terça-feira, 23 de agosto de 2016

Assembleia resgata documentos históricos do século passado

TESTE
Crédito da Foto: Eduardo Maia

 
 
História documental está sendo levantada desde 1901 até hoje

Mais de 100 anos de história, que inclui a origem dos municípios potiguares, a história do Parlamento e dos próprios potiguares. O trabalho de resgate e preservação está sendo feito pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte através do levantamento e catalogação de um acervo que remonta ao século passado, exatamente ao ano 1901. O acervo textual, bibliográfico, audiovisual, sonoro, informático e cartográfico do parlamento, desde essa data até os dias atuais, está sendo levantado num trabalho realizado pela Gerência e Serviços Gerais de Arquivos, vinculada à Secretaria Administrativa da Casa.

A equipe de sete servidores fez um curso preparatório especialmente para cumprir esta missão, numa parceria da Assembleia Legislativa com a UFRN. Eles estão se debruçando sobre um volume de documentos que corresponde a 581 metros lineares de arquivos. São papeis e outras formas documentais que compõem partes de uma história que após a catalogação, será devidamente preservada e posteriormente disponível em arquivos digitalizados para consulta do Parlamento e da própria população. Além de documentos administrativos, o acervo inclui fitas cassete, fitas VHS, mapas, CDs, entre outros.

O trabalho vem sendo realizado minuciosamente, por ordem cronológica decrescente, a partir de 2016 em direção aos anos iniciais. Uma parte já está concluída. Até o ano 2010 os documentos já passaram pelo detalhado processo de limpeza para remoção de ácaros.

O primeiro passo está sendo a cuidadosa higienização e organização dos documentos, para que não sejam danificados. As regras seguem as normas do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), do Ministério da Justiça, vinculado ao Arquivo Nacional. “Participamos de um curso oferecido em parceria com a UFRN e a partir daí começamos a organizar o arquivo”, afirma Voltaire Maia.

A história dos municípios do RN também consta do acervo documental. Após a conclusão deste trabalho, com a catalogação e digitalização concluídas, todos os dados estarão disponíveis para consulta não só do Parlamento, mas de todos os interessados.

Crédito da Foto: Eduardo Maia

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Novo fóssil de mastodonte achado no Seridó potiguar. Nos anos sessenta, pesquisadores encontraram fósseis de mastodontes, conforme pesquisas feitas por José Nunes Cabral de Carvalho, Antonio Campos e outros.

Fóssil de mastodonte é encontrado em Florânia

Marina Gadelha – ASCOM – Reitoria/UFRN

Fotos: Cícero Oliveira

Um fóssil do pré-histórico mastodonte foi encontrado em uma fazenda do município de Florânia, na região Central do Rio Grande do Norte, a 216 quilômetros da capital potiguar. Na última sexta-feira, 12, a equipe do Museu Câmara Cascudo (MCC) foi ao local para o reconhecimento e “já coletou fragmentos da defesa (presa de marfim) e da mandíbula com os dentes molares do animal, transportados a Natal para limpeza e estudos complementares”, afirma o biólogo da instituição, Wagner de França Alves.

O mastodonte se assemelha ao elefante atual e viveu há cerca de 10 mil anos nas Américas do Norte e do Sul. Fósseis da espécie já foram encontrados em quase todos os estados brasileiros, exceto no Tocantins, e são registrados pela primeira vez em Florânia.

A descoberta se deu graças ao adolescente Edivan Gaudino Neto e sua irmã Ana Karollina Santos Silva, de 16 e 12 anos, que encontraram os vestígios no leito de um rio e avisaram ao pai Edmilson Galdino, vaqueiro da fazenda. O dono da propriedade acionou o arqueólogo Astrogildo Cruz, o qual realizou a primeira análise juntamente com o também arqueólogo e professor de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Orlando Figueredo.

Ao identificar o potencial dos vestígios, os profissionais entraram em contato com a paleontóloga e diretora do MCC, Maria de Fátima Ferreira dos Santos, que organizou a expedição para Florânia e confirmou a existência do fóssil. A instituição da Rede Universitária de Museus da UFRN possui um setor de paleontologia que abrange metodologias de coleta de amostras e dados em campo para embasamento e organização das coleções científicas.

Outras informações:
Maria de Fátima Ferreira dos Santos: 3342-4913/4914

 
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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Caminhos do Frio na Paraíba já começou, mas no dia 10 será em Bananeiras.

