e Thereza
Lins de Vasconcelos.
Nos registros de Touros, e na
localidade de Caiçara, vamos encontrar, também, um Cipriano Lopes Galvão e um
Francisco Lopes Galvão: Aos 20 de setembro de 1835, de licença minha, o
Reverendo Frei José de Santo Alberto, da ordem dos Carmelitas, assistiu ao
matrimônio de Francisco Lopes Galvão, filho legítimo de Cipriano Lopes Galvão e
de sua mulher Anna Francisca, já falecida, com Felipa Maria da Conceição, filha
legítima de João de Sousa Galvão e Silvana Maria da Conceição, na presença das
testemunhas José Ignácio de Miranda e André de Sousa Miranda e Silva, moradores
na Ilha de Manoel Gonçalves, onde se fez este sacramento. Felix Alves da Cruz,
vigário por oposição.
Aos 10 de maio de 1838, na
Capela de Guamaré, na presença do Reverendo David Martins Gomes, de minha
licença, e das testemunhas Francisco José Soares, morador em Guamaré, e de
Antonio Ferreira de Brito, desta Freguesia, se receberam em matrimonio, João
Galvão Lopes, filho legítimo de Cipriano Lopes Galvão e Anna Francisca de Sousa,
já falecida, com Maria Freire da Silva, filha legítima de João Freire da Silva
e Gertrude Gomes da Rosa. Felix Alves da Cruz, vigário colado.
Aos 2 de setembro de 1842, na
povoação de Caiçara, em desobriga, se receberam em matrimônio, Manoel Galvão
Lopes de Sousa, filho de Cipriano Lopes Galvão e de sua mulher Anna Francisca
de Sousa, já falecida, com Florinda Maria da Soledade, filha legítima de Luiz
Correa Chaves, e de sua mulher Joanna Correia da Soledade, brancos, em minha
presença, e das testemunhas Pedro José dos Santos, e João Francisco Cacho, moradores
em Caiçara. Antonio Camelo Valcácer.
Aos 6 de setembro de 1842, no
Sítio das Bicúdas, em desobriga, se receberam em matrimônio Alexandre Lopes de
Sousa, filho legítimo de Cipriano Lopes Galvão, e de sua mulher Anna Francisca,
já falecida, com Fausta Maria, filha legítima de Luiz Correia Chaves, e de sua
mulher Joana Maria da Soledade, brancos, em minha presença, e das testemunhas
José Bezerra da Costa e Francisco Ferreira da Costa, brancos, casados, Antonio
Camelo Valcácer, vigário apresentado.
Nosso Cipriano, dos registros de
Touros, casa novamente, depois de ficar viúvo: Aos três de agosto de 1844, na
povoação de Caiçara, em desobriga, se receberam em matrimônio, Cipriano Lopes
Galvão, viúvo que ficou de sua primeira mulher Ana Francisca de Sousa, com Francisca
Freire da Silva, filha legítima de José Nunes de Oliveira, já falecido, e de
sua mulher Izabel Correia de Brito, brancos, em minha presença e das
testemunhas Jerônimo Freire de Queiroz e Vicente Ferreira de Brito. Vigário
Antonio Camelo Valcacer.
Lá no Assú, mas em Campo Grande,
vamos encontrar outros Ciprianos: Cipriano, filho legítimo de Cipriano Lopes
Galvão, natural do Seridó, e Ana Maria da Conceição, natural do Assú, nasceu
aos 4 de março de 1832, e foi batizada aos 8 de abril do dito ano, pelo
Reverendo Vito Antônio de Freitas, de licença minha, na Capela de Santa Ana de
Campo Grande, sendo padrinho o referido Reverendo Vito Antonio. José Joaquim de
Santa Ana, vigário do Assú.
Não sei se houve erro nesse
registro, pois a esposa era outra: Francisca, filha de Cipriano Lopes Galvão,
lá do Seridó, e Rosaura Maria da Conceição, do Assú, nasceu aos 29 de janeiro
de 1834 e foi batizada na Capela de Santa Ana de Campo Grande, aos 24 de
fevereiro do mesmo ano, sendo padrinho Antonio Mendes Barrozo, solteiro.
