segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O segredo de uma boa vida.

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                         Texto sábio de um geriatra
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Estamos envelhecendo.  Não nos preocupemos!  De que adianta, é assim mesmo.  Isso é um processo natural.  É uma lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica ou Lei da Entropia.  Essa lei diz que:  “A energia de um corpo tende a se degenerar e com isso a desordem do sistema aumenta”.  Portanto, tudo que foi composto será decomposto, tudo que foi construído será destruído, tudo foi feito para acabar.  Como fazemos parte do universo, essa lei também opera em nós.  Com o tempo, os membros se enfraquecem, os sentidos se embotam.  Sendo assim, relaxe e aproveite.  Parafraseando Freud:  “A morte é o alvo de tudo que vive”.  Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha, daqui a 10 anos ele estará todo carcomido.  O mesmo acontece a nós.  O conselho é:  Viva.  Faça apenas isso.  Preocupe-se com um dia de cada vez.  Como disse um dos meus amigos a sua esposa: “me use, estou acabando!”.  Hilário, porém realista.

Ficar velho e cheio de rugas é natural.  Não queira ser jovem novamente, você já foi.  Pare de evocar lembranças de romances mortos, vai se ferir com a dor que a si próprio inflige.  Já viveu essa fase, reconcilie-se com a sua situação e permita que o passado se torne passado.Abrace a Vida .Está vivo, procure um Amor e seja feliz com ele.Desfrute o Presente.  Esse é o pré-requisito da felicidade.  “O passado é lenha calcinada.  O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto”  como já dizia Cícero.

Abra a mão daquela beleza exuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho, pra não se tornar caricatura de si mesmo.  Fazendo isso ganhará qualidade de vida.  Querer reconquistar esse passado seria um retrocesso e o preço a ser pago será muito elevado.  Serão muitas plásticas, muitos riscos e mesmo assim você verá que não ficou como outrora.  A flor da idade ficou no pó da estrada.  Então, para que se preocupar?!  Guarda os bisturis e toca a vida.

Você sabe quem enche os consultórios dos cirurgiões plásticos?  Os bonitos.  Você nunca me verá por lá.  Para o bonito, cada ruga que aparece é uma tragédia, para o feio ela é até bem vinda, quem sabe pode melhorar, ele ainda alimenta uma esperança.  Os feios são mais felizes, mais despreocupados com a beleza, na verdade ela nunca lhes fez falta, utilizaram-se de outros atributos e recursos.  Inclusive tem uns que melhoram na medida em que envelhecem.  Para que se preocupar com as rugas, você demorou tanto para tê-las!  Suas memórias estão salvas nelas.  Não seja obcecado pelas aparências, livre-se das coisas superficiais.  O negócio é zombar do corpo disforme e dos membros enfraquecidos.

Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos.  Advêm consequências desastrosas quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma numa dor que você não tem como aliviar e condena à ruína sua própria alma.  Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase.  Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu.  Se não viveu na fase devida, o melhor a fazer é esquecer.

A causa do sofrimento está no apego, está em querer que dure o que não foi feito para durar.  É viver uma fase que não é mais sua.  Tente controlar essas emoções destrutivas e os impulsos mais sombrios.  Isso pode sufocar a vida e esvaziá-la de sentido.  Não dê ouvidos a isso, temos a tentação de enfrentar crises sem o menor fundamento.  Sua mente estará sempre em conflito se ela se sentir insegura.  A vida é o que importa.  Concentre-se nisso.  A sabedoria consiste em aceitar nossos limites.

Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades.  Isso é loucura, é exagero.  Faça o que pode ser feito com o que está disponível.  Quer um conselho?  Esqueça.  Para o seu bem, esqueça o que passou.  Tem tantas coisas interessantes para se viver na fase em que está.  Coisas do passado não te pertencem mais.  Se você tem esposa e filhos, experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos, faça a festa, celebre a vida, agora você tem mais tempo, aproveite essa disponibilidade e desfrute.  Aceitando ou não, o processo vai continuar.  Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora.  Nada nos pertence.

Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte.  Não posso dizer que, pelo fato de conhecer grande parte do Brasil, sou mais feliz que ele.  Muito pelo contrário, parecia exatamente o oposto.  O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: “quem tem muito dentro precisa ter pouco fora”.
Esse é o segredo de uma boa vida.
 

domingo, 11 de setembro de 2016

sábado, 10 de setembro de 2016

A filha natural de João Rodrigues da Costa Junior, 1844

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Aos dois de setembro de 1844, lanço neste livro de assentos dos batismos que serve nesta Matriz de São João Batista de Assú, o assento de batismo de Francisca, parda, filha natural de João Rodrigues da Costa Junior com Marcelina, escrava de João Batista da Costa, já lançado em outro livro dos batizados de folha cento e oitenta e nove, com sentido do despacho abaixo declarado e é da maneira seguinte: 
Ilustríssimo e Reverendíssimo Senhor - Diz João Rodrigues da Costa Junior, solteiro, morador no lugar de Piató desta Freguesia de São João Batista de Assú, que ele tivera de Marcelina, escrava de seu mano João Batista, uma filha de nome Francisca a qual tomou e tem tido em sua companhia desde de sua tenra idade como sua filha que é, e por que fosse batizada nesta Matriz sem declaração de quem era seu pai, por isso requer a  Vossa Senhoria a mande de novo lançar para que em todo tempo haja de constar o de devido = Chama-se Francisca, nascida a 28 de janeiro de 1830, batizada nesta Matriz pelo Padre Joaquim José de Santa Ana; foram seus padrinhos Miguel, escravo do tenente João Rodrigues da Costa e Thereza, escrava de João de Barros de Oliveira, declarando igualmente ser filha natural do suplicante, portanto = Pede ao Reverendo Senhor Vigário Interino da Vara mande lançar o novo assento com a declaração que requer = Sim = Vila da Princesa 2 de setembro de 1844 = Montenegro = 
Francisca, parda, filha natural de João Rodrigues da Costa Junior com Marcelina escrava de João Batista da Costa, nascida a 28 de janeiro de 1830, foi batizada a vinte e um de fevereiro do dito ano por mim e lhe conferi os sagrados óleos; foram padrinhos Miguel, escravo do tenente João Rodrigues da Costa e Thereza, escrava de João de Barros de Oliveira, todos deste Assú, e para constar fiz este assento em que me assino, o Padre Joaquim José de Santa Ana = Pároco do Assú = e para constar a todo tempo, fiz este assento em que me assino = Padre Francisco Urbano de Albuquerque, Vigário interino de Assú.

Outros novos batismos foram lançados a pedido dos pais de filhos naturais, que transcrevemos para aqui.

João, filho natural de José Duarte de Azevedo, e Benta Maria, nasceu aos 2 de novembro de 1832, e foi batizada no dia 7 do mesmo mês e ano, pelo Reverendo Joaquim José de Santa Ana, e lhe pôs os santos óleos; foram padrinhos João de Barros de Oliveira e Nossa Senhora da Conceição, e por me ser pedido pelo pai do adulto, por um requerimento, fiz este novo lançamento, que torna sem nenhum, efeito outro qualquer que apareça, e para clareza me assino. José Ferreira Nobre Formiga, Vigário do Assú.

Josefa, filha natural de João Maurício Pimentel, e Ana Monteiro, nasceu aos 17 de setembro de 1809, e foi batizada nesta Matriz pelo Reverendo Vigário Antonio de Souza Monteiro, a dez de novembro do mesmo ano, e lhe pôs os santos óleos, foram padrinhos Alexandre de Souza Castro, casado, e Aldonsa Maria, solteira, e por me ser pedido a requerimento do mencionado João Maurício Pimentel, fiz este novo lançamento que torna sem nenhum efeito outro qualquer lançamento que aparecer possa, e para constar mandei fazer este assento em que me assinei. José Ferreira Nobre Formiga, Vigário do Assú.