A primeira cidade a receber o roteiro é Areia, de 4 a 10 de julho. O tema do evento no município é "Frio, cachaça e arte". No município, a programação do Caminhos do Frio envolve feira de artesanato, feira gastronômica, oficinas, lançamento de disco, apresentações de espetáculos teatrais e de grupos de dança, trilhas ecológicas e shows musicais. O destaque fica para o show do Sexteto Potiguar de Natal, no dia 8 de julho, e de Mira Maya e In the Mood Hard Blues, no dia 9 de julho.
Em seguida, a programação acontece em Pilões, de 11 a 17 de julho, sob o tema "Flores, cultura e arte". Na cidade, o evento conta com feira gastronômica, oficinas, apresentações de teatro, dança e quadrilhas juninas, caminhadas ecológicas. Nos dois últimos dias do evento no município, em 16 e 17 de julho, também haverá shows de Adeilton Vieira e Banda, Forrozão Asa Branca e Fernando Show e do Trio Asa Branca em conjunto com o cordelista Baraúna.
Cantor Beto Brito  tem 15 anos de carreira e abriu último fim de semana do Extremo Cultural em João Pessoa (Foto: Beto Brito tem 15 anos de carreira dedicados à cultura popular regional, em suas várias vertentes musicais e literárias. )Beto Brito se apresenta em Remígio, no dia 23 de
julho (Foto: Divulgação)
Remígio realiza sua programação de 18 a 24 de julho, com o tema "Cultura e agroecologia na Serra". Entre as atrações, durante a semana, acontecem feiras gastronômicas, exibição de curtas e filmes, oficinas, palestras, apresentações de teatro e dança, trilha agroecológica, encontro de bandas e fanfarras e encontro de trios de forró. No sábado, dia 23 de julho, acontecem os shows de Beto Brito e Niedson Lua, e no dia 24 de julho, se apresentam Chico César e Assisão.
Solânea recebe o roteiro de 25 a 31 de julho. O tema do evento é "Memorial de fé, arte e cultura". Entre as atividades, estão oficinas, apresentação de teatro de bonecos, mostra de cinema, sarau cultural, desfile de moda, workshop, exposições de artes plásticas e mostra de dança. Os shows começam na quinta-feira, 28 de julho, com a apresentação de Jackson Envenenado. No dia 29 de julho, haverá o show de Beauty Box e Renata Arruda. No sábado, 30 de julho, se apresentam Eduardo Araújo e Marina Elali.
A quinta cidade é Serraria, que tem programação de 1º a 7 de agosto. O tema no município é "Natureza, seresta e engenhos". Um dos destaques do evento no munípio é o show de calouros, que acontece de 2 a 4 de agosto. Também são realizadas oficinas, apresentações de grupos folclóricos e repentistas, trilha ecológica e a apresentação de Fernando Show, Hilton Moura, Carlos Alexandre Júnior, Tinho, Sandro e Tércio, GG Bismark, Maike José, Os 3 do Xamego e Curió Forró Caboclo.
Sandra Belê faz show neste domingo (13) no Sesc de Piracicaba (Foto: Fabi Veloso)Sandra Belê se apresenta em Bananeiras no dia
13 de agosto (Foto: Fabi Veloso)
Bananeiras é o próximo município do roteiro, com o tema "Aventura e arte na Serra", de 8 a 14 de agosto. Na cidade, o Caminhos do Frio conta com oficinas, apresentação de teatro de bonecos, exposições de artes plásticas, exibição de filmes, espetáculo de dança e teatro, feira de artesanato, mostra gastronômica e trilhas ecológicas. Entre as atrações musicais, estão os shows de Banda SCFV, Eloisa Olinto, Tinho e Banda, Kelson Kiss, Sandra Belê, e Curió e Forró Caboclo.
Matinhas tem o tema "Laranja, arte e cultura", com programação de 15 a 21 de agosto. Entre os destaques da programação, estão a realização de oficinas, visitas a laranjais, encontro de agricultores familiares com exposição de produtos, encontro de mulheres artesãs, exibição de filmes, trilhas ecológicas, apresentações culturais, passeio ciclístico e shows de Jackson Envenenado e Banda Fofinho do Acordeon.
A próxima cidade do roteiro é Alagoa Nova, com o tema "Festival da galinha e da cachaça". A programação vai de 22 a 28 de agosto. Durante a semana, o evento promove no município uma série de cursos de artesanato, agricultura e gastronomia, em três lugares distintos da cidade. Também serão realizadas oficinas de teatro e técnicas vocais, com Suzy Lopes e Liss Albuquerque, respectivamente. Na programação, também haverá apresentações culturais, de teatro e musicais, porém os artistas a se apresentarem no municipio não foram divulgados até as 9h desta quarta-feira (15).
O roteiro chega ao fim em Alagoa Grande, de 29 de agosto a 4 de setembro. O tema do município é "Rota cultura Jackson do Pandeiro". Fazem parte da programação do Caminhos do Frio na cidade as mostras de teatro estudantil, apresentações de espetáculos, oficinas de dança e corpo e memória, lançamento de livros e revistas, exibição de curtas, trilha ecológica de bicicleta, festival de dança, workshop de teatro e shows das bandas Corte da Lagoa, Som do Porto, Pirueta em Roda de Samba, Forró do Auge e Interfônica.

O presidente do Fórum de Turismo do Brejo, Sergirson Silvestre, explicou que a programação foi definida em comum acordo com todos os prefeitos, buscando dar destaque às atrações culturais de cada cidade. Silvestre disse que o atual momento econômico vivido pelo país fez com que os gestores buscassem alternativas para realizar o evento. “Sabemos da importância do Caminhos do Frio para o desenvolvimento de nossa região. Hoje, a Rota Cultural é o principal produto turístico da região e por isso foi importante essa parceria entre todos os gestores envolvidos”, declarou.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016


Professor Edgardo Pires.