Aos 30 de novembro de 1833, na
Fazenda Adquinhon, em presença do Padre Vito Antonio de Freitas, de licença
minha, se receberam por esposos presentes, Raimundo José de Sousa, de 24 anos,
natural do Seridó, filho legítimo de Manoel Lopes Galvão e Ana Rosa Pereira, e
Tereza Maria de Jesus, de 17 anos, natural do Assú, filha legítima de João
Batista de Sousa e Tereza de Jesus Maria, sendo presentes por testemunhas
Ignácio Francisco e Idalino de Alexandre Bezerra, casado. Joaquim Jose de Santa
Ana, vigário do Assú.
Para os lados de São José e
Papari, mais Lopes Galvão. Em 9 de fevereiro de 1836, na Matriz de Santa Ana da
Vila de São José, o Reverendo Francisco Antonio de Souza e Silva, batizou Úrsula,
branca, nascida aos 5 de janeiro do dito ano, filha de André Lopes Galvão e
Senhorinha Mathildes Barbosa, moradores na Boca da Picada, sendo padrinhos
Estevão Teixeira Brandão e sua mulher Antonia Clara, naturais e moradores na
Freguesia de Papari.
Aos 13 de novembro de 1846, na
Matriz de Nossa Senhora do O’ de Papari, em presença do Reverendo Gregório
Ferreira Lustosa, vigário da cidade de São José de Mipibu, de licença minha, e
na presença das testemunhas Bernardo de Castro Leitão e Francisco Xavier
Carneiro, casados, se casaram Joaquim Lopes Guarim, branco, de 25 anos, natural
do Assú, de onde veio de menor para a cidade de São José de Mipibu, filho
legítimo de Francisco Lopes Galvão, falecido e Thereza Maria de Jesus, com
Violante Rozalinda da Silva, branca, de 20 anos, natural de Brejo da Cruz, de
onde veio criança para Papari, filha legítima de Francisco Xavier de Macedo,
falecido e Catharina Barbosa da Silva, foram dispensados do 2º grau de
afinidade ilícita, contraído pelo nubente, em que estavam ligados, Vigário José
Manoel dos Santos Brígido.
Aos 26 de janeiro de 1847, na
Matriz de Papari, na presença do major José de Araújo Costa e João Porfírio
(ilegível), se casaram José Felippe Santiago Jr. natural de Natal, filho
legítimo de José Felippe Santiago e Antonia Joaquina de Sousa Santiago, com Ana
Joaquina do Sacramento, natural de Acari, filha de Bartholomeu Lopes Galvão e
Francisca Alexandrina do Sacramento. José Manoel dos Santos Brígido.
Em março de 1859, no sítio
Vista, o padre João Damasceno Xavier Dantas casava José Joaquim Torres Galvão,
viúvo que ficou de Leocádia Guedes da Fonseca, com Michelina Guedes de Paiva,
filha de Manoel Francisco de Paiva e Francisca Barbosa do Carmo.
Em 6 de fevereiro de 1883, em Ceará-mirim,
presentes Ignácio Guedes e Joaquim Guedes, casavam Francisco Lopes Galvão, 32 anos,
filho de José Joaquim Torres Galvão e Leocádia Joaquina da Fonseca, com Cândida
Belarmina da Conceição, de menor, filha de Belarmino Lins de Vasconcelos e
Maria Marculina Monteiro.
Essas informações poderão ser
completadas por outras pessoas que descendem dessas ou que tenha tido acesso a
outros registros. Infelizmente, não acessei ainda os registros da Igreja de
Mossoró.
Sobre Olyntho, encontrei seu
óbito no ano de 1930, aqui nos registros da Catedral. Dizia que ele tinha 63
anos e era oriundo de Goiana, Pernambuco, Quanto a Romualdo, que nasceu em
Campo Grande, hoje Augusto Severo, encontrei, também, seu óbito, em 1927.
Segundo esse registro, faleceu com 74 anos de idade e era filho de João Lopes
Galvão.
Diz Carlos, que ele era filho de
João Batista Galvão, e neto de José Olinto Galvão. Diz mais que este e mais
Joaquim Fontes Galvão, Ercílio Fontes Galvão, Olyntho Lopes Galvão Filho eram
filhos de Olynto Lopes Galvão, e Dona Cândida
de Miranda Fontes.
Volto aos registros para buscar
algum registro sobre esses membros da família Fontes Galvão.