Vendendo em francês na feira de Caicó.

Por Ciduca Barros*
Nada marca tanto a nossa vida quanto o nosso passado estudantil. Os anos que passamos nos bancos escolares, além de ficarem indelevelmente em nossas lembranças, ainda nos fazem relembrar dos tipos pitorescos que foram nossos colegas de escola.
Não conheço ninguém que não tenha uma (ou mais) história jocosa do seu tempo de estudante.
Dos muitos causos que guardei, do nosso querido Ginásio Diocesano Seridoense (GDS), de Caicó (RN), eis aqui um deles.
No ano de 1955, oriunda do Curso de Admissão, nossa turma foi cursar a primeira série do Curso Ginasial, quando fomos apresentados à Língua Francesa.
O nome de batismo dele era Manoel, que, nas primeiras aulas, se encantou perdidamente por aquela bela língua falada na distante Europa.
Como muitos de nós, ele era uma pessoa de família humilde e seu pai tinha uma banca de frutas na feira livre de Caicó, onde, aos sábados, ele o ajudava nas suas lides.
E foi naquela banca de feira onde tudo aconteceu. Conta a lenda que, já no primeiro sábado de março de 1955 (dia da feira livre de Caicó), após uma semana de aulas de Francês, o nosso colega já quis demonstrar para a clientela do seu pai que ele já começava a dominar aquele idioma românico.
E num pregão que ele, normalmente, anunciava na nossa língua pátria (e em seridoês), estava sendo gritado assim:
Les banês, quem vai querrê, quinhentôs rês! (¹)
Daí, então, até a sua prematura morte, o seu apelido passou a ser “Manoel Le Banê”.
(¹) Tradução: Bananas, quem vai querer, quinhentos réis.
*Escritor, funcionário aposentado do Banco do Brasil / com post na página Bar de Ferreirinha.


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 9/11/2016 10:01:00 AM

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Um grito de morte na parada da independência



08:35 (Há 5 minutos)



Por João Bosco de Araújo*
Jornalista boscoaraujo@assessorn.com  
Foto acervo caicoense Criva Coelho. Banda do CDS nos desfile cívico
A parada do desfile de 7 de Setembro transcorrera como nos anos anteriores, mas o ano de 1969 fora diferente porque foi nesse ano meu primeiro desfile formado pelos alunos do então Ginásio Estadual Joaquim Apolinar (GEJA), também foi o derradeiro, diante da ordem de dispensa nos anos seguintes. O fato é que encerrada a programação cívico-militar, já passava do meio-dia, momento de apreciar o retorno das pessoas que, tradicionalmente, se reuniam nas duas calçadas da Coronel Martiniano, tendo como principal avenida do centro de Caicó.
O calor daquela manhã nos convidava a amenizar o sol debaixo da sombra do pé de fícus da casa dos meus avós maternos, colada na bodega de José Teófilo, esquina da avenida Rio Branco com rua Augusto Monteiro, a dois quarteirões do local do desfile findo. Por diversas vezes, três rapazes montados em cavalos de raça cruzavam a esquina. Ainda carregavam as fitas que simbolizaram o grito dado pelo Príncipe Regente Luso de “independência ou morte”, na beira do riacho.
Bem ali perto, estava o Barra Nova, não o Ipiranga, e por alguns instantes ouviram-se o estampido, não de liberdade, era de morte, e um corpo estendido no chão. O homem caído, já sem vida, era Manoel Chicola, alvejado por disparos de balas dentro do estabelecimento comercial de Zé Teófilo, das Oiticicas, efetuados por “Cambitinha” (Francisco Medeiros Filho) e acobertado por outro cavaleiro, bem no estilo das fitas de faroestes exibidas no São Francisco, cujo cartaz e letreiros iluminados estampavam o filme da noite no cinema em frente ao crime, na outra esquina. 
 