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Busque pelo nome ou sobrenome:


A propósito de A mística do parentesco

Parti de um casal único para contemplar abrangentemente os seus milhares de descendentes. Essa é uma novidade reconhecida. Mostra a genealogia como efetiva ciência auxiliar da história social, mediante a descrição documentada da dinâmica dos casamentos. As investigações que venham a ser feitas sobre a história social brasileira poderão contar com o antecedente de A mística do parentesco, seja como documentação de fatos, seja como modelo metodológico.


Volume 1
Pernambuco

Volume 2
Piauí, Rio de Janeiro

Volume 3 tomo 1
Piauí/Maranhão

Volume 3 tomo 2
Piauí/Maranhão (Rio de Janeiro)

Volume 4
Piauí/Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo

Volume 5
Os Castello Branco: E seus entrelaçamentos familiares
Aos amigos pesquisadores de Genealogia
Recebi do amigo Edgardo Pires link do seu site recentemente colocado na internet que contém seus famosos livros Mística do Parentesco
http://www.parentesco.com.br/
Abraços 
João Felipe da Trindade
Natal, Rio Grande do Norte
putegi.blogspot.com

quinta-feira, 14 de julho de 2016

UFRN discute a inserção na Rede Memorial do Nordeste
 
(Sirleide Pereira – Ascom-Reitoria/UFRN) - 14.07.2016

A memória institucional, a organização, preservação e disponibilização pública de acervos documentais e museológicos foram alvo de reunião no final da manhã desta quarta-feira, 13, entre a reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Angela Maria Paiva Cruz, e o gerente de Relacionamento da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Álvaro Malagute.

Acompanhados do superintendente de Comunicação, José Zilmar Alves da Costa, e da diretora do Núcleo de Arte Cultura da UFRN, Theodora Alves, ambos acertaram um encontro em agosto próximo, em Natal, para oficializar a inserção da UFRN na Rede Memorial do Nordeste. Coordenador regional da Rede, o professor Marcos Galindo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) na área de memória, confirmou participação pelo telefone. Antes disso, convidou a reitora a participar de evento em Pernambuco, sobre memória institucional.

Acervos e projetos

Com recursos do BNDES e do Banco do Nordeste, a Rede Memorial do Nordeste compartilha informação de forma harmônica entre indivíduos de diferentes regiões, beneficiando a todos. A adesão à Rede Memorial do Nordeste habilita a UFRN a receber recursos públicos voltados para a organização de sua memória social, por meio de digitalização de acervos de imagem e som, arquivos documentais, acervos museológicos e outros.

Atualmente, duas frentes administrativas atuam na linha de memória social da UFRN: a Comissão de Gestão Documental, vinculada à Pró-reitoria de Administração (PROAD), implementando a modernização do Arquivo Geral, e a Coordenação de Ações Culturais, Museológicas e de Memória, da Pró-reitoria de Extensão (PROEX), fomentando discussões para mapeamento de acervos institucionais.

Conforme literatura, “acervos são bens patrimoniais pertencentes ou sob a guarda de um indivíduo ou uma instituição, pelos quais se pode ter acesso a informações valiosas de várias áreas do saber, de forma a preservar a identidade e a memória de uma comunidade”. Entre os grandes acervos pertencentes e/ou sob guarda da UFRN constam o do Museu Câmara Cascudo (MCC), o do Museu do Seridó, no CERES Caicó, o do Núcleo Tecnológico da Seca (NUTSECA), e a massa documental do Arquivo Geral, da TVU e de outros.
Área de anexos

segunda-feira, 11 de julho de 2016

CHAPÉU DE COURO NORDESTINO – IDENTIDADE DE UMA REGIÃO

Autor – Rostand Medeiros

Barro – Ceará/Foto: Rostand Medeiros/2015
Este é um artefato que funciona como verdadeiro distintivo do Nordeste e do nordestino. Creio que talvez não exista um material com um aspecto tão forte em termos de identidade, tão representativo do nosso sertão do que o belo e tradicional chapéu de couro [...]

A pecuária, a criação de gado no interior da atual Região do Nordeste do Brasil foi o primeiro grande fator de geração de renda e permanência do homem nesta região árida. Da atividade de criar o gado se obtinha a carne para alimentação, o leite e em seguida o couro, que era utilizado de diversas maneiras nas propriedades rurais. Em algumas fazendas se desenvolveram rústicos curtumes, que serviram para transformar o couro em mais um meio de geração de renda. Certamente foi nestes locais que se iniciou a tradição da manufatura dos chapéus de couro.

Este tradicional artefato nordestino inicialmente serviu basicamente para fins práticos, principalmente como parte da indumentária de proteção dos vaqueiros [...]

Apesar desta questão, o bom e velho chapéu de couro está firme e forte na cabeça daqueles nordestinos que valorizam a cultura tradicional de sua terra. Até mesmo como símbolo de resistência cultural. E a melhor notícia é que a produção destes belos artefatos está tendo continuidade [...]

- Leia aquio texto na íntegra, na página do historiador e pesquisador Rostand Medeiros.