José Olinto Galvão, com 18 anos
de idade, filho de Olintho Lopes Galvão e Cândida Fontes Galvão, casou na
Catedral aos 31 de janeiro de 1931, com Maria da Conceição Santos, de 16 anos,
filha de João Pedro dos Santos e Elvira Ephigenia Santos.na presença de Nestor
dos Santos Lima e Rodrigo Affonso Cunha.
Em outro registro, encontro que Zélia
Maria, branca, nascida aos 17 de agosto de 1940, era batizada na Catedral,
sendo filha legítima de José Olinto Gomes, funcionário público, natural de
Natal, e de sua esposa Dona Maria Conceição Santos Galvão, natural de Natal,
neta paterna de Olinto Lopes Galvão e Cândida Fontes Galvão, e materna de João
Pedro dos Santos e Efigenia dos Santos, sendo seus padrinhos Hercílio Galvão,
casado, funcionário público e sua esposa D. Laura Gambarra Galvão.
João (Batista Galvão), filho
legítimo de José Olinto Galvão e de Maria da Conceição Galvão, nasceu aos 3 de
julho de 1936, e foi batizado na Catedral em 1 de agosto do mesmo ano, tendo como
padrinhos Antonio Coelho e Thereza de Nazareth Santos Coelho.
Este artigo poderá ser
reeditado, dependendo de novas informações encontradas.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Igreja perdoa padre Cícero Romão Batista.
Viva ! Demorou mas chegou seu dia ! Padre Cícero e Dom Helder, o "Bispo das Multidões", serão elevados aos altares numa mesma solenidade, segundo informações extra muros! Já pensou poeta Cunha Lima, Padim Ciço papa?! Não teria ocorrido a 2a. Guerra Mundial! O mundo seria bem melhor e Ghandi teria visitado Juazeiro para se aconselhar junto ao Padim e Lampião, convertido, seria sacristão da catedral do Crato.
Dezembro é o mês da solidariedade!
Francisco de Assis.
Venerado no Nordeste, Padre Cícero recebe perdão da Igreja Católica
JOÃO PEDRO PITOMBO14/12/2015 13h36 - Atualizado às 16h30
DE SALVADOR1,7 milVenerado em romarias que atraem mais de 2 milhões de pessoas por ano a Juazeiro do Norte (CE), o Padre Cícero Romão Batista foi perdoado pela Igreja Católica após mais de um século de punição.
A reconciliação foi anunciada neste domingo (13) pelo dom Fernando Panico, bispo da Diocese de Crato (CE), que recebeu uma carta do Vaticano com a decisão do papa Francisco.
Conhecido popularmente como Padim Ciço, ele foi afastado da Igreja Católica após um episódio em 1889 que ficou conhecido como "milagre da hóstia", no qual uma hóstia dada pelo padre a uma beata teria se transformado em sangue.
"É o primeiro processo de reabilitação, de esquecimento do passado, que conheço na Igreja. É um caso único, estamos fazendo know-how", disse à Folha Armando Lopes, chanceler da Diocese de Crato. Segundo ele, a Diocese não pretende iniciar um pedido de beatificação de Padre Cícero de imediato: "É um processo muito demorado, não é nossa prioridade".
Bispo anuncia perdão do Vaticano a padre Cícero
Nos anos seguintes, o padre foi proibido de confessar, pregar e administrar os sacramentos, além de celebrar missas. Em 1896, O Santo Ofício determinou que ele deixasse a cidade de Juazeiro do Norte, sob pena de ser excomungado.
As punições se seguiram até 1926, quando o padre foi suspenso definitivamente pela Igreja, que lhe retirou as ordens. Ele morreu em 1934.
Carismático, Padre Cícero tinha influência sobre a vida social e política na região de Juazeiro do Norte, onde hoje há uma estátua de 27 metros de altura em sua homenagem.
A reconciliação foi pedida ao Vaticano há nove anos por dom Fernando Panico e é o primeiro passo para a reabilitação de Padre Cícero. Caso seja reabilitado, o padre estará apto a ser beatificado e canonizado.
A carta, assinada pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, diz que o Padre Cícero "viveu uma fé simples, em sintonia com o seu povo". A íntegra do documento será divulgada no próximo domingo (20) pela Diocese de Crato.
Em uma rede social na internet, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT) afirmou que recebeu "com muita alegria a informação da reconciliação da Igreja Católica com o querido Padre Cícero Romão Batista, nosso Padim"
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