Não fomos testemunhas do ocorrido por questões estratégicas, suponho, do próprio autor do episódio, pelo fato da presença do grupo de jovens debaixo da árvore, ou da saia da nossa avó Luzia Tavares. Éramos, eu, minha irmã Sueli, o namorado dela, Antônio Nilson, outras irmãs Salete e Sônia, meu irmão Gilberto, nossa vizinha Nevinha, sua irmã Gracinha, filhas do comerciante José Leônidas e outras pessoas que não me recordo mais. Foi apenas o tempo suficiente de sairmos do local.
Nossa residência, parede e meia à casa de vó Luzia, estava a cerca de 10 metros dos disparos que ecoaram rua afora, estendendo casa adentro, acompanhados de um silêncio tenebroso, que após frações de segundos foi rompido pelas pisadas compassadas fortemente sobre a calçada. Sutilmente, abro uma brecha da janela e vejo passar fugindo em alta disparada “Andorinha” (Vivaldo Melo), ainda garoto, da nosso idade, filho de Chico Melo, que morava do lado direito, perto do Serrote, mas desnorteado correu no sentido oposto. Ele estava peruando dentro da bodega e o zumbido das balas o martirizou por muito tempo, contava. Por pouco não foi alvejado, dizia Teófilo, posto do outro lado do balcão a conversar com a vítima.
Nesse ínterim, após acompanhar pela fresta da janela o “velocista” Andorinha (depois, rapaz ele foi trabalhar nos Correios, vindo a falecer de enfarte ainda moço) desloco o ângulo da vista para o outro lado e vejo a cena do crime. Manoel Chicola inerte ao chão, no pé do poste, e seu filho Mauricy a retirar, imediatamente, uma faca peixeira embainhada daquelas de marchante, com mais de 12 polegadas de tamanho. Chicola era comerciante desse ramo e tinha inimizade com o pai do homicida, Chico Medeiros, ex-prefeito caicoense, por questões de politicagem, muito comum na época entre dinartistas, de bandeira vermelha, e aluizistas, do lado verde.
Antes da execução, "Cambitinha" deixara o cavalo amarrado em outro poste do lado da Rio Branco. Em frente ficavam os armazéns de Manoel Chicola, de vendas de peixes e casa de jogos. Chico Cunha, rapaz solteirão, experiente, leitor assíduo de livros de bolso, salvou a vida de Mauricy. Segundo contava, ao ouvirem os disparos, o filho de Manoel correu em direção à porta fechada, barrado por Cunha, que o empurrou com os pés, fazendo-o cair ao chão, bem ao estilo dos mocinhos do filme, acreditava.
Ora, ao abrirem a porta, viram a dupla de cavalos em disparada, na direção do rio Barra Nova e o atirador a girar o revólver entre os dedos da sua mão, narravam. Pode-se imaginar a fidelidade cinematográfica e entender que se Chico Cunha não travasse àquela porta, o alvo das balas também teria acertado o filho do morto ao procurar defender o pai tombado. 
O local do crime ficou visitado por muito tempo, para matar a curiosidade de quem queria ver de perto os buracos das balas e o sangue na parede impresso pelas mãos do baleado, ao tentar se segurar do impacto que o empurrou, cambaleando até o chão da rua.
Cenas de uma Caicó violenta, de um 7 de Setembro que parou há 40 anos. Do outro lado da história, jovens caicoenses tombaram mortos, mas por ideários de independência, alvejados pela intolerância imposta pelo medo do imperialismo internacional, sob a custódia do regime de plantão.
*Texto publicado anteriormente, nos 40 anos do fato ocorrido.
©2016 www.AssessoRN.com | Jornalista Bosco Araújo - Twitter @AssessoRN



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Conversa aberta. Uma mensagem lida.