Os chapéus de meus avós de Caicó

Nesta oportunidade, resgato a história de meus avós maternos Severino e Luzia que passaram toda a vida produzindo chapéus de couro, inicialmente ainda jovens e solteiros na cidade paraibana de São Mamede e já casados foram convidados por um primo para morar em Caicó, por ser uma cidade maior e não existir quem trabalhasse, corriqueiramente, nesse oficio, apenas esse primo que posteriormente se transferiu para Currais Novos. Ou seja, Severino e Luzia Tavares foram, praticamente, os pioneiros na fabricação de chapéu de couro em Caicó, desde o ano de 1932, aonde criaram e educaram seus quatro filhos. Minha avó sempre dizia que aos dez anos de idade começou a costurar chapéu, trabalho que fez com dignidade até se aposentar no final da década de 1960, já viúva, porém vinha mantendo a oficina em sua casa da Rua Augusto Monteiro, centro de Caicó.
  
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terça-feira, 5 de julho de 2016

terça-feira, 5 de julho de 2016

O casamento de Amaro Barreto de Albuquerque Maranhão

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com
Alguns livros já estão com suas tintas esmaecidas, o que torna a leitura difícil e nos leva a cometer possíveis erros. Mas, o  importante é obter algumas informações da nossa história.
Vamos ver dois casamentos neste trabalho, ambos de filhas do major Fabrício Gomes Pedroza, realizados no mesmo dia.
Aos nove de dezembro de 1851, feitas as denunciações e não constando impedimento, na presença das testemunhas Francisco Tavares Pessoa de Araújo, e Francisco Pedro Bandeira de Melo, no Oratório do Major Fabrício Gomes Pedroza, casei Juxt, Trid. Amaro Barreto de Albuquerque, natural de Nazareth, filho legítimo de Pedro Velho Barreto e Izabel da Câmara de Albuquerque Maranhão, com Feliciana Maria da Silva Pedroza, natural de Brejo de Areia, vinda para esta Freguesia de menor idade, filha legítima do major Fabrício Gomes Pedroza e Dona Maria da Silva e Vasconcellos, já falecida, os contraentes são moradores nesta Freguesia, e logo dei as bênçãos na forma do Ritual Romano. E para constar fiz este assento em que assino. Bartholomeu da Rocha Fagundes, Vigário Colado.
Aos nove de Dezembro de 1851, feitas as denunciações e não constando impedimento, na presença das testemunhas  José Tavares Pessoa de Araújo e João Evangelista de Vasconcellos Lima, no Oratório do major Fabrício Gomes Pedroza, casei Juxt, Trid.  Francisco Tavares Pessoa de Araújo Junior, natural da Freguesia de Tracunhaém, filho legítimo de Francisco Tavares Pessoa de Araújo e D. Maria da Silva de Vasconcelos, com D. Maria Militina da Silva Pedroza, natural da Serra de Coité, vinda para esta Freguesia de menor idade, e nela moradora, filha legítima do major Fabrício Gomes Pedroza e D. Maria da Silva Vasconcellos. E logo dei as bênçãos na forma do Ritual Romano. E para constar fiz este assento em que assinei. Bartholomeu da Rocha Fagundes.

Amaro foi contemplado com um privilégio para uma Fábrica de Tecidos, conforme a imagem a seguir.

 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

O batismo de Pedro Velho

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Pedro Velho (de Albuquerque Maranhão) é nome de município e de praça. Era médico e Governou nosso estado. Vez por outra, encontro um registro perdido, principalmente de batismo, em livros da Igreja. Foi por acaso que encontrei o batismo dele.
Aos vinte e seis de junho de 1857, na Capela do Engenho Jundiaí, batizei solenemente a Pedro, nascido a vinte e sete de novembro do ano próximo passado, filho legítimo de Amaro Barreto de Albuquerque Maranhão e D. Feliciana Maria da Silva e Albuquerque, brancos, moradores nesta Freguesia; foram padrinhos Francisco Gomes Pedroza e Dona Maria da Cruz Pedroza. E para constar fiz este assento em que me assino. Bartholomeu da Rocha Vieira. Vigário Colado.

Feliciana era filha de Fabrício Gomes Pedroza. Este casou três vezes, sendo uma delas com uma irmã de Amaro Barreto.

Que destino teve a Capela de Jundiaí?

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O Ajudante Bernardo Alves Conceição Rabello, Angicos

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Um dos genros do Tenente Antonio Lopes Viegas, lá de Angicos, era Bernardo Alves da Conceição Rabello, casado com Maria Francisca.  Em 1827, Antonio Bernardo Alves, filho de Bernardo Alves e de Maria Francisca, casou com a prima legítima, Joaquina Maria da Conceição, filha do alferes Antonio Lopes Viegas e Francisca Pereira.  Nessa data, Bernardo era falecido, e sua esposa Maria Francisca só veio a falecer em 1877, com a idade de 96 anos. Através do Projeto Resgate, foi possível encontrar uma carta patente de Ajudante, lá em Assú.

José Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, Cavaleiro Professo na Ordem de Christo, Sargento-mor de Infantaria, Capitão-mor, Governador da Capitania do Rio Grande do Norte, por sua Majestade Real, que Deus Guarde, o Príncipe Regente Nosso Senhor &. Faço saber em quem esta carta patente virem, que havendo respeito  a Bernardo Alves da Conceição Rabello ser proposto pelo capitão-mor das Ordenanças da Vila da Princesa, para exercer o posto de Ajudante das mesmas Ordenanças, e por esperar dele, que nas obrigações do Real Serviço se haverá muito com deve a boa confiança que faço de sua pessoa e conformando-me com a proposta do dito capitão-mor, hei por bem  na conformidade da Ordem Régia de 22 de dezembro de mil setecentos e quinze, nomear, como por esta nomeio, ao dito Bernardo Alves da Conceição Rabello, no posto de Ajudante das Ordenanças da Vila da Princesa de que é capitão-mor Antonio Correa de Araújo Furtado, que se acha vago desde a criação deste corpo, e com o qual posto não haverá soldo algum, mas, servindo como deve, gozará de todas as graças, liberdades, privilégios e isenções de que gozam os Ajudantes de Tropas Pagas, na forma que determina  a Carta Régia de 22 de março de 1766 /não obstante o Decreto de 1706/ que o contrário dispõe, e será obrigado a requerer a Sua Alteza Real, pelo seu Tribunal do Conselho Ultramarino a confirmação desta patente dentro de um ano, contado da data deste e não apresentando dentro do referido Termo ou Certidão de a haver entregue na Secretaria do dito Conselho, se lhe dará baixa do posto, na forma que determina a Ordem Régia de 28 de maio de 1795, pelo que ordeno ao dito Capitão-mor por tal o reconheça, honre, e estime, conferindo-lhe a posse e juramento de estilo, do que fará assento nas costa deste, e aos oficiais, e soldados e os subordinados lhe obedeçam e cumpram as suas ordens, relativas ao Real  Serviço, como deve e são obrigados. Em firmeza do que lhe mandei passar a presente por mim assinada e selada com o sinete de minhas armas, que se registrará na Secretaria deste Governo, Vedoria desta Capitania, e Câmara ativa, donde se lhe assentará praça na forma de estilo. Dada na Vila da Princesa e Capitania do Rio Grande do Norte aos três de julho do ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e seis. Joze Rebello de Souza que serve de Secretário de Governo a  fez. Joze Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque.



Tenente João Manoel da Costa, meu pentavô

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Eu já tinha encontrado, anteriormente, uma carta patente de alferes para meu pentavô Francisco Xavier da Cruz, vaga que era ocupada por João Manoel da Costa, outro meu pentavô, seu irmão, que passou a tenente. Mas, esta última patente de João Manoel não tinha localizado. Agora, encontrei e posto aqui. 

Dom Thomas José de Mello do Conselho de sua Majestade Fidelíssima, Cavaleiro da Sagrada Religião de Malta, Chefe de Esquadra de Armada Real, Governador e Capitão General de Pernambuco, Paraíba, e mais Capitanias anexas, &. Faço saber aos que esta carta patente virem, que havendo respeito a João Manoel da Costa se achar exercendo com honra, prontidão e zelo do Real Serviço o posto de Alferes de uma das Companhias do Regimento de Cavalaria Auxiliar da Vila da Princesa, de que é Coronel Manoel José de Faria; e por esperar dele que daqui por diante nas obrigações do Real Serviço se haverá da mesma sorte, e muito como deve a boa confiança que faço de sua pessoa. Hei por bem na conformidade da Real Ordem de 24 de março do corrente ano, e do decreto de 7 de agosto de 1796, nomear / como por esta nomeio / ao dito João Manoel da Costa no posto de Tenente da Companhia do Capitão Luiz José de Araújo Picado, uma das do Regimento de Cavalaria Auxiliar da dita Vila da Princesa, de que é Coronel Manoel José de Faria, que vagou por passar a Capitão do mesmo Regimento José Carlos Vidal de Carvalho, que o exercia, com o qual posto não haverá soldo algum, mas gozará de todas as honras, graças, franquezas, liberdades, privilégios e isenções, do que gozam os tenentes de Tropas Pagas, na forma do que determina a Carta Régia de 22 de março de 1766, não obstante o decreto do ano de 1706 que o contrário dispõe; e será obrigado a requerer a Sua Majestade pelo Tribunal do Conselho Ultramarino a confirmação desta patente dentro de dois anos contados da data deste, e não apresentando, na data, termo ou certidão de haver entregue esta patente na Secretaria  do dito Conselho se lhe dará baixa do posto na forma que determina a Real Ordem de 28 de maio de 1795. Pelo que ordeno ao Capitão-Mor, Governador da Capitania do Rio Grande do Norte, e dito Coronel, por tal o reconheçam honrem, e estimem, conferindo-lhe segundo o prosseguimento de estilo. Em firmeza do que lhe mandei passar a presente por mim assinado e selado com o sinete de minhas armas, que se registrará na Secretaria deste Governo, e Vedoria do Rio Grande do Norte, e donde se lhe assentará praça, na forma de estilo. Dada no Recife de Pernambuco aos dezesseis de novembro. José Fernandes Quintela, oficial maior da Secretaria  de Governo a fez. Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil setecentos e noventa e sete//Dom Antonio Pio de Lucena e Castro, Secretário de Governo a fez escrever. D. Thomaz José de Mello.

terça-feira, 28 de junho de 2016

domingo, 26 de junho de 2016

Cortez Pereira e a dúvida de Celso da Silveira





Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com

Fui ao Solar João Galvão em busca do acervo, ali deixado, do escritor Manoel Rodrigues de Melo. Meu interesse maior era encontrar maiores informações sobre Macau. No meio da documentação encontrei uma carta de Celso da Silveira, datada de 21 de junho de 1974, com subsídios para a ascendência de Cortez Pereira, no ramo dos Silveira Borges. 