 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Assembleia resgata documentos históricos do século passado

TESTE
Crédito da Foto: Eduardo Maia

 
 
História documental está sendo levantada desde 1901 até hoje

Mais de 100 anos de história, que inclui a origem dos municípios potiguares, a história do Parlamento e dos próprios potiguares. O trabalho de resgate e preservação está sendo feito pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte através do levantamento e catalogação de um acervo que remonta ao século passado, exatamente ao ano 1901. O acervo textual, bibliográfico, audiovisual, sonoro, informático e cartográfico do parlamento, desde essa data até os dias atuais, está sendo levantado num trabalho realizado pela Gerência e Serviços Gerais de Arquivos, vinculada à Secretaria Administrativa da Casa.

A equipe de sete servidores fez um curso preparatório especialmente para cumprir esta missão, numa parceria da Assembleia Legislativa com a UFRN. Eles estão se debruçando sobre um volume de documentos que corresponde a 581 metros lineares de arquivos. São papeis e outras formas documentais que compõem partes de uma história que após a catalogação, será devidamente preservada e posteriormente disponível em arquivos digitalizados para consulta do Parlamento e da própria população. Além de documentos administrativos, o acervo inclui fitas cassete, fitas VHS, mapas, CDs, entre outros.

O trabalho vem sendo realizado minuciosamente, por ordem cronológica decrescente, a partir de 2016 em direção aos anos iniciais. Uma parte já está concluída. Até o ano 2010 os documentos já passaram pelo detalhado processo de limpeza para remoção de ácaros.

O primeiro passo está sendo a cuidadosa higienização e organização dos documentos, para que não sejam danificados. As regras seguem as normas do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), do Ministério da Justiça, vinculado ao Arquivo Nacional. “Participamos de um curso oferecido em parceria com a UFRN e a partir daí começamos a organizar o arquivo”, afirma Voltaire Maia.

A história dos municípios do RN também consta do acervo documental. Após a conclusão deste trabalho, com a catalogação e digitalização concluídas, todos os dados estarão disponíveis para consulta não só do Parlamento, mas de todos os interessados.

Crédito da Foto: Eduardo Maia

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Novo fóssil de mastodonte achado no Seridó potiguar. Nos anos sessenta, pesquisadores encontraram fósseis de mastodontes, conforme pesquisas feitas por José Nunes Cabral de Carvalho, Antonio Campos e outros.

Fóssil de mastodonte é encontrado em Florânia

Marina Gadelha – ASCOM – Reitoria/UFRN

Fotos: Cícero Oliveira

Um fóssil do pré-histórico mastodonte foi encontrado em uma fazenda do município de Florânia, na região Central do Rio Grande do Norte, a 216 quilômetros da capital potiguar. Na última sexta-feira, 12, a equipe do Museu Câmara Cascudo (MCC) foi ao local para o reconhecimento e “já coletou fragmentos da defesa (presa de marfim) e da mandíbula com os dentes molares do animal, transportados a Natal para limpeza e estudos complementares”, afirma o biólogo da instituição, Wagner de França Alves.

O mastodonte se assemelha ao elefante atual e viveu há cerca de 10 mil anos nas Américas do Norte e do Sul. Fósseis da espécie já foram encontrados em quase todos os estados brasileiros, exceto no Tocantins, e são registrados pela primeira vez em Florânia.

A descoberta se deu graças ao adolescente Edivan Gaudino Neto e sua irmã Ana Karollina Santos Silva, de 16 e 12 anos, que encontraram os vestígios no leito de um rio e avisaram ao pai Edmilson Galdino, vaqueiro da fazenda. O dono da propriedade acionou o arqueólogo Astrogildo Cruz, o qual realizou a primeira análise juntamente com o também arqueólogo e professor de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Orlando Figueredo.

Ao identificar o potencial dos vestígios, os profissionais entraram em contato com a paleontóloga e diretora do MCC, Maria de Fátima Ferreira dos Santos, que organizou a expedição para Florânia e confirmou a existência do fóssil. A instituição da Rede Universitária de Museus da UFRN possui um setor de paleontologia que abrange metodologias de coleta de amostras e dados em campo para embasamento e organização das coleções científicas.

Outras informações:
Maria de Fátima Ferreira dos Santos: 3342-4913/4914

 
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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Caminhos do Frio na Paraíba já começou, mas no dia 10 será em Bananeiras.

A primeira cidade a receber o roteiro é Areia, de 4 a 10 de julho. O tema do evento no município é "Frio, cachaça e arte". No município, a programação do Caminhos do Frio envolve feira de artesanato, feira gastronômica, oficinas, lançamento de disco, apresentações de espetáculos teatrais e de grupos de dança, trilhas ecológicas e shows musicais. O destaque fica para o show do Sexteto Potiguar de Natal, no dia 8 de julho, e de Mira Maya e In the Mood Hard Blues, no dia 9 de julho.
Em seguida, a programação acontece em Pilões, de 11 a 17 de julho, sob o tema "Flores, cultura e arte". Na cidade, o evento conta com feira gastronômica, oficinas, apresentações de teatro, dança e quadrilhas juninas, caminhadas ecológicas. Nos dois últimos dias do evento no município, em 16 e 17 de julho, também haverá shows de Adeilton Vieira e Banda, Forrozão Asa Branca e Fernando Show e do Trio Asa Branca em conjunto com o cordelista Baraúna.
Cantor Beto Brito  tem 15 anos de carreira e abriu último fim de semana do Extremo Cultural em João Pessoa (Foto: Beto Brito tem 15 anos de carreira dedicados à cultura popular regional, em suas várias vertentes musicais e literárias. )Beto Brito se apresenta em Remígio, no dia 23 de
julho (Foto: Divulgação)
Remígio realiza sua programação de 18 a 24 de julho, com o tema "Cultura e agroecologia na Serra". Entre as atrações, durante a semana, acontecem feiras gastronômicas, exibição de curtas e filmes, oficinas, palestras, apresentações de teatro e dança, trilha agroecológica, encontro de bandas e fanfarras e encontro de trios de forró. No sábado, dia 23 de julho, acontecem os shows de Beto Brito e Niedson Lua, e no dia 24 de julho, se apresentam Chico César e Assisão.
Solânea recebe o roteiro de 25 a 31 de julho. O tema do evento é "Memorial de fé, arte e cultura". Entre as atividades, estão oficinas, apresentação de teatro de bonecos, mostra de cinema, sarau cultural, desfile de moda, workshop, exposições de artes plásticas e mostra de dança. Os shows começam na quinta-feira, 28 de julho, com a apresentação de Jackson Envenenado. No dia 29 de julho, haverá o show de Beauty Box e Renata Arruda. No sábado, 30 de julho, se apresentam Eduardo Araújo e Marina Elali.
A quinta cidade é Serraria, que tem programação de 1º a 7 de agosto. O tema no município é "Natureza, seresta e engenhos". Um dos destaques do evento no munípio é o show de calouros, que acontece de 2 a 4 de agosto. Também são realizadas oficinas, apresentações de grupos folclóricos e repentistas, trilha ecológica e a apresentação de Fernando Show, Hilton Moura, Carlos Alexandre Júnior, Tinho, Sandro e Tércio, GG Bismark, Maike José, Os 3 do Xamego e Curió Forró Caboclo.
Sandra Belê faz show neste domingo (13) no Sesc de Piracicaba (Foto: Fabi Veloso)Sandra Belê se apresenta em Bananeiras no dia
13 de agosto (Foto: Fabi Veloso)
Bananeiras é o próximo município do roteiro, com o tema "Aventura e arte na Serra", de 8 a 14 de agosto. Na cidade, o Caminhos do Frio conta com oficinas, apresentação de teatro de bonecos, exposições de artes plásticas, exibição de filmes, espetáculo de dança e teatro, feira de artesanato, mostra gastronômica e trilhas ecológicas. Entre as atrações musicais, estão os shows de Banda SCFV, Eloisa Olinto, Tinho e Banda, Kelson Kiss, Sandra Belê, e Curió e Forró Caboclo.
Matinhas tem o tema "Laranja, arte e cultura", com programação de 15 a 21 de agosto. Entre os destaques da programação, estão a realização de oficinas, visitas a laranjais, encontro de agricultores familiares com exposição de produtos, encontro de mulheres artesãs, exibição de filmes, trilhas ecológicas, apresentações culturais, passeio ciclístico e shows de Jackson Envenenado e Banda Fofinho do Acordeon.
A próxima cidade do roteiro é Alagoa Nova, com o tema "Festival da galinha e da cachaça". A programação vai de 22 a 28 de agosto. Durante a semana, o evento promove no município uma série de cursos de artesanato, agricultura e gastronomia, em três lugares distintos da cidade. Também serão realizadas oficinas de teatro e técnicas vocais, com Suzy Lopes e Liss Albuquerque, respectivamente. Na programação, também haverá apresentações culturais, de teatro e musicais, porém os artistas a se apresentarem no municipio não foram divulgados até as 9h desta quarta-feira (15).
O roteiro chega ao fim em Alagoa Grande, de 29 de agosto a 4 de setembro. O tema do município é "Rota cultura Jackson do Pandeiro". Fazem parte da programação do Caminhos do Frio na cidade as mostras de teatro estudantil, apresentações de espetáculos, oficinas de dança e corpo e memória, lançamento de livros e revistas, exibição de curtas, trilha ecológica de bicicleta, festival de dança, workshop de teatro e shows das bandas Corte da Lagoa, Som do Porto, Pirueta em Roda de Samba, Forró do Auge e Interfônica.