“Professor Manoel Rodrigues
Num caderno de notas de papai encontrei esta referência à filiação de João Celso da Silveira Borges, meu avô, que não corresponde ao registro de casamento do seu pai, Manoel da Silveira Borges. 

A diferença está em que nas notas de papai o Manoel casou com Maria Deolinda e no registro da Paróquia de Santana do Matos, com Maria Genérica Francelina. O velho Manoel casou com esta em 1840, e meu avô, seu filho, nasceu em 1844, daí surgindo um equívoco se ele era filho de Manoel com Maria Deolinda ou de Manoel com Maria Genérica. Acho que a localização do registro ou do batistério de João Celso da Silveira Borges poderá dissipar a dúvida e vou procurar.

Aí tem o senhor mais essa ascendência de Vivaldo Pereira, pois o velho Manoel era filho de Joaquim da Silveira Borges e Ana Joaquina da Trindade. Manoel, como me foi dado saber, foi o bisavô de Cortez Pereira. Joaquim, portanto, era seu tetravô. ” 

Não sei se Celso conseguiu dirimir sua dúvida, mas este artigo vai esclarecer, a partir de documentos da Igreja, a verdadeira filiação de João Celso, como a ascendência de Cortez Pereira, no ramo dos Silveira Borges.

Vamos fazer nossa exposição de trás para frente, começando com o batismo de José de Araújo Cortez Pereira e, depois, o casamento dos seus pais: a 11 de novembro de 1924, nesta Matriz, batizei solenemente a José, nascido a 17 de outubro deste ano nesta cidade, filho legítimo de Vivaldo Pereira de Araújo e Olindina Pereira Cortez, sendo padrinhos Manoel Pereira de Araújo e Ananilia Silveira de Araújo; a 6 de fevereiro de 1907, nesta Matriz, perante as testemunhas José Christino e Elias Enoque Pereira de Araújo, assisti ao matrimonial de Vivaldo Pereira de Araújo e Olindina Dantas Cortez, meus paroquianos. O Vigário Francisco Coelho de Albuquerque não informou o nome dos pais dos nubentes.

Os pais de Vivaldo Pereira de Araújo (2º do nome) eram Vivaldo Pereira de Araújo e Maria Quitéria da Silva. Eles casaram no Sítio Conceição, aos 27 de novembro de 1883, sendo filhos legítimos, ele, de Thomaz de Araújo Pereira Junior e Rita Regina de Miranda, e ela, de Manoel da Silveira Borges e Maria Quitéria Barbalho Bezerra. Essa Maria Quitéria casou com Manoel da Silveira Borges, após este ficar viúvo de Maria Genérica Francelina, esta, filha de Luiz da Rocha Pita e Leonarda Maria da Apresentação. 

Manoel da Silveira Borges tinha casado com Maria Genérica, realmente, em 1 de março de 1840. Ele, filho legítimo de Joaquim da Silveira Borges e Ana Joaquina da Trindade e, ela, de Luiz da Rocha Pita e Leonarda Maria da Apresentação. Houve dispensa de impedimento de consanguinidade.

Dois registros de batismos, relativos a Manoel da Silveira Borges, chamam nossa atenção, tanto que transcrevemos para cá.

O primeiro está inserido nos registros de batismo de Santana do Matos, do ano de 1839, um pouco antes do casamento de Manoel: Maria, branca, filha natural de Izabel Francisca de Sousa, branca, viúva, e de Manoel da Silveira Borges, branco, solteiro, naturais e moradores nesta Freguesia, nasceu aos dezesseis de julho de 1828, e foi batizada solenemente com os santos óleos, aos 28 do dito mês e ano, na Fazenda Conceição, desta Freguesia, por mim, o qual disse em minha presença que reconhecia  a dita párvula, por sua filha, e me pediu fizesse essa mesma declaração para a todo tempo constar e, para certeza do referido, assinou comigo; foram padrinhos Antônio da Silva Carvalho e sua mulher Maria da Silva Velosa (irmã de Manoel) – do que para constar mandei fazer este assento e por verdade assinei. Manoel da Silveira Borges, Vigário João Theotônio de Sousa e Silva.

Não encontrei notícia posterior dessa filha natural de Manoel da Silveira Borges, nem o destino da viúva Izabel.

O segundo batismo está inserido nos registros de batismo 1840, final de fevereiro e começo de março, após, possivelmente, o casamento de Manoel e Maria Genérica: Thereza, branca, filha legítima de Manoel da Silveira Borges, e de sua mulher Maria Francelina Genérica, naturais e moradores nesta Freguesia, nasceu aos 15 de janeiro de 1839, e foi batizada  com os santos óleos, nesta Matriz, aos 4 de fevereiro de 1840, por mim, foram padrinhos Joaquim da Silveira Borges, casado, e Ana Joaquina da Trindade Junior, solteira. João Theotônio de Sousa e Silva.

Como Manoel da Silveira Borges faleceu aos 17 de janeiro de 1876, com a idade de 64 anos, 1 mês e 9 dias, de ferida cancerosa no rosto, deixando viúva Dona Maria Quitéria Barbalho Bezerra, essa sua filha natural, Maria, nasceu quando ele tinha, aproximadamente, 16 anos. A segunda proeza fez quando tinha 27 anos.