O presidente do Fórum de Turismo do Brejo, Sergirson Silvestre, explicou que a programação foi definida em comum acordo com todos os prefeitos, buscando dar destaque às atrações culturais de cada cidade. Silvestre disse que o atual momento econômico vivido pelo país fez com que os gestores buscassem alternativas para realizar o evento. “Sabemos da importância do Caminhos do Frio para o desenvolvimento de nossa região. Hoje, a Rota Cultural é o principal produto turístico da região e por isso foi importante essa parceria entre todos os gestores envolvidos”, declarou.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016


Professor Edgardo Pires.


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A propósito de A mística do parentesco

Parti de um casal único para contemplar abrangentemente os seus milhares de descendentes. Essa é uma novidade reconhecida. Mostra a genealogia como efetiva ciência auxiliar da história social, mediante a descrição documentada da dinâmica dos casamentos. As investigações que venham a ser feitas sobre a história social brasileira poderão contar com o antecedente de A mística do parentesco, seja como documentação de fatos, seja como modelo metodológico.


Volume 1
Pernambuco

Volume 2
Piauí, Rio de Janeiro

Volume 3 tomo 1
Piauí/Maranhão

Volume 3 tomo 2
Piauí/Maranhão (Rio de Janeiro)

Volume 4
Piauí/Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo

Volume 5
Os Castello Branco: E seus entrelaçamentos familiares
Aos amigos pesquisadores de Genealogia
Recebi do amigo Edgardo Pires link do seu site recentemente colocado na internet que contém seus famosos livros Mística do Parentesco
http://www.parentesco.com.br/
Abraços 
João Felipe da Trindade
Natal, Rio Grande do Norte
putegi.blogspot.com

quinta-feira, 14 de julho de 2016

UFRN discute a inserção na Rede Memorial do Nordeste
 
(Sirleide Pereira – Ascom-Reitoria/UFRN) - 14.07.2016

A memória institucional, a organização, preservação e disponibilização pública de acervos documentais e museológicos foram alvo de reunião no final da manhã desta quarta-feira, 13, entre a reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Angela Maria Paiva Cruz, e o gerente de Relacionamento da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Álvaro Malagute.

Acompanhados do superintendente de Comunicação, José Zilmar Alves da Costa, e da diretora do Núcleo de Arte Cultura da UFRN, Theodora Alves, ambos acertaram um encontro em agosto próximo, em Natal, para oficializar a inserção da UFRN na Rede Memorial do Nordeste. Coordenador regional da Rede, o professor Marcos Galindo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) na área de memória, confirmou participação pelo telefone. Antes disso, convidou a reitora a participar de evento em Pernambuco, sobre memória institucional.