Não encontrei nenhuma informação sobre Maria Diolinda,  mas, o casamento de João Celso da Silveira Borges, onde consta o nome de sua mãe, resolvendo, portanto, a dúvida de Celso: Aos vinte e cinco de novembro de 1862, pelas noves horas da noite, no Sítio Pocinhos desta Freguesia, o Reverendo Elias Barbalho Bezerra, de licença do Reverendíssimo Vigário, uniu  em matrimônio, e deu as bênçãos aos contraentes João Celso da Silveira Borges, e Juvina Serina Barbalho Bezerra, paroquianos desta Freguesia, ele, filho legítimo de Manoel da Silveira Borges, e de Maria Genérica Francelina, já falecida, e ela, filha legítima de Antônio Barbalho Bezerra e de Ignácia Francisca Bezerra, foram testemunhas  o Padre Antônio Barbalho Bezerra Tote, e Juventino da Silveira Borges, solteiro; do que para constar fiz este assento em que me assino. Antônio Germano Barbalho Bezerra Tote, Coadjutor Pró Pároco.

sábado, 25 de junho de 2016

Santa Cruz quer combate à violência contra mulheres e outras minorias.

Fonte:

AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo 




Foto por assessoria/divulgação
Uma audiência pública na Câmara Municipal de Santa Cruz debateu o combate ao machismo e a violência contra as mulheres. Durante o evento, na quarta-feira (22), foram discutidos temas sobre os direitos e deveres dos cidadãos, bem como sobre as políticas de combate à violência e abuso sexual contra mulheres e outras minorias que sofrem estes tipos de violações de direitos.

A audiência correu em parceria com a Associação das Travestis Encontrando à Valorização e a Atuação na Saúde Santacruzense (Atreva-se) e contou, também, com a participação da Coordenadoria de Defesa dos Direitos das Mulheres e Minorias (CODIMM) da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed). A CODIM tem intensificado campanhas educativas visando orientar a população sobre o combate a todo tipo de violência e discriminação e disponibiliza o telefone 0800-281-2336 para denúncias e mais informações.


Além da CODIMM, participaram também da ação, a Defensoria Pública do Estado do RN, Coordenadoria do Núcleo Especializado de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar, Comissão Especial de Direitos da Mulher do Conselho Nacional de Defensores Públicos Gerais, Ministério Público do Estado do RN, representação da Militante Trans Feminista e Juntos Potiguar e a presidente da Ong Atreva-se Santa Cruz, a Sra. Lara Bianck, idealizadora e propositora da audiência. [com assessoria]


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 6/25/2016 10:21:00 AM

quinta-feira, 16 de junho de 2016

exta-feira, 10 de junho de 2016

Gente que veio para o Seridó I

Por João Felipe da Trindade
jfhipotenusa@gmail.com


Não se sabe, muitas vezes, porque alguns estrangeiros vieram para o Brasil, e muito menos, porque se embrenharam pelo nosso interior mais distante. Encontramos, nos registros do Seridó, pessoas que têm seus ascendentes mais próximos, oriundos de Portugal e de outras localidades do Brasil.
Francisco, branco, filho legítimo de Antônio  da Silva e Soisa, natural da Freguesia de Santo Tirso, do Bispado de Porto, e de Dona Thereza Maria Rocha, natural desta Freguesia de Santa Ana do Seridó, moradores nesta Vila do Príncipe, nasceu aos vinte e dois de setembro de mil oitocentos e cinco, e foi batizado solenemente, com os santos óleos, nesta Matriz, aos trinta do dito mês e ano, pelo Padre José Antônio de Mesquita, de minha licença; Eu fui o padrinho, e Dona Ana Filgueira de Jesus, viúva, foi a madrinha, e declaro mais, que é neto paterno de João da Silva Jaques, e de sua mulher Margarida Dias Fernandes, naturais da dita Freguesia de Santo Tirso, e materna  de Antônio da Rocha Gama, natural da Freguesia de Torre de Moncorvo de Trás-os-Montes e de Izabel  Maria, natural deste Seridó, e para constar fiz este assento que assino. O Vigário Francisco de Brito Guerra.

Antônio, filho legítimo de Félix Gonçalves de Mello, e de Maria Manoela do Nascimento, naturais desta Freguesia, neto paterno  do Capitão Manoel Gonçalves de Mello, natural de Água Santa da Cidade do Porto, e de Dona Joana Maria dos Santos, natural desta Freguesia; neto materno de José Alves dos Santos, também natural desta, e de Maria José, natural de Olinda, nasceu aos sete de maio de 1803, e foi batizada aos 16 do mesmo, de licença minha, na Fazenda Sabugi, pelo Padre Ignácio Gonçalves, e lhe deu os santos óleos; foram padrinhos  o avô materno e Dona Maria Bernarda. O Cura Francisco de Brito Guerra.

Ana, filha legítima de João Fernandes Vieira, natural do Recife, e Juliana Pereira das Neves, desta Freguesia, nasceu aos sete de junho de 1803, e foi batizada por mim, na Fazenda Desterro, desta Freguesia, aos três de julho do mesmo ano, e lhe pus os santos óleos; foram padrinhos  João Marques de Soisa, e Dona Ana Maria do Nascimento. O Cura Francisco de Brito Guerra.

Luis, filho legítimo de Domingos Alvares do Nascimento e de Maria Teixeira da Fonseca, naturais desta Freguesia do Seridó, neto paterno de Antônio Álvares dos Santos, natural desta e Thereza de Jesus, natural da Paraíba, neto materno de Luiz Teixeira da Fonseca, natural do Porto, de Joana Baptista, natural desta Freguesia, nasceu a um de setembro de 1803, e foi batizado a 23 outubro do mesmo ano, na Fazenda Sabugi, pelo Padre Ignácio Gomes de Mello, de licença minha, e lhe pôs os santos óleos, foram padrinhos  o Padre Manoel Teixeira da Fonseca e sua irmã Magdalena Maria. O Cura Francisco de Brito Guerra.


Pensamos, muitas vezes, que os divórcios são coisas recentes, mas, vez por outra, encontramos pessoas divorciadas, nos registros da Igreja.

Severina, filha de Antônia Lourença, natural da Freguesia de Pombal, mulher casada, porém divorciada do seu marido, moradores nos arrabaldes desta Vila, nasceu aos seis de outubro de mil oitocentos e cinco, e foi batizada por mim, nesta Matriz, aos treze do mesmo mês e ano, e pus os santos óleos; foram padrinhos Joaquim de Araújo Pereira, casado, e Gertrudes Maria, solteira, moradores nesta Freguesia. O vigário Francisco de Brito Guerra.

domingo, 5 de junho de 2016

Os Chaves Melo dos Açores e do Brasil


De José Elson  Carvalho de Araújo recebo para divulgação, neste blog, informações sobre seu livro, cuja capa foi aqui anexada:

Prezado professor Felipe,
Participo que publiquei recentemente um livro sobre a genealogia dos “Leite de Chaves e Melo”, que acredito ser de seu interesse.
O livro é dividido em duas partes. A primeira trata dessa família nos Açores, desde seu surgimento, onde são apresentados seus primeiros membros até o aparecimento daqueles que migraria para o Rio Grande do Norte, onde podemos encontrar informações surpreendentes sobre sua gênese.
Na segunda parte o livro trata dos Leite Chaves Melo no Brasil, desde a chegada no Rio Grande do Norte, a migração para o Ceará e posteriormente para o Amazonas.
Se digno for, V. Sa. Poderá divulgar em seu blog, para que seja dado conhecimento a todos os descendentes da família em pauta.

Atenciosamente,

José Elson Carvalho de Araújo.




Os Chaves Melo dos Açores e do Brasil

Apresentação


       A curiosidade do autor acerca dessa família surgiu quando conheceu o Tratado Genealógico da Família Feitosa, e ao constatar sua descendência através do patriarca Antonio Leite de Chaves e Melo, que habitou a antiga povoação de Vertentes, hoje Iapi, no município de Independência. Deparou-se, depois, com alguns trabalhos do genealogista e magistrado Carlos Feitosa, que muito o auxiliaram no entendimento da família Leite de Chaves e Melo do Ceará.

       Na primeira parte deste livro o autor procura sintetizar, de forma didática, o surgimento dos primeiros Chaves e Melo no arquipélago dos Açores, notadamente na Ilha de São Miguel, procurando mostrar o panorama geográfico e humano reinante naquela época.
       Na segunda parte o autor lança mão de todas as informações que conseguiu reunir acerca dessa família no Brasil, com ênfase naqueles que habitaram o Ceará.
       O Autor ao concentrar seus estudos no berço formador da família Chaves e Melo, ou seja, na ilha de São Miguel dos Açores, seus horizontes genealógicos se expandiram além de suas expectativas, com o surgimento de dezenas de ancestrais, alguns procedentes de outros países.
       Diante desse farto ‘manancial genealógico’ onde mergulhou, deixou temporariamente de lado as pesquisas que fazia sobre famílias cearenses, e passou a priorizar essa frente fascinante que surgiu em seu horizonte.
       Encontrou informações surpreendentes, como por exemplo, a sua descendência de bandeirantes paulistas. Imaginem a surpresa do autor ao encontrar como seus ancestrais: Manoel de Borba Gato (9º avô); Fernão Dias Paes Leme (10º avô); e Pascoal Leite Furtado (12º avô), todos, bandeirantes renomados que figuram na história do Brasil.
       Rebuscando mais, além dos Açores, e retornando ao Brasil que nascia, foi encontrar nada menos que o Cacique Tibiriçá (15º avô), um dos fundadores de São Paulo.
       Continuando a genealogia açoriana em sua gênese, o autor encontrou seu primeiro ancestral extra-lusitano, na pessoa do holandês Joss van Hurter (14º avô), primeiro donatário da ilha do Faial.
       No Brasil quinhentista encontrou, ainda, Geraldo Betting (12º avô), um dos primeiros e raros alemães que contribuíram para os troncos de famílias paulistanas.
      Após reunir e consolidar as informações que compõe a primeira parte deste livro, o autor mergulha propriamente no estudo dos Leite de Chaves Melo do Brasil, família que advém de tudo que foi explanado, tendo como principal elo de ligação, a figura de Alexandre José Leite de Chaves e Melo, que chegou ao Brasil em 1785, tendo participado de importantes acontecimentos de nossa história.