Acervos e projetos

Com recursos do BNDES e do Banco do Nordeste, a Rede Memorial do Nordeste compartilha informação de forma harmônica entre indivíduos de diferentes regiões, beneficiando a todos. A adesão à Rede Memorial do Nordeste habilita a UFRN a receber recursos públicos voltados para a organização de sua memória social, por meio de digitalização de acervos de imagem e som, arquivos documentais, acervos museológicos e outros.

Atualmente, duas frentes administrativas atuam na linha de memória social da UFRN: a Comissão de Gestão Documental, vinculada à Pró-reitoria de Administração (PROAD), implementando a modernização do Arquivo Geral, e a Coordenação de Ações Culturais, Museológicas e de Memória, da Pró-reitoria de Extensão (PROEX), fomentando discussões para mapeamento de acervos institucionais.

Conforme literatura, “acervos são bens patrimoniais pertencentes ou sob a guarda de um indivíduo ou uma instituição, pelos quais se pode ter acesso a informações valiosas de várias áreas do saber, de forma a preservar a identidade e a memória de uma comunidade”. Entre os grandes acervos pertencentes e/ou sob guarda da UFRN constam o do Museu Câmara Cascudo (MCC), o do Museu do Seridó, no CERES Caicó, o do Núcleo Tecnológico da Seca (NUTSECA), e a massa documental do Arquivo Geral, da TVU e de outros.
Área de anexos

segunda-feira, 11 de julho de 2016

CHAPÉU DE COURO NORDESTINO – IDENTIDADE DE UMA REGIÃO

Autor – Rostand Medeiros

Barro – Ceará/Foto: Rostand Medeiros/2015
Este é um artefato que funciona como verdadeiro distintivo do Nordeste e do nordestino. Creio que talvez não exista um material com um aspecto tão forte em termos de identidade, tão representativo do nosso sertão do que o belo e tradicional chapéu de couro [...]

A pecuária, a criação de gado no interior da atual Região do Nordeste do Brasil foi o primeiro grande fator de geração de renda e permanência do homem nesta região árida. Da atividade de criar o gado se obtinha a carne para alimentação, o leite e em seguida o couro, que era utilizado de diversas maneiras nas propriedades rurais. Em algumas fazendas se desenvolveram rústicos curtumes, que serviram para transformar o couro em mais um meio de geração de renda. Certamente foi nestes locais que se iniciou a tradição da manufatura dos chapéus de couro.

Este tradicional artefato nordestino inicialmente serviu basicamente para fins práticos, principalmente como parte da indumentária de proteção dos vaqueiros [...]

Apesar desta questão, o bom e velho chapéu de couro está firme e forte na cabeça daqueles nordestinos que valorizam a cultura tradicional de sua terra. Até mesmo como símbolo de resistência cultural. E a melhor notícia é que a produção destes belos artefatos está tendo continuidade [...]

- Leia aquio texto na íntegra, na página do historiador e pesquisador Rostand Medeiros.

Os chapéus de meus avós de Caicó

Nesta oportunidade, resgato a história de meus avós maternos Severino e Luzia que passaram toda a vida produzindo chapéus de couro, inicialmente ainda jovens e solteiros na cidade paraibana de São Mamede e já casados foram convidados por um primo para morar em Caicó, por ser uma cidade maior e não existir quem trabalhasse, corriqueiramente, nesse oficio, apenas esse primo que posteriormente se transferiu para Currais Novos. Ou seja, Severino e Luzia Tavares foram, praticamente, os pioneiros na fabricação de chapéu de couro em Caicó, desde o ano de 1932, aonde criaram e educaram seus quatro filhos. Minha avó sempre dizia que aos dez anos de idade começou a costurar chapéu, trabalho que fez com dignidade até se aposentar no final da década de 1960, já viúva, porém vinha mantendo a oficina em sua casa da Rua Augusto Monteiro, centro de Caicó.
  